Filarmônica em Câmara | Abril

Alexandre Silva, clarinete
Ana Zivkovic, violino
Andrew Huntriss, fagote
Eduardo Swerts, violoncelo
Fabio Ogata, trompa
Marcos Lemes, contrabaixo
Mikhail Bugaev, viola
Nathan Medina, viola
Philip Hansen, violoncelo
Roberta Arruda, violino
Rommel Fernandes, violino
Tiago Ellwanger, violino

|    Filarmônica em Câmara

SCHUBERT
G. FRANK
BEETHOVEN
Trio para violino, viola e violoncelo em Si bemol maior, D. 581
Leyendas: Um andarilho Andino
Septeto em Mi bemol maior, op.20

Alexandre Silva, clarinete

Alexandre iniciou seus estudos na Sociedade Musical Euterpina Juvenil Nazarena em sua cidade natal, Nazaré da Mata, Pernambuco. É Mestre em Performance Musical pelo Conservatório da Suíça Italiana, na classe de François Benda, e Bacharel pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na classe de Maurício Loureiro. Com a Orquestra do Conservatório da Suíça Italiana, foi solista no Concerto para clarinete nº 2 de Bernhard Crusell e no Concerto para clarinete nº 2 de Ludwig Spohr, estreando este último no Brasil, como vencedor do concurso Jovens Solistas da UFMG. Alexandre integrou o grupo de música contemporânea 900 e, em 2010, foi bolsista da Williamson Foundation for Music e da Familien-Vontobel-Stiftung. É clarinetista da Filarmônica desde 2011.

Ana começou a tocar violino na Escola Primária de Música em sua cidade natal, Belgrado, onde seguiu os estudos na Escola de Música Dr. Vojislav Vuckovic. Após graduar-se pela Faculdade de Música de Belgrado na classe do professor Dejan Mihailovic em 2002, continuou aperfeiçoando-se na Academia de Música de Mannheim, na Alemanha, na classe do professor Roman Nodel até 2005. Recebeu o primeiro lugar no Serbia State em 1996 e os segundos lugares no Prêmio Nacional da Iugoslávia Novi Sad em 1996 e no Prêmio Internacional em Paris. Em duas ocasiões, Ana recebeu também o Prêmio Internacional de Streza, na Itália – primeiro em 1994, como solista, e depois em 1995, ao lado de um trio, ocupando a segunda posição. De 2000 a 2002, integrou o Quarteto de Cordas da Orquestra de Câmara Dusan Skovran de Belgrado e atuou como assistente de spalla na Orquestra de Câmara de Mannheim. Antes de se juntar á Filarmônica novembro de 2011, atuou nas orquestras Badische Staatskapelle Karlsruhe e Neue Philharmonie Westfalen.

Desde 2011, o escocês Andrew Huntriss integra o naipe de fagotes da Filarmônica. Antes disso, trabalhou como Fagote Principal com a Orquestra do Norte, em Portugal, fez estágio na Filarmônica de Londres e se apresentou como convidado com a Sinfônica de Bournemouth, RTÉ National Symphony Orchestra da Irlanda e o Balé Nacional Inglês. Também se apresentou em transmissões ao vivo com a Sinfônica de Londres e gravou para os Bee Gees com a Filarmônica Real. Fã de música de câmara, Andrew participou de inúmeros grupos, tendo se apresentado no Festival Hall em Londres e realizado uma turnê por igrejas no interior no Reino Unido com seu quinteto de sopros. Filho de membros de orquestra, iniciou os estudos musicais ainda criança, começando no fagote aos doze. Estudou Música e Filosofia na Universidade de Birmingham, e continuou a aperfeiçoar-se na Guildhall School of Music and Drama, sob orientação de fagotistas da Sinfônica da BBC e da Philharmonia Orchestra, obtendo mestrado em Performance.

Eduardo integrou orquestras no Brasil, na Alemanha, no Festival delle Nazioni na Itália e, durante duas temporadas, foi Violoncelo Principal da Orquestra das Américas. Apresentou-se como solista em Portugal, na Alemanha e na estreia de Dos Pampa Sur, de Rufo Herrera, com a Orquestra de Câmara Ouro Preto. Venceu o Concurso de Música de Câmara de Münster com a pianista Risa Adachi, apresentando-se na Alemanha, na Grécia e em Portugal. Ainda na Alemanha, concluiu o mestrado, o Artist Diploma e fez cursos de Música de Câmara na Musikhochschule Münster e na Robert Schumann Hochschule. Lá, também atuou como professor em escolas de música durante três anos. Nascido em Belo Horizonte, Eduardo graduou-se em Música pela UEMG e é membro da Filarmônica desde 2012.

Fabio Ogata iniciou seus estudos musicais no interior de São Paulo, primeiro na Banda Filarmônica Cardeal Leme de Espírito Santo do Pinhal e depois no Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí, sob orientação dos professores Alex Soares e Adalto Soares. Na capital paulista, estudou com o professor Mário Rocha no Instituto Baccarelli, onde integrou a Sinfônica de Heliópolis. Posteriormente, fez parte da Orquestra Experimental de Repertório, apresentando-se com frequência no Theatro Municipal. Formou-se na Academia de Música da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), onde teve aulas de Trompa com Ozeas Arantes e de Música de Câmara com Gilberto Siqueira. Participou de diversos festivais, como o de Santa Catarina, Campos do Jordão, Wattwill, na Suíça, e o de Poços de Caldas – neste último também atuou como solista. Esteve em masterclasses com Bostjan Lipovsek, Stefan Dohr, Charles Kavalovski, Radek Baborak, Will Sanders e Luis Garcia. Apresentou-se com diversos artistas populares, como Milton Nascimento e Mônica Salmaso, e importantes grupos brasileiros, como a Camerata Antiqua de Curitiba, a Orquestra Sinfônica da USP (Universidade de São Paulo) e a Osesp.

Marcos graduou-se na The Buchmann-Mehta School of Music, da Universidade de Tel Aviv, em colaboração com a Filarmônica de Israel, na classe do professor Nir Comforty. Nesse período, fez prática orquestral na Filarmônica de Israel sob a batuta de Zubin Mehta, Kent Nagano, Christoph von Dohnányi, Peter Oundjian e Lahav Shani. Em 2015, por sua performance no programa de treinamento da Buchmann-Mehta, recebeu o Certificate of Honor for Outstanding Achievment. Na Buchmann-Mehta Symphony, por várias vezes como Primeiro Contrabaixo, fez diversas turnês e apresentou-se em salas como Carnegie Hall, na Alte Oper de Frankfurt e na Sala São Paulo. Nascido em Guaratinguetá, Marcos começou seus estudos musicais aos dezenove anos, sob orientação de Umberto Bertrami. Aperfeiçoou-se ainda com Sérgio de Oliveira e com Gael Lhoumeau.

Mikhail Bugaev nasceu em Novosibirsk, Rússia. Durante sua formação no Conservatório Estatal de Novosibirsk, onde estudou com Yuri Mazchenko, Mikhail iniciou sua carreira profissional como membro da Orquestra Sinfônica de Novosibirsk e da Novosibirsk Kamerata. Em 2009, mudou-se para os Estados Unidos para prosseguir os estudos e, em 2013, completou seu doutorado na Michigan State University, sob orientação de Yuri Gandelsman. Durante esse período, Mikhail participou de masterclasses com Roberto Díaz, Roger Chase, Stanley Drucker e Valentin Berlinsky. Nos Estados Unidos, Bugaev tocou regularmente com Kalamazoo, Flint, Lansing e as sinfônicas de West Michigan e Traverse; foi músico convidado nas orquestras sinfônicas de Minnesota, Grand Rapids, Arkansas e West Virginia. Como solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfônica de Novosibirsk, a Novosibirsk Kamerata e a Orquestra Sinfônica de Livingston. É um ativo músico de câmara, tendo participado de festivais com o Quarteto São Petersburgo, Yuri Gandelsman, Ilya Kaler, Suren Bagratuni e Walter Verdehr. Como educador, desde 2012 é membro do corpo de professores do Blue Lake Fine Art Camp.

Nathan Medina começou a estudar música aos sete anos em Portland (EUA), sua cidade natal. Teve aulas de violino com Kathy Walden e Robert Hertzel. Aos dezoito anos, ganhou bolsa para aperfeiçoar-se com Kelly Farris na Eastern Washington University e tocar na Spokane Symphony, sob direção de Fabio Mechetti. Nos verões de 1994 e 1995, começou seus estudos em viola e continuou se dedicando ao violino na Meadowmount School of Music com Alan Bodman. Graduou-se em Violino pela Eastern Washington University e é Mestre pela Universidade de Washington, sob orientação de Steven Staryk e Robert Davidovici. Nathan foi Viola Principal na Yakima Symphony de 1998 a 2000. Nesse mesmo período, foi chefe dos Segundos Violinos da Federal Way Symphony e da Spokane Symphony. Em 2001, iniciou doutorado pela Universidade de Washington, recebendo bolsa Brechemin para estudar viola com Helen Callus e violino com Ronald Patterson. Aperfeiçoou-se na Le Domaine Forget Académie de Music, no Canadá, de 2003 a 2004.

Violoncelo Principal da Filarmônica desde 2015, Philip é conhecido pela transitoriedade entre diversos gêneros musicais e participação em projetos educacionais e comunitários. Foi embaixador do Departamento de Estado de Cultura dos Estados Unidos na Rússia e artista residente nos conservatórios centrais de Pequim e Shangai, além de membro por longa data da Académie Internationale Musicale em Provença, na França. É fundador e Diretor Artístico do Festival de Música de Câmara Quadra Island, no Canadá. Possui um álbum solo dedicado ao tango, Bragatissimo, que vem sendo tocado em rádios importantes como a NPR dos Estados Unidos e a CBC. Philip também compôs a música tema de Charlie the Cello, um livro infantil e também produção teatral de Deborah Nicholson, em que toca junto à Filarmônica de Calgary (Canadá).

Roberta começou a estudar música em Campinas aos sete anos de idade. Na juventude, participou dos mais importantes festivais brasileiros, tocou como solista em Campinas e São Paulo e, em 2001, integrou a Orquestra Jovem das Américas. Foi premiada no Concurso de Música de Câmara Henrique Nuremberg. Com uma bolsa da Fundação Vitae, estudou por dois anos na Academia Franz Liszt de Budapeste, na Hungria. Lá, entre outros, teve como professores membros do Quarteto Bartók. Após aperfeiçoar-se também em Munique, na Alemanha, mudou-se para os EUA, onde completou o mestrado. Ainda lá, no estado do Novo México, desenvolveu uma carreira ativa como musicista de câmara, além de ter tocado como solista e integrado diversos grupos, dentre eles o Santa Fe Pro Musica, onde foi Principal Assistente dos Segundos Violinos. Em 2012, passou a integrar o Quarteto La Catrina e a lecionar na New Mexico State University, onde ficou por três anos. Com o Quarteto, especializado em divulgar o repertório clássico latino, fez várias turnês pelos país.

Rommel Fernandes é spalla associado da Filarmônica e mantém intensa atividade como recitalista e músico de câmara. Foi solista frente a diversas orquestras, incluindo a Filarmônica de Minas Gerais, a Osesp (como vencedor do concurso Jovens Solistas), Orquestra Unisinos, Orquestra de Câmara da Unesp, Advent Chamber e Northwestern University Chamber Orchestra. Destaca-se também como intérprete de música contemporânea, atuando com os grupos Oficina Música Viva e Sonante 21. Realizou primeiras audições mundiais de obras de Douglas Boyce (Floruit Egregiis, para violino e cello) e Silvio Ferraz (Partita II, para violino solo), além de estreias brasileiras de obras de Pierre Boulez (Anthèmes I, para violino solo) e Mario Mary (Aarhus, para violino e eletrônica). Foi músico convidado das sinfônicas de Boston e Chicago, colaborou com o grupo Fifth House Ensemble, fez parte do corpo docente da North Park University e foi membro da Chicago Civic Orchestra.

Gaúcho de Campo Bom, Tiago foi integrante das orquestras sinfônicas da UCS (Universidade de Caxias do Sul) e de Porto Alegre, da Green Bay Symphony, da Sheboygan Symphony e da Orquestra Jovem das Américas, atuando com maestros como Carlos Miguel Prieto, Dante Anzolini, Isaac Karabtchevsky, Bridget-Michaele Reischl e Osvaldo Ferreira. Apresentou-se como solista frente às orquestras da UFRGS e de Câmara da Ulbra, e foi premiado no concurso Jovens Solistas da Orquestra do Sesi, no UWM Concerto Competition e no UTK Concerto Competition. Também venceu, em 2003, o Concurso de Música de Câmara de Curitiba com o pianista Francisco Dellandréa, obtendo o prêmio de Melhores Intérpretes de Villa-Lobos. Formado pela UFRGS e mestre pela Universidade de Wisconsin-Milwaukee, é violinista da Filarmônica desde 2010.

Programa de Concerto

30 abr 2019
terça-feira, 20h30

Sala Minas Gerais