Filarmônica em Câmara: Verdi, Hovhaness, Schubert e Mozart

Luka Milanovic, violino
Hyu-Kyung Jung, violino
Mikhail Bugaev, viola
William Neres, violoncelo
Israel Muniz, corne inglês
Clémence Boinot, harpa
Sérgio Aluotto, percussão
Ara Harutyunyan, violino
Katarzyna Druzd, viola
Robson Fonseca, violoncelo
Alexandre Barros, oboé
Marcus Julius Lander, clarinete
Catherine Carignan, fagote
Alma Maria Liebrecht, trompa
Ayumi Shigeta, piano

|    Filarmônica em Câmara

VERDI
HOVHANESS
SCHUBERT
MOZART
Quarteto de cordas em mi menor
Koke no Niwa, op. 181
Trio para cordas em Si bemol maior, D. 471
Quinteto para sopros e piano em Mi bemol maior, K. 452

Luka Milanovic, violino

Luka nasceu em Belgrado, Sérvia, onde estudou violino na Escola Primária e Secundária Kosta Manojlovic, com a professora Sanda Dramicanin, em Zemun. Em seu país, recebeu o primeiro lugar na Republic Competition of Chamber Duos em 2002, foi laureado na competição Vojislav Vuckovic em 2002 e 2003, anos em que também foi premiado na competição Smederevski Dani. Em 2003, foi admitido na Faculdade de Música da Universidade de Belgrado (Fakultet Muzicke Umetnosti), na classe da professora Jasna Maksimovic, onde se formou e obteve, em 2011, o título de Mestre. Atuou como solista e membro da orquestra do grupo folclórico Frula em apresentações nos EUA, Alemanha e Chipre. Tocou com a Berliner Jugendorchestra em Belgrado como um dos convidados da Sérvia. Antes de mudar-se para o Brasil em 2008, Luka integrou o quarteto de cordas Kalian-lu de 2004 a 2006.

Hyu-Kyung Jung nasceu em Seul, Coreia do Sul, mas foi em Hamburgo, na Alemanha, que iniciou seus estudos de violino aos seis anos, recebendo aos onze anos a sua primeira premiação no Jugend Musiziert, em Frankfurt. Após concluir seu bacharelado em 2006 na Kyung Hee University em Seul, retornou à Alemanha, onde concluiu o Mestrado e o Artist Diploma na Musikhochschule Münster. Seus orientadores foram Ji-Yoon Ahn, Helge Slaatto e Martin Dehning. Também fez cursos com Malcolm Goldstein, Michael Gaiser e Young-Mi Cho. Hyu-Kyung foi membro da EuroAsian Symphony Orchestra e da Sinfonieorchester Münster, além de spalla da Kammerorchester Westfalen. Violinista do Emsland Quartett, apresentou-se na Holanda, no Chile e no prestigiado festival Schleswig-Holstein, na Alemanha. Ainda como camerista, atuou na WDR3 Musikfest e na Deutscher Rundfunk. Trabalhou com os compositores Rudolf Kelterborn, Kurt Schwertsik e Sidney Corbett em diferentes festivais de música contemporânea.

Mikhail Bugaev nasceu em Novosibirsk, Rússia. Durante sua formação no Conservatório Estatal de Novosibirsk, onde estudou com Yuri Mazchenko, Mikhail iniciou sua carreira profissional como membro da Orquestra Sinfônica de Novosibirsk e da Novosibirsk Kamerata. Em 2009, mudou-se para os Estados Unidos para prosseguir os estudos e, em 2013, completou seu doutorado na Michigan State University, sob orientação de Yuri Gandelsman. Durante esse período, Mikhail participou de masterclasses com Roberto Díaz, Roger Chase, Stanley Drucker e Valentin Berlinsky. Nos Estados Unidos, Bugaev tocou regularmente com Kalamazoo, Flint, Lansing e as sinfônicas de West Michigan e Traverse; foi músico convidado nas orquestras sinfônicas de Minnesota, Grand Rapids, Arkansas e West Virginia. Como solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfônica de Novosibirsk, a Novosibirsk Kamerata e a Orquestra Sinfônica de Livingston. É um ativo músico de câmara, tendo participado de festivais com o Quarteto São Petersburgo, Yuri Gandelsman, Ilya Kaler, Suren Bagratuni e Walter Verdehr. Como educador, desde 2012 é membro do corpo de professores do Blue Lake Fine Art Camp.

William Neres é graduado em Música pela Universidade Federal de São João del-Rei, com período de mobilidade acadêmica na Universidade Federal de Uberlândia, nas classes dos professores Abel Moraes e Kayami Satomi, respectivamente. Especializou-se em Violoncelo e Música de Câmara na École Normale de Musique de Paris, sob orientação de Roland Pidoux e Chantal De Buchy. Foi premiado nos concursos Paulo Bosísio, Eleazar de Carvalho e Música XXI. Junto ao violonista Adriano D. Melo, participou das séries Segunda Musical (BH), Jovem Músico BDMG (BH) e Semana do Violão (Juiz de Fora). Com o UDI Cello Ensemble, realizou turnês pelo Brasil e França. Apresentou-se também com as orquestras sinfônicas de Poços de Caldas e Pouso Alegre e com a Jazz Sinfônica de São José do Rio Pardo.

O paulista Israel Silas Muniz começou a estudar música aos seis anos de idade com a flauta doce. Posteriormente, passou a dedicar-se ao oboé, sendo orientado por Benito Saches e Éser Menezes. Deu continuidade aos estudos na cidade alemã de Colônia, onde obteve seu Diplom Musiker orientado pelos professores Christian Wetzel, Washington Barella, Ikuko Homma e Michael Sieg. Israel participou de festivais, eventos camerísticos e masterclasses com Hansjörg Schellenberger, Andreas Wittmann, Washington Barella, François Leleux, Alex Klein, Ingo Goritzki, Florian Hasel e Dominik Wollemweber. Venceu concursos para Jovens Solistas da Escola Municipal de Música de São Paulo, da Orquestra Experimental de Repertório e da Orquestra Petrobras Pró-Música, tendo ainda participado do Concurso de Genebra. Na Alemanha, trabalhou nas orquestras Bamberger Symphoniker, SWR Baden Baden und Freiburg, Staatstheater Braunschweig, Deutsche Kammerphilharmonie Bremen. No Brasil, atuou na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), na Sinfônica da USP (Universidade de São Paulo), na Orquestra Experimental de Repertório, entre outras. Integra o naipe de Oboés da Filarmônica como corne inglês solo.

Clémence é apaixonada pela harpa desde os cinco anos. Começou a estudar o instrumento orientada por Isabelle Lagors em sua cidade natal, Cergy-Pontoise, na França. Seu amor continuou a crescer e, aos 20, ingressou na Haute École de Musique de Genebra, na Suíça. Em 2013, após seis anos de aperfeiçoamento sob orientação de Florence Sitruk, Clémence concluiu seu bacharelado com honra. Dois anos depois, tornou-se Mestre em Pedagogia. Concluiu os estudos em 2017 com um mestrado em Solo Performance. Paralelamente, Clémence participou de vários projetos de música de câmara e foi membro-fundadora do grupo Caravelle. Clémence foi professora de harpa por muitos anos e adora compartilhar seu conhecimento com os estudantes. Em 2017, foi convidada a ensinar jovens harpistas no Neojiba, em Salvador, Bahia. Com essa experiência, ela se encantou pelo Brasil e, poucos meses depois, juntou-se à Filarmônica de Minas Gerais.

Natural de Belo Horizonte, graduou-se em Percussão pela UFMG com Fernando Rocha. Estudou na Drummers Collective, Nova York, e teve aulas com Rubén Zuñiga, Eduardo Gianesella, Ricardo Bologna, Eduardo Leandro, John Rilley e Michael Lauren. Em 2004 foi selecionado no projeto Orquestra para Todos da Orquestra Sinfônica Brasileira. Na UFMG, participou da Orquestra e do Grupo de Percussão. Integrou a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Ouro Preto. Compositor e intérprete, gravou o álbum Incipit e atuou com diversos músicos brasileiros. Integra a Filarmônica desde 2008.

Ara nasceu em uma família de músicos em Yerevan, na Armênia, onde começou a estudar violino aos oito anos. Ao longo de sua carreira, apresentou-se como solista e músico de câmara em seu país e também na Rússia, Geórgia, Quirguistão, Suíça, Líbano, Síria e Estados Unidos. Venceu o Jacoby Soloist Competition da Universidade de Wyoming e foi nomeado finalista nacional do MTNA Young Artist String Competition, ambas nos Estados Unidos. Como solista, músico de câmara e spalla da orquestra da Universidade de Wyoming, realizou muitos concertos na América do Norte, e lecionou violino como membro do String Project da instituição. Ara foi spalla assistente da Sinfônica de Cheyenne durante um ano, antes de se mudar para o Brasil, em 2014, para assumir o mesmo cargo na Filarmônica.

Integrante da Filarmônica desde seu primeiro ano, Katarzyna é uma violista de grande experiência internacional, tendo se apresentado na Áustria, Irlanda, China, Japão, Rússia, Alemanha, Finlândia e muitos outros países. Participou de vários grupos de câmara e orquestras, entre elas as sinfônicas da Polish National Radio, da Silesian Philharmonic, da Zabrze Philharmonic e da Czestochowa Philharmonic, além da Silesian Chamber Orchestra. No Brasil, integrou o quarteto Taron e atualmente faz parte do quarteto Horizonte. Katarzyna iniciou seus estudos musicais aos sete anos em sua cidade natal, Bytom, no sul da Polônia. Concluiu sua formação dezoito anos depois, na Academia de Música Karol Szymanowski. Já como musicista profissional, participou de masterclasses com músicos como Avri Levitan e Doris Lederer e de concursos e festivais de música como o Youth Orchestra Festival.

Mineiro de São João del-Rei, Robson já se apresentou nas principais salas de concerto do país, como recitalista e camerista. Em 2009, formou-se pela USP, instituição pela qual obteve o I Prêmio Olivier Toni. No ano seguinte, teve aulas com Matias de Oliveira Pinto na Alemanha, e, em 2011, concluiu seus estudos na Universidade de Münster e ingressou na Filarmônica. Durante seis anos, foi chefe de naipe dos violoncelos da Sinfônica de Ribeirão Preto e professor na Escola de Música de Sertãozinho. Robson também foi bolsista do Festival de Campos do Jordão e participou de vários outros festivais nacionais, além de ter se apresentado no Teatro Cólon (Buenos Aires) e em Montevidéu. Foi integrante do Quarteto Mineiro de Cordas, com o qual venceu o Concurso de Música de Câmara da UFMG. Hoje, Robson é membro do quarteto Horizonte e dos trios Belo Horizonte e Villa-Lobos.

Alexandre iniciou seus estudos com o pai, Joaquim Inácio Barros, e foi aluno de Afrânio Lacerda, Gustavo Napoli, Carlos Ernest Dias e Arcádio Minczuk. Com o Quinteto de Sopros da UFMG venceu o V Concurso de Música da Câmara da universidade. Com o Trio Jovem de Palhetas foi menção honrosa nos concursos Jovens Solistas da Faculdade Santa Marcelina e da Osesp. Recebeu ainda o Prêmio Eleazar de Carvalho. Foi solista das sinfônicas de Minas Gerais, da UFMG, da Ufop, Orquestra Sesiminas, Filarmônica Nova, Sinfônica de Ribeirão Preto e Osesp. Integrou a Osesp e foi Primeiro Oboé da Sinfônica de Ribeirão Preto. Alexandre é Oboé Principal na Filarmônica desde 2008.

Bacharel em Clarinete pela Unesp, na classe de Sérgio Burgani, foi aluno de Luis Afonso “Montanha” na USP e de Jonathan Cohler no Conservatório de Boston. Foi spalla na Banda Sinfônica Jovem de São Paulo e chefe de naipe nas orquestras Jovem de Guarulhos, do Instituto Baccarelli e Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Integrou a Orquestra Acadêmica da Cidade de São Paulo e o Quarteto Paulista de Clarinetas. Na China, foi artista residente no 8º Festival Internacional de Clarinete e Saxofone de Nan Ning e no Festival Internacional de Clarinetes de Pequim, e professor palestrante nos conservatórios de Shenyang e Tai-Yuan. Artista Gao Royal e D’addario Woodwinds, juntou-se à Filarmônica em 2009 e hoje é seu Clarinete Principal.

Natural do Canadá, Catherine iniciou seus estudos de fagote aos 12 anos. No Conservatório de Música do Québec, sua cidade natal, foi aluna de Michel Bettez e concluiu o Bacharelado em 2007, sob orientação de Mathieu Harel, da Sinfônica de Montreal. Estudou também com a solista Nadina Mackie Jackson na Glenn Gould School of the Royal Academy of Music, em Toronto, e participou de várias masterclasses na América do Norte, na Alemanha e no Brasil. Foi segunda fagotista da Victoria Symphony Orchestra durante um ano, e, pouco depois, tornou-se Fagote Principal na Filarmônica, em 2008, onde também integra o Quinteto de Sopros. É cofundadora do Grupo Harmona.

O envolvimento de Alma com a música começou aos seis anos, primeiro com o violino e depois com a trompa, aos 12, sob orientação de Olivia Gutoff. Nascida nos Estados Unidos, estudou também com Jerome Ashby no Curtis Institute of Music e com William Purvis na Universidade de Yale, onde concluiu seu mestrado. Tocando música de câmara, Alma já se apresentou em diversos festivais importantes, como o Artes Vertentes, o Savannah Music Festival e o Wien Modern, na Áustria. Nesse formato, também tocou com músicos da Filarmônica de Viena e grupos de destaque, como o Chamber Music Society do Lincoln Center, o New York Wind Soloists e o Jupiter Chamber Players. Em 2010, Alma ajudou a fundar o grupo de câmara Decoda, dedicado ao engajamento comunitário através da música. Integra a Filarmônica como Trompa Principal desde 2013.

Camerista premiada em diversos concursos nacionais, Ayumi apresentou-se como solista na Filarmônica de São Paulo, na Orquestra da Rádio e Televisão Cultura e na Osesp, onde tem atuado também como tecladista convidada. Aperfeiçoou-se em festivais, aulas e masterclasses com professores e pianistas renomados, como Paul Rutman, Paul Badura-Skoda e Gilberto Tinetti. Natural de Hyogo-ken, Japão, Ayumi se mudou para o Brasil em 1977. Aos quinze anos, realizou seu primeiro recital solo, no Masp, executando o Concerto de Brandemburgo nº 5 de Bach. Estudou na Escola Municipal de Música de São Paulo e na Fundação Magda Tagliaferro, onde é professora de piano desde 2000. Graduou-se pela Faculdade Mozarteum e é Mestre pela Unicamp, sob orientação de Eduardo Garcia e Mauricy Martin. Com bolsa da Fundação Vitae, formou-se em Cravo sob a orientação de Ilton Wjuniski na Fundação Magda Tagliaferro. É Tecladista Principal da Filarmônica desde 2010.

Programa de Concerto