Filarmônica no Memorial 3 | Música de câmara

Cássia Lima, flauta
Alexandre Barros, oboé
Marcus Julius Lander, clarinete
Victor Morais, fagote
Alma Maria Liebrecht, trompa

|    Filarmônica em Câmara

IBERT
GNATTALI
BARBER
CEARENSE | CALLADO/W. Barros
BANDOLIM
PIAZZOLA/Scott
Três peças breves
Suíte para quinteto de sopros
Summer Music, op. 31
Flor Amorosa
Doce de Coco
Libertango

Cássia Lima, flauta

Cássia é Bacharel em Flauta pela Unesp e concluiu seu mestrado e Artist Diploma na Mannes College of Music, Nova York. Foi aluna de João Dias Carrasqueira, Grace Busch, Jean-Nöel Saghaard, Marcos Kiehl e Keith Underwood. Participou dos principais festivais de música do país e venceu concursos importantes, como o II Concurso Nacional Jovens Flautistas, o Jovens Solistas da Orquestra Experimental de Repertório, a Mannes Concerto Competition e o Gregory Award. Tem ampla atuação com música de câmara, integrando atualmente o Quinteto de Sopros da Filarmônica e diversos outros grupos em Belo Horizonte. Bolsista do Tanglewood Music Center, atuou como camerista e Primeira Flauta sob regência de James Levine, Kurt Masur, Seiji Ozawa e Rafael Frühbeck de Burgos. Na Minnesota Orchestra foi regida por Charles Dutoit. Foi Primeira Flauta e solista da Osesp, integrando-se à Filarmônica em 2009 como Flauta Principal. Gravou o CD Memória da Música Brasileira com o pianista Miguel Rosselini. Desde 2019, participa do Festival Artes Vertentes, em Tiradentes (MG).

Alexandre iniciou seus estudos com o pai, Joaquim Inácio Barros, e foi aluno de Afrânio Lacerda, Gustavo Napoli, Carlos Ernest Dias e Arcádio Minczuk. Com o Quinteto de Sopros da UFMG venceu o V Concurso de Música da Câmara da universidade. Com o Trio Jovem de Palhetas foi menção honrosa nos concursos Jovens Solistas da Faculdade Santa Marcelina e da Osesp. Recebeu ainda o Prêmio Eleazar de Carvalho. Foi solista das sinfônicas de Minas Gerais, da UFMG, da Ufop, Orquestra Sesiminas, Filarmônica Nova, Sinfônica de Ribeirão Preto e Osesp. Integrou a Osesp e foi Primeiro Oboé da Sinfônica de Ribeirão Preto. Alexandre é Oboé Principal na Filarmônica desde 2008.

Marcus Julius é Bacharel em Clarinete pela Unesp, na classe de Sérgio Burgani. Também foi aluno de Luis Afonso “Montanha” na USP e de Jonathan Cohler no Conservatório de Boston. Atuou como spalla na Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo e chefe de naipe nas orquestras Jovem de Guarulhos, do Instituto Baccarelli e da Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Integrou a Orquestra Acadêmica da Cidade de São Paulo e o Quarteto Paulista de Clarinetas. Foi professor no Festival de Verão Maestro Eleazar De Carvalho 2014 (Itu – Brasil) e no VII Taller para Jóvenes Clarinetistas (Lima – Peru). Apresentou-se como palestrante nos conservatórios de Shenyang e Tai-Yuan (China) e no Instituto Superior de Música del Estado de Veracruz (Xalapa – México). Marcus Julius foi jurado na Royal Musical Collection International Clarinet Competition (Baoding – China) e no 3º Concurso Devon & Burgani (São Paulo – Brasil). Como artista residente, foi recebido no 8º Festival Internacional de Clarinete e Saxofone de Nan Ning (China, 2010), Festival Internacional de Clarinetes de Pequim (China, 2014), Dream Clarinet Academy em Baoding (China, 2017), IV Congresso Latino-americano de Clarinetistas (Lima – Peru, 2019) e na Thailand International Clarinet Academy (Bangkok – Tailândia, 2019). Atualmente é o Clarinete Principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, artista Royal Global e D’addario Woodwinds.

Victor Morais começou seus estudos musicais na ONG Músicos de Futuro aos dezoito anos, na cidade paulista de Taboão da Serra, onde teve como seu primeiro instrumento o saxofone. Foi aluno do maestro Edson Ferreira Nascimento e de Roberta Gondin até 2006. Neste ano recebeu uma bolsa de estudos na Faculdade Cantareira e então começou a estudar fagote com o professor Fabio Cury. Antes de juntar-se à Filarmônica de Minas Gerais como Principal Assistente, Victor integrou alguns grupos em São Paulo – a Banda Sinfônica do Colégio Jardim São Paulo, a Banda Jovem de São Paulo, a Orquestra Tom Jobim, a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, a Orquestra de Câmara da USP (Universidade de São Paulo) e as orquestras sinfônicas de Atibaia, Sorocaba e Heliópolis, atuando como Primeiro Fagote nas duas últimas. Em 2010, participou de turnê pela Europa com a Sinfônica Heliópolis sob a regência do maestro Roberto Tibiriçá. Teve a oportunidade de tocar Beethoven na terra de Beethoven, Bonn, na Alemanha. Ainda na Alemanha, apresentou-se em Berlim, Dresden e no Teatro Nacional de Munique. Tocou também em Londres e no palco do Concertgebouw, em Amsterdam. Em 2011, Victor foi solista no Concerto para fagote de Vivaldi com a Orquestra de Câmara do Festival de Poços de Caldas. Com a Orquestra Sinfônica de Sorocaba, foi solista em 2012 na Ciranda das sete notas de Villa Lobos.

O envolvimento de Alma com a música começou aos seis anos, primeiro com o violino e depois com a trompa, aos 12, sob orientação de Olivia Gutoff. Nascida nos Estados Unidos, estudou também com Jerome Ashby no Curtis Institute of Music e com William Purvis na Universidade de Yale, onde concluiu seu mestrado. Tocando música de câmara, Alma já se apresentou em diversos festivais importantes, como o Artes Vertentes, o Savannah Music Festival e o Wien Modern, na Áustria. Nesse formato, também tocou com músicos da Filarmônica de Viena e grupos de destaque, como o Chamber Music Society do Lincoln Center, o New York Wind Soloists e o Jupiter Chamber Players. Em 2010, Alma ajudou a fundar o grupo de câmara Decoda, dedicado ao engajamento comunitário através da música. Integra a Filarmônica como Trompa Principal desde 2013.

Programa de Concerto

Três peças breves | IBERT

Jacques Ibert dedicou parte significativa de seu trabalho aos instrumentos de sopro. Sua música é pungente e charmosa, cheia de um humor típico da região gaulesa da França. Embora o compositor preferisse combinações pouco usuais de instrumentos, suas Três Peças Breves de 1939 foram escritas para a formação convencional de flauta, oboé, clarinete, fagote e trompa. Desde então elas são das mais interpretadas nos quatro cantos do mundo quando o assunto é Quinteto de Sopros.

Samuel Barber escreveu para praticamente todos os gêneros tradicionais da música clássica – sinfonia, concerto, balé, ópera e câmara. Ele tinha uma predileção pela música tonal, de clara veia romântica, mas isso não o impediu de incorporar elementos do Modernismo em sua escrita, principalmente depois da década de 1940. Summer Music, de 1955, foi comissionada para os músicos das primeiras estantes de Flauta, Oboé, Clarinete, Fagote e Trompa da Sinfônica de Detroit. No entanto, Barber havia escrito sua peça tendo em mente os músicos do Quinteto de Nova York, utilizando os efeitos favoritos de cada um deles. A obra traz uma atmosfera que lembra um pouco o blues de Gershwin e também a A Sagração da Primavera de Stravinsky. Foi escrita como um palíndromo – o que se ouve de trás pra a frente é o mesmo que de frente pra trás.

O compositor e flautista Joaquim Callado viveu entre 1948 e 1980 no Rio de Janeiro. Ficou conhecido como “o pai dos chorões”, tamanha é sua importância na criação e consolidação do gênero na música urbana brasileira. Artista de formação clássica, escreveu quadrilhas, polcas, valsas e, claro, choros. De todas suas melodias, Flor Amorosa é de longe a mais gravada (a versão de 1949 de Jacob do Bandolim é um clássico!). O arranjo para Quinteto de Sopros foi feito por William Barros.

Arranjo para quinteto de sopros de Jeff Scott

Renata Xavier, flauta

Alexandre Barros, oboé

Alexandre Silva, clarinete

Francisco Silva, fagote

José Francisco dos Santos, trompa

20 out 2022
quinta-feira, 19h00

Memorial Minas Gerais Vale
concerto gratuito

O concerto terá duas apresentações, às 19h e às 20h30. As senhas serão distribuídas com 1 hora de antecedência no Memorial Minas Gerais Vale. Lugares limitados.

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