Flores para o trompete

Marcos Arakaki, regente
Pacho Flores, trompete

|    Presto

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HAYDN
C. LINDBERG
SHOSTAKOVICH
Concerto para trompete em Mi bemol maior Hob. VIIe:1
Akbank Bunka
Sinfonia nº 6 em si menor, op. 54

Marcos Arakaki, regente

Maestro, professor e palestrante, Marcos Arakaki é natural de São Paulo. Bacharel em Violino pela Universidade Estadual Paulista e mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts, Arakaki foi o vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009). Marcos Arakaki tem regido regularmente as principais orquestras sinfônicas brasileiras além de orquestras nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com importantes artistas, como Pinchas Zukerman, Luíz Filíp, Victor Julien-Laferrière, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, Vladimir Feltsman, Ricardo Castro, Yamandu Costa, entre outros. Como Regente Assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira (2007/2010) e Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais desde 2011, Arakaki contribui de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, concertos para juventude, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de cem cidades brasileiras. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Autor do livro A História da Música Clássica Através da Linha do Tempo, lançado em 2019, Arakaki tem realizado concertos comentados, palestras e exposições baseadas nesta publicação em diversas cidades brasileiras. Marcos Arakaki é o novo Regente Titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba.

Vencedor do Prêmio Internacional Maurice André, o mais renomado concurso de trompete no mundo, Pacho Flores transita à vontade entre o repertório clássico e o popular. Seu trompete já viajou para a Europa, América do Sul, Estados Unidos e Japão para atuar como solista em orquestras como as filarmônicas de Kiev, de Osaka e do Ártico, e as sinfônicas de Tóquio, Düsseldorf e a Simón Bolívar, na Venezuela. Na Venezuela, como diretor fundador da Academia Latino-americana de Trompetes, Flores ajuda a formar a nova geração de talentos da música contemporânea. Recentemente, ao lado da Filarmônica do Ártico e do maestro e compositor Christian Lindberg fez turnê pela Noruega e Áustria. Ao lado dessa orquestra, fez sua estreia no Festival de Salzburgo e na prestigiada sala Musikverein, em Viena, onde interpretou o concerto Akbank Bunka. Seu primeiro disco, La trompeta tenezolana foi lançado pelo selo Guataca Producciones.

Programa de Concerto

Concerto para trompete em Mi bemol maior Hob. VIIe:1 | HAYDN

O compositor austríaco Joseph Haydn compôs seu Concerto para trompete para o amigo Anton Weidinger, que havia desenvolvido o trompete de chaves, uma bem-sucedida tentativa de ampliar o número de notas do instrumento. Composta em 1796, apresentada pela primeira vez em 1800, a peça de Haydn funciona, não somente como uma das mais amadas do compositor e das mais populares peças para o instrumento, como também um divisor de águas entre os períodos barroco e a clássico. Ainda que o trompete na era barroca seja comumente associado a fanfarras, marchas triunfais e realeza, a abertura do concerto parece apresentar a seguinte pergunta: será que o trompete consegue prender nossa atenção sem soar ousado ou imperioso? Fato é que o Concerto para trompete responde à pergunta e abre precedente para uma nova forma de tocar, condizente também com própria evolução e melhoria do instrumento, como revela James M. Keller: “É somente na terceira entrada que o novo trompete realmente se apresenta, com um tema que percorre a escala de cima a baixo, suavemente e em um registro mais baixo antes de iniciar uma pequena descida de seis notas. O efeito deve ter sido extraordinário: tal combinação de alturas, dinâmicas e timbre nunca tinha sido ouvida antes na história. Com este Concerto, o trompete entra no mundo moderno”.

“O trompete é um instrumento capaz de cantar. Ele tem a vantagem de ser versátil. Pode soar como uma voz, como um violino, um oboé, uma flauta baixo... Ao fazer música, o mais importante para mim é sonhar”. Comissionada pela Orquestra de Câmara Escocesa, Akbank Bunka foi dedicada ao trompetista norueguês Ole Edvard Antonsen, que solicitou ao compositor uma peça de quinze minutos. Assim como a filosofia de Christian Lindberg de não se prender a nenhum estilo, qualquer que seja, Akbank Bunka também reflete o emaranhado de referências que atravessaram seu processo de composição. De início a obra fora influenciada apenas por seu contato com o trabalho do trompetista, como relata na partitura: “Eu ouvi algumas de suas gravações – canções maravilhosamente infantis escritas para seu filho – e fiquei impressionado pela beleza de seu som. A abertura de minha peça não poderia ter sido escrita se antes eu não tivesse ouvido isso. Depois, meu trabalho foi influenciado por uma sequência de coisas. No meio da composição do primeiro movimento, fui contatado por uma orquestra turca sobre um concerto; enquanto trabalhava o segundo movimento, eu planejava uma turnê japonesa (...); e enquanto começava o terceiro eu recebi um telefonema de Ole dizendo que ele estava em Nova York tocando jazz oriental. Esses pequenos episódios tiveram um impacto estranho na peça, mesmo que eu não tivesse consciência disso na época”. Até mesmo o título reflete esta miscelânea: Akbank é o nome de um banco turco, e Bunka, por sua vez, significa “cultura” em japonês.

A vasta obra do russo Dmitri Shostakovitch foi composta em pleno stalinismo, regime com o qual estabeleceu relações dúbias. Neto de um revolucionário polonês exilado na Sibéria, a vocação política de sua música manifestou-se cedo. Ao longo de sua carreira, duras advertências governamentais alternaram-se com honrarias e prêmios oficiais. Exemplo desta ambígua relação, as sinfonias distribuíram-se de forma regular em sua carreira e foram suas peças “públicas”, às vezes revestidas de caráter oficial, dedicadas às grandes massas. A interrupção dos ensaios da Quarta Sinfonia, de 1936, resultado dos ataques da censura stalinista, o forçaram a se retratar publicamente. Sua penitência foi a composição da Quinta Sinfonia, de 1937, obra de grande apelo popular cujo sucesso o reabilitou perante a censura. No mesmo ano, Shostakovitch foi nomeado professor do Conservatório de Moscou. A recepção da Sexta Sinfonia, escrita rapidamente no decorrer de 1939, ao contrário, foi apática. O próprio Shostakovitch criou uma falsa expectativa para a obra, a princípio planejada como uma homenagem a Lênin, com solistas, coros e textos de Maiakovski. Quando a sinfonia estreou, em novembro de 1939, os ouvintes se surpreenderam com uma peça relativamente pequena, em três movimentos encadeados de forma não habitual – Largo, Allegro e Presto. O passar do tempo, entretanto, foi generoso com essa sinfonia que, cada vez mais, desperta o interesse por sua originalidade.

28 nov 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

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29 nov 2019
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

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