Formas Livres

Marcos Arakaki, regente convidado
Solista a ser anunciado

|    Fora de Série

MOZART
ELGAR
PÄRT
DVORÁK
Serenata nº 12 em dó menor, K. 388
Serenata para cordas em mi menor, op. 20
Fratres
Rapsódia em lá menor, op. 14

Marcos Arakaki, regente convidado

Maestro, professor e palestrante, Marcos Arakaki é natural de São Paulo. Bacharel em Violino pela Universidade Estadual Paulista e mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts, Arakaki foi o vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009). Marcos Arakaki tem regido regularmente as principais orquestras sinfônicas brasileiras além de orquestras nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com importantes artistas, como Pinchas Zukerman, Luíz Filíp, Victor Julien-Laferrière, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, Vladimir Feltsman, Ricardo Castro, Yamandu Costa, entre outros. Como Regente Assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira (2007/2010) e Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais desde 2011, Arakaki contribui de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, concertos para juventude, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de cem cidades brasileiras. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Autor do livro A História da Música Clássica Através da Linha do Tempo, lançado em 2019, Arakaki tem realizado concertos comentados, palestras e exposições baseadas nesta publicação em diversas cidades brasileiras. Marcos Arakaki é o novo Regente Titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba.

Programa de Concerto

Serenata nº 12 em dó menor, K. 388 | MOZART

Em 1781, Mozart foi para Viena para passar aquela que seria sua última temporada na capital austríaca. Acostumado às demandas da vida noturna da cidade, o compositor sabia o apreço da população local por peças festivas e comemorativas, para serem tocadas em eventos sociais. No entanto, não se sabe ao certo as intenções de Mozart ao compor a Serenata nº 12. Mais sério e elaborado que outros trabalhos escritos anteriormente, o K. 388 é concebido para orquestra de sopros em quatro movimentos, como uma sinfonia. Serenatas geralmente continham seis ou mais movimentos, devido ao seu uso em reuniões sociais. Outra distinção é o uso do diminuendo. Uma serenata criada em dó menor poderia ser entendida como uma contradição, dada a natureza alegre desta forma musical e pelas conotações trágicas explicitadas pelo modo menor. A Serenata nº 12 em dó menor, K. 388 seria retrabalhada anos mais tarde, em 1787, para quinteto de cordas com duas violas.

Composta em 1892, a Serenata para cordas em mi menor em nada se liga às grandes obras de Edward Elgar, pelas quais o conhecemos melhor. Sua estreia se deu em 1896, na Antuérpia, Bélgica, quando o compositor, então com 39 anos, ainda não tinha iniciado as criações que o tornariam um dos mais amados compositores britânicos. No entanto, é um dos primeiros trabalhos do compositor em que encontramos traços de sua maturidade. O opus 20 é uma peça que parecia evocar um trabalho para cordas em três movimentos cujo manuscrito se perdeu. Também construída em três breves movimentos, a Serenata para cordas soa fresca, natural e docemente sonora. Até o fim de sua vida, Elgar citaria a peça como uma de suas obras mais queridas.

Na década de 1970, Arvo Pärt mergulhou no estudo da música de igreja medieval e renascentista. Ao aprender a essência do estilo, o resultado foi a criação de uma técnica por ele apelidada de tintinnabuli, em referência à ressonância causada pelo som dos sinos. Criada em 1977, no auge desses estudos, Fratres (latim para “Irmãos”) é uma das obras em que os princípios do tintinnabuli podem ser facilmente apreendidos. Um exemplo é o fato de que o material musical não precisa necessariamente estar vinculado ao timbre de um instrumento específico. Frates foi escrita inicialmente sem instrumentação fixa e podendo ser executada por vários instrumentos.

No início de sua carreira, Antonín Dvorák estava bastante interessado nos gêneros musicais da música absoluta. Sua primeira rapsódia, a opus 14, de 1874, foi descrita pelo autor como uma obra escrita em uma espécie de forma livre, transitando entre a rapsódia e o poema sinfônico. Composta entre agosto e setembro de 1874, à Rapsódia em lá menor reservou-se o destino de ser pouco executada. Provavelmente escrita sob a influência das Rapsódias Húngaras, de Liszt, com a diferença que derivaria da música folclórica eslava, foi a única tentativa de uma série que havia imaginado. O resultado que conhecemos chegou quatro anos depois, com as Rapsódias Eslavas, op. 45. O trabalho só foi publicado em 1912, em Berlim, após a morte do compositor.

31 out 2020
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 31/10/2020 6:00 PM America/Sao_Paulo Formas Livres false DD/MM/YYYY
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb
27 28 29 30 1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31