Franceses que amavam a Itália – filho

Fabio Mechetti, regente
Rafaell Altino, viola

BIZET
BERLIOZ
Roma
Haroldo na Itália, op. 16

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Rafaell Altino sente-se à vontade tanto como recitalista, camerista, solista ou tocando em uma orquestra. O violista começou seus estudos musicais aos nove anos no Brasil, com o pai, o maestro e violinista chileno Rafael Garcia. Aos 17, mudou-se para os Estados Unidos, onde continuou sua formação no Conservatório de Música da Nova Inglaterra, em Boston, e na Juilliard, em Nova York. Atualmente, Altino completa sua 21ª temporada como violista principal da Orquestra Sinfônica de Odense, na Dinamarca. Também é professor na Academia de Música Carl Nielsen, também em Odense, bem como na Academia de Música de Malmö, na Suécia. Como um amante da música nova, Rafaell Altino encomendou uma série de obras para viola, entre elas composições dos brasileiros Danilo Guanais, Henrique Vaz, Nelson Almeida, Marcilio Almeida e Eli-Eri Moura. Ele toca numa viola do final de 1700 de autor desconhecido francês com um arco James cedidos pela Orquestra Sinfônica de Odense.

Programa de Concerto

Roma | BIZET

O parisiense Georges Bizet compôs 25 obras sinfônicas, 16 peças para piano e 16 óperas, das quais somente a última – Carmem – lhe proporcionou a tão almejada fama. Em 1859, em Rimini, Itália, Bizet planejou compor uma sinfonia em quatro movimentos, cada qual dedicado a uma cidade italiana, projeto que durou doze anos para ser concluído. A sinfonia Roma, como é atualmente conhecida, foi executada em diferentes ocasiões, contudo, a versão integral teve sua estreia cinco anos após a morte de Bizet, a 31 de outubro de 1880. Composta de muitas reelaborações e finalizada em quatro movimentos, a sinfonia Roma tornou-se uma obra robusta e bem escrita, descortinando nova faceta imaginativa de Bizet. Roma é lembrada por ter sido uma das obras escolhidas pelo exigente compositor e maestro Gustav Mahler para reger na temporada de 1898 da Filarmônica de Viena e em sua turnê norte-americana de 1910, frente à Filarmônica de Nova York.

Inconformista e impetuoso, Berlioz foi criticado e ridicularizado pela maioria de seus contemporâneos. A posteridade, porém, o proclamou um arauto do modernismo. Grande renovador do timbre orquestral, ele desenvolveu a ideia da sinfonia programática (a música que descreve ideias, fatos ou imagens extramusicais). Porém, por mais deliberadamente ilustrativa que seja em sua gênese, a obra de Berlioz impõe-se por qualidades especificamente musicais. Sob o aspecto formal, Haroldo na Itália ainda causa divergências. Originalmente, seria um Concerto para viola e orquestra, escrito a pedido de Paganini, mas o papel conferido ao solista difere da forma concertante. Para muitos, trata-se de um longo poema sinfônico em quatro partes, como sugerem seus subtítulos (Haroldo nas montanhas; Marcha dos peregrinos cantando as preces da tarde; Serenata de um camponês dos Abruzzi à sua amada; Orgia dos bandidos). Porém, a denominação do compositor remete à estrutura de uma sinfonia cíclica, com os movimentos unidos pela idée-fixe (uma ideia musical que se repete ao longo da obra) evocativa do personagem central, cujo passeio pela Itália é descrito na obra.

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