Imaginando a música

Flávio Lago Perucci, regente convidado

|    Concertos para a Juventude

DVORÁK
SUPPÉ
TCHAIKOVSKY
SAINT-SAËNS
MENDELSSOHN
DUKAS
Abertura Carnaval, op. 92
Cavalaria Ligeira: Abertura
O Quebra-nozes, op. 71: Dança da fada açucarada e Valsa das flores
Dança Macabra, op. 40
Sonho de uma noite de verão, op. 61: Scherzo e Marcha Nupcial
O Aprendiz de Feiticeiro

Flávio Lago Perucci, regente convidado

Flávio Lago iniciou seus estudos musicais aos treze anos. Estudou piano e regência, foi membro da Academia de Ópera do Theatro São Pedro (SP) e hoje é pianista e maestro assistente das produções do teatro. Participou do Laboratório de Regência de 2016, quando já havia regido a Orquestra Amazonas Filarmônica, no XIX Festival Amazonas de Ópera, e a Orquestra do Theatro São Pedro, ao lado da cantora Rosana Lamosa.

Programa de Concerto

O austríaco Franz von Suppé compôs várias operetas, mas elas são raramente encenadas nos teatros líricos nos dias de hoje. O mesmo não pode ser dito de suas aberturas, que continuam sendo tocadas por orquestras ao redor do mundo e podem ser ouvidas também em incontáveis desenhos animados, filmes e propagandas. A introdução de Cavalaria Ligeira é sem dúvida a mais popular delas (espere pelos dois minutos e meio da obra para entender o porquê). Em 1866, época da estreia dessa opereta, Suppé vivia em Viena e a Áustria estava prestes a se unir à Hungria e se tornar parte do Império Austro-Húngaro. Os vienenses estavam fascinados pelo “exotismo” da terra vizinha e alguns compositores começaram então a introduzir sons de lá em suas músicas. Suppé também se rendeu à moda e colocou em sua Cavalaria Ligeira fanfarras cheias de heroísmo, assim como melodias húngaras que nos imediatamente nos encantam.

Criado no ano anterior à morte do compositor, O Quebra-nozes se agrupa entre as obras de sua maturidade plena. Prestando homenagem à Infância e à Fantasia, representa um momento de serenidade, antes do subjetivismo sombrio da derradeira Sinfonia Patética. Tchaikovsky foi um verdadeiro Midas ao compor seu balé O Quebra-nozes. As melodias que criou estão entre as mais memoráveis do mundo da música e podem ser ouvidas por toda parte na cultura popular. É o caso da Dança das fadas açucaradas e da Valsa das Flores.

A composição de Dança Macabra, de Camille Saint-Saëns, é baseada em um poema de Henri Cazalis sobre uma velha superstição francesa na qual a Morte aparece todo ano à meia-noite do Halloween. “Hallow” é um termo antigo para “santo” e “eve” é o mesmo que “véspera”. O termo designava, até o século XVI, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. A propósito, foi no século VIII que o papa Gregório III mudou a data do Dia de Todos os Santos, de 13 de maio – a data do festival romano dos mortos – para 1º de novembro, a data do festival celta de Samhain (fim do verão). Na Dança de Saint-Saëns, uma curiosa música se inicia com a harpa tocando uma única nota 12 vezes consecutivas – para expressar as batidas do relógio à meia-noite. Entra um violino solo – representando a Morte – que então é substituído por uma flauta, acompanhada de orquestra. Os xilofones adicionam um toque especial, incorporando os sons dos ossos dos esqueletos chocando-se em sua dança. A música se intensifica, como a dança dos mortos, até que reste, ao fim, apenas um violino, representando os esqueletos voltando às suas tumbas ao amanhecer.

Em julho de 1826, a compositora Fanny Mendelssohn recebeu uma carta em que seu irmão, o jovem Felix Mendelssohn, contava que em breve começaria a “sonhar o Sonho de uma noite de verão”. Sua primeira performance ocorreu em casa, num dueto para piano com a irmã. Com 17 anos à época, Mendelssohn preparou a orquestração da Abertura para sua primeira execução pública, já em fevereiro do ano seguinte. No entanto, o restante da obra só foi composto em 1843. Sonho de uma noite de verão, harmoniosamente construído a partir da peça homônima escrita por William Shakespeare em 1595 e 96, revela seu próprio ideal da composição Romântica. Os acordes foram descritos por Litsz como “pálpebras que se inclinam levemente e levantam, entre as quais a imagem que se apresenta é a do encantador mundo dos sonhos”.

Como compositor, Paul Dukas deixou-nos poucos números de opus, frutos raros de prolongada meditação. Uma autocrítica impiedosa, quase paralisante, levou-o a destruir a maior parte de suas partiras e explica a brevidade de seu catálogo. Entretanto, a solidez formal, a clareza de orquestração e a lógica cartesiana que dominam suas obras as tornam profundamente representativas do espírito francês. Decidido a compor um poema sinfônico, Dukas escolheu, como programa literário, a balada de Goethe Der Zauberlehrling, escrita em forma de monólogo: — “Enfim o velho mestre se ausentou! Agora vou eu também conduzir os Espíritos!”. O aprendiz pronuncia a fórmula mágica, ordenando à vassoura que vá ao rio buscar água e lave a casa. Mas ele esqueceu a palavra para interromper o trabalho da vassoura e a água ameaça fazer submergir a casa. Com a volta do Mestre Feiticeiro, tudo termina bem. Composta em 1897, a obra ganhou o título de L’Apprenti sorcier – Scherzo Symphonique d’après une ballade de Goethe [O Aprendiz de Feiticeiro – Scherzo Sinfônico para uma balada de Goethe].

24 fev 2019
domingo, 11h00

Sala Minas Gerais
concerto gratuito

Retirada antecipada*: a partir do dia 19 de fevereiro, às 12h, apenas na bilheteria da Sala Minas Gerais.
Retirada no dia da apresentação*: 300 ingressos serão distribuídos na manhã do concerto, a partir das 9h, na bilheteria da Sala Minas Gerais.
* Limitada a 4 ingressos por pessoa.

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