Itinerários Sonoros – Inglaterra e Países Nórdicos

Rossini Parucci, regente convidado

|    Concertos para a Juventude

CLARKE/Westermann
SIBELIUS
HOLST
ELGAR
GRIEG
A marcha do príncipe da Dinamarca, "Trompete Voluntário"
Finlândia, op. 26
Suíte Saint Paul, op. 29, nº 2
Pompa e Circunstância, op. 39: Marchas Militares nº 1 em Ré maior e nº 4 em Sol maior
Peer Gynt: Suíte nº 1, op. 46

Rossini Parucci, regente convidado

Natural de Londrina, Rossini Parucci é graduado em Música pela Arizona State University, Estados Unidos, e integra o naipe de Contrabaixos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2016. Estudou composição e regência, técnica vocal e contrabaixo. Como regente, participou do Laboratório de Regência promovido pela Filarmônica, edição 2018, e já esteve à frente do Madrigal de Londrina, coral Viva Voz, All Saints Chamber Choir, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica da Universidade Mayor, Orquestra Sesiminas Musicoop, Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina e Orquestra de Câmara Solistas de Londrina.

Programa de Concerto

A marcha do príncipe da Dinamarca, "Trompete Voluntário" | CLARKE/Westermann

A história do trompete deve muito ao período Barroco, e vice-versa. O papel deste instrumento nos trabalhos de compositores como Haendel e Purcell é determinante. Uma das peças mais populares do período foi erroneamente creditada a Henry Purcell. Embora seja conhecido como um compositor de músicas para igrejas, Jeremiah Clarke assinou seu nome na história da música com a peça denominada A marcha do príncipe na Dinamarca, que sobreviveu como uma peça para cravo e ganhou diversos arranjos. Sua fama se fez como uma peça largamente usada em cerimônias de casamento ao longo do século XX.

Composto em 1899, o poema sinfônico Finlândia parece ter apenas um único propósito: entoar um hino de amor à terra finlandesa. Embora seja invenção original do compositor, não deixa de apresentar traços do folclore nórdico. Talvez daí o fato de ele ter se tornado uma das melodias mais representativas da cultura musical da Finlândia, concorrendo, entre seus patrícios, com o próprio hino nacional. Estreada em 1900, em Helsinque, pela Sociedade Filarmônica daquela cidade, sob a regência de Robert Kajanus, em um país ainda sob domínio russo, a peça teve que adotar diversos codinomes para que pudesse ser executada sem o veto da censura. É uma das obras mais importantes de Jean Sibelius, símbolo de seu nacionalismo.

Gustav Holst, a mente criativa por trás da imensamente popular suíte orquestral Os Planetas, devotou a sua vida ao ensino da música – a composição acontecia em seu tempo livre. Em 1905, começou a lecionar na Escola para Meninas de St. Paul, em Londres, dando início a uma longa e feliz parceira (ele permaneceria no cargo até o fim de sua vida, em maio de 1934). Inclusive, a sala à prova de som onde trabalhava no dia-a-dia se tornou seu refúgio para compor durante os fins de semana e férias. Foi em homenagem à orquestra da escola que Holst escreveu, em 1913, a Suíte Saint Paul. Na primeira versão, originalmente intitulada Suíte em Dó, ele havia criado partes também para os sopros (“a fim de dar a todos algo para fazer”, escreveu na época). Na partitura publicada posteriormente, a mesma que chegou até os dias de hoje, Holst manteve apenas as cordas. Tão logo começamos a ouvir esta obra, percebemos o amor do compositor pelo folclore britânico.

Pegue aquele filme clássico da Sessão de Tarde que mostre uma cerimônia de graduação norte-americana e lá estará, embalando a entrada dos formandos, a primeira das cinco marchas militares de Pompa e Circunstância. Em 1901, Sir Edward Elgar a escreveu pensando, na verdade, em outro ato solene, a coroação do Rei Eduardo VII do Reino Unido, onde até hoje funciona como uma espécie de segundo hino. O sucesso nas formaturas vem desde 1905, quando Elgar foi aos Estados Unidos receber o título de doutor honorário pela Universidade de Yale e Pompa e Circunstância foi tocada na solenidade. Depois disso, foi questão de pouco tempo para que a <i>Marcha nº 1</i> chegasse a outras universidades. O título da obra vem do terceiro ato da peça Otelo, de Shakespeare – “(…) Orgulho, pompa e circunstância da gloriosa guerra!”.

Sem dúvida, o trabalho mais conhecido do norueguês Edvard Grieg é Peer Gynt. O convite para escrever a música incidental para a peça homônima veio em janeiro de 1874, pelo próprio autor da obra, o dramaturgo Henrik Ibsen, com quem Grieg já havia colaborado. Mesmo lisonjeado pelo convite, Grieg tinha muitas reservas com o processo devido à dificuldade de transformar em partitura “o mais não-musical dos assuntos”. A composição ocupou mais tempo do que o esperado, e sua primeira execução pública só ocorreu em 24 de fevereiro de 1876, com encenação e música. Grieg era defensor de uma arte nacional norueguesa, e tentava combater a influência alemã na cultura nórdica. A fundação da Academia Norueguesa de Música foi uma de suas ações nesse sentido. O enorme sucesso obtido na composição de Peer Gynt também reforça a missão: a história mistura tragédia grega e contos de fadas com o folclore norueguês, trazendo para os olhos e ouvidos do espectador o imaginário fantástico dos trolls, estranhas criaturas da montanha.

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24 abr 2022
domingo, 11h00

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A retirada de ingressos começará na quarta-feira, dia 20 de abril, após as 12h, somente online. Limitada a quatro ingressos por pessoa.

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