Laboratório de Regência

Gesiel Vilarubia, regente
Lucas Araujo, regente
Matheus Coelho, regente
Mariana Menezes, regente

|    Laboratório de Regência

LISZT
BRAHMS
J. STRAUSS JR.
DUKAS
Os Prelúdios, Poema Sinfônico nº 3
Abertura Festival Acadêmico
O Morcego: Abertura
O Aprendiz de Feiticeiro

Gesiel Vilarubia, regente

Bacharel e Mestre pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), o maestro e violonista Gesiel Vilarubia, natural de São Bernardo do Campo, SP, hoje com 32 anos, é regente assistente da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo desde 2018 e com o grupo participou de gravações de CDs e conduziu concertos na Sala São Paulo. Atualmente orientado pelo maestro Cláudio Cruz, Gesiel tem sido convidado a reger grupos jovens, como a Orquestra Infantojuvenil e a Orquestra de Cordas do Guri Santa Marcelina Cultura. Em 2018, também participou como assistente da premiada produção de Sonho de uma noite de verão de Benjamin Britten, no Theatro São Pedro.

Natural de Ribeirão Pires, SP, 28 anos, Lucas Araujo integra a Academia de Regência da Osesp e estuda na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Seu principal professor e mentor é o maestro Roberto Tibiriçá, tendo sido aluno também de Marin Alsop e Valentina Peleggi. Recentemente, estreou na Sala São Paulo à frente da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, regendo a Sinfonia nº 8 de Dvorák. Em 2018, foi finalista no Concurso para Regentes da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Como regente convidado do Festival de Trombones de SP – Projeto Bone, conduziu o solista Martin Shippers, da Royal Concertgebouw.

Matheus Coelho, 24 anos, é natural de Campo Grande, MS. Bacharelando em Regência pela Unicamp, faz parte da classe de regência da Academia da Osesp. Foi clarinetista da Orquestra Sinfônica de Campo Grande, onde trabalhou como regente assistente e arranjador residente com o maestro Eduardo Martinelli. Venceu o Prêmio Campo Grande de Música de Concerto e a Competição Jovens Músicos da Orquestra Sinfônica da Unicamp. Como barítono, foi solista do Ópera Estúdio da Unicamp. Teve aulas e masterclasses com Marin Alsop, Giancarlo Guerrero, Neil Thomson, Sian Edwards, Wagner Polistchuk e Angelo Fernandes.

A mineira Mariana Menezes, natural de Uberaba, foi regente convidada de grandes orquestras, como a Osesp, as sinfônicas do Theatro da Paz, de Santo André, do Teatro Nacional Claudio Santoro, de Heliópolis e de João Pessoa. Estudou com maestros de vários países, destacando-se Riccardo Muti, Colin Metters, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Osvaldo Ferreira. Aos 30 anos, é Mestre em Regência Orquestral pela University of Manitoba, Bacharel em Regência pela Universidade de Brasília (UnB), Licenciada em Música pelo Instituto Brasileiro de Educação Continuada e Especialista em Regência Orquestral pela Academia da Osesp, sob mentoria de Marin Alsop.

Programa de Concerto

Os Prelúdios, Poema Sinfônico nº 3 | LISZT

Franz Liszt acreditava que a renovação da música aconteceria quando ela se unisse à poesia. O poema sinfônico, que começara a florescer na segunda metade do século XIX, se mostrou o território ideal para fazer a vontade artística de Liszt acontecer. Ele escreveu treze obras do gênero, todas carregando uma ideia poética em sua gênese, mas trabalhadas de formas livres. Les Préludes, o mais famoso deles, é dividido em quatro seções em que o herói é conduzido pelas “esferas” das alegrias do amor, das tempestades da vida, do idílio pastoral e, finalmente, pela batalha vitoriosa. Acredita-se que Liszt desenhou sua peça a partir de textos de Joseph Autran, poeta pouco conhecido. No entanto, o que ficou para a posteridade foram as linhas das Meditações poéticas de Alphonse de Lamartine que Liszt acrescentou no prefácio da partitura já finalizada: "O que mais é a nossa vida senão uma série de prelúdios para aquele desconhecido hino, cuja primeira e solene nota é entoada pela morte? A aurora encantada de cada vida é o amor. (...)".

Em 1879, a Universidade de Breslau fez de Brahms Doutor em Filosofia – ele nunca havia frequentado formalmente uma universidade. O compositor, lisonjeado, enviou um postal em agradecimento. No entanto, recebeu como resposta uma carta do diretor de Música deixando claro que esperavam que a gratidão fosse expressada em forma de música. Surge assim a Abertura Festival Acadêmico. Nela, Brahms citou canções estudantis que, mescladas a temas próprios do compositor, resultam em uma peça de humor e ironia. A obra termina com o hino Gaudeamus igitur [Portanto, deixe-nos ser felizes] - que, por tradição, os estudantes cantavam em coro na cerimônia de entrega dos diplomas.

Como compositor, Paul Dukas deixou-nos poucos números de opus, frutos raros de prolongada meditação. Uma autocrítica impiedosa, quase paralisante, levou-o a destruir a maior parte de suas partiras e explica a brevidade de seu catálogo. Entretanto, a solidez formal, a clareza de orquestração e a lógica cartesiana que dominam suas obras as tornam profundamente representativas do espírito francês. Decidido a compor um poema sinfônico, Dukas escolheu, como programa literário, a balada de Goethe Der Zauberlehrling, escrita em forma de monólogo: — “Enfim o velho mestre se ausentou! Agora vou eu também conduzir os Espíritos!”. O aprendiz pronuncia a fórmula mágica, ordenando à vassoura que vá ao rio buscar água e lave a casa. Mas ele esqueceu a palavra para interromper o trabalho da vassoura e a água ameaça fazer submergir a casa. Com a volta do Mestre Feiticeiro, tudo termina bem. Composta em 1897, a obra ganhou o título de L’Apprenti sorcier – Scherzo Symphonique d’après une ballade de Goethe [O Aprendiz de Feiticeiro – Scherzo Sinfônico para uma balada de Goethe].

26 set 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
concerto gratuito

Retirada antecipada*: a partir do dia 20 de setembro, às 12h, apenas na bilheteria da Sala Minas Gerais.
* Limitada a 4 ingressos por pessoa.

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