Líricas teclas de Rachmaninov

Fabio Mechetti, regente
Fabio Martino, piano

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BUTCHER
RACHMANINOV
NIELSEN
Memória do Cardume (encomenda | estreia mundial)
Concerto para piano nº 1 em fá sustenido menor, op. 1
Sinfonia nº 2, op. 16, "Os quatro temperamentos"

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Já aos cinco anos de idade Fabio Martino começou a tocar piano no instrumento de sua avó, uma professora em São Paulo. Dezessete anos mais tarde – após uma rigorosa formação no Brasil e da Alemanha –, recebeu o primeiro lugar no concurso do BNDES. No ano seguinte, 2011, Martino conquistou o primeiro lugar no concurso Ton und Erklärung. Em 2013 lançou seu primeiro álbum solo com obras de Brahms, Schumann e as primeiras audições mundiais da 3ª sonata para piano de York Höller e dos Três estudos intervalares de Edino Krieger. Seus concertos e recitais no Festival Internacional de Piano de Miami, no Gilmore Festival ou no Heidelberger Frühling, na Rádio NDR, em Hannover, ou no Gasteig, em Munique, deixaram o público e a crítica especializada extremamente impressionados. Como uma marca registrada, apresenta-se sempre com uma gravata borboleta de laço feito a mão.

Programa de Concerto

Memória do Cardume (encomenda | estreia mundial) | BUTCHER

Em junho de 2018, o paulistano Martim Butcher subiu ao palco da Sala Minas Gerais ao lado de outros quatro compositores para concorrer ao prêmio máximo do Festival Tinta Fresca. Criada no mesmo ano em que foi fundada a nossa Orquestra, a iniciativa proporciona um terreno fértil para compositores brasileiros em busca de sua própria voz. Sob a batuta do regente Marcos Arakaki, a obra Stretching before and after foi julgada e escolhida pelos jurados Eli-Eri Moura, João Guilherme Ripper e Jorge Antunes. Como prêmio, ele recebeu a encomenda para escrever uma peça inédita para a nossa Orquestra. Intitulada Memória do Cardume, a obra fará sua estreia mundial na Sala Minas Gerais sob regência de Fabio Mechetti. O compositor Martim Butcher nasceu em São Paulo, em 10 de agosto de 1987. Seus primeiros aprendizados musicais se deram através do violão, por volta dos 14 anos. Em 2009 iniciou os estudos na Universidade Nacional de La Plata, Argentina, onde se formou em Composição. Nessa mesma cidade, teve algumas obras para grupos reduzidos estreadas. Paralelamente, se dedicava à música popular como violonista e compositor.

O Concerto para piano nº 1 em fá sustenido menor tem o vigor e a energia próprios de Rachmaninov. O autor a compôs aos dezoito anos de idade enquanto ainda era aluno do Conservatório de Moscou. A estreia do primeiro movimento deu-se em 17 de março de 1892, no Conservatório, com a orquestra de alunos sob a regência do Diretor, Vasily Safonov, e Sergei Rachmaninov ao piano. A versão que hoje conhecemos é de 1917, após a extensiva revisão que Rachmaninov fez de seu opus 1, meses antes de deixar a Rússia. A nova versão foi apresentada pela primeira vez, na íntegra, em Nova York, em 1919, pela Sociedade Sinfônica Russa sob a direção de Modest Altschuler, tendo igualmente o compositor como solista. O intenso diálogo entre piano solista e orquestra é a marca registrada do primeiro movimento (Vivace), com a brilhante escrita virtuosística típica do compositor. No segundo movimento (Andante), os temas confiados ao piano, que reina praticamente absoluto, são de um lirismo ímpar, encontrados apenas nas mais belas páginas do próprio Rachmaninov. O terceiro e último movimento (Allegro vivace) é feito de esfuziante energia.

Depois de estudar no Conservatório de Copenhagen entre 1884 e 1886, Carl Nielsen estava ansioso para circular e experimentar da vasta oferta cultural dos grandes centros europeus. Tal feito só seria possível em três de setembro de 1890, quando o compositor partiu em uma viagem de diversos meses. Em Paris, conheceu a escultora dinamarquesa Anne Marie Brodersen, com quem viria a se casar em Florença, no meio da viagem, em dez de maio de 1891. De volta à Dinamarca para acalmar as famílias surpresas com o repentino casamento, a dupla começou a estabelecer a vida pessoal e familiar em Copenhagen. A vida de Brodersen não se resumiu ao papel de esposa. Na última década do século XIX, seu trabalho com as esculturas a fez forjar carreira própria, receber encomendas e construir notável reputação no país. Os longos períodos fora de casa a trabalho deixaram Nielsen responsável pelo cuidado com os três filhos pequenos, ao mesmo tempo que lidava com os deveres e as necessidades no trabalho em orquestra. Diferentes composições desta época revelam algum nível de raiva e frustração diante dessa situação, que o levou a sugerir divórcio em março de 1905. As composições do intervalo de 1897 e 1904, às vezes referido como seu período psicológico, indicam um crescente interesse pelas forças motoras por trás da personalidade humana. Saul e David e a Segunda Sinfonia são algumas das partituras dessa época. Composto entre 1901 e 1902, cada um dos movimentos de Os quatro temperamentos leva à indicação de quatro tipos de humor. A obra foi inspirada por quatro quadros humorísticos vistos em uma taberna em na ilha de Zelândia, onde se viam os personagens colérico, fleumático, melancólico e sanguíneo.

7 nov 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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8 nov 2019
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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