Maratona Beethoven | Fora de Série

Fabio Mechetti, regente
Camila Titinger, soprano
Antonio Grassi, narrador

|    Fora de Série

BEETHOVEN
BEETHOVEN
BEETHOVEN
Abertura Coriolano, op. 62
Ah, perfido, op. 65
Egmont, op. 84

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

A soprano ítalo-brasileira Camila Titinger, nos últimos anos, tem tido grande destaque na Europa e tem atuado também nas mais importantes salas de concerto e teatros de ópera do Brasil. Em 2015, Camila foi uma das vencedoras do Concurso Internacional de Canto Neue Stimmen, na Alemanha, e em 2016 cantou no concerto de abertura do Festival Bregenz, na Áustria, com a Orquestra Sinfônica de Viena sob regência de Paolo Carignani. Camila fez sua estreia na França em dezembro de 2016 interpretando a Condessa de Almaviva em produção de As bodas de Fígaro de Mozart na Ópera de Toulon. Foi uma das vencedoras no Concurso Paris Opera no Théatre des Champs-Élysées, em Paris, e foi ainda premiada no Concurso Giusy Devinu em Cagliari, na Itália. Em abril de 2017, cantou as Bachianas Brasileiras nº 5 de Villa-Lobos no Teatro Real de Madrid. Em junho de 2018, se tornou uma das vencedoras do Concurso Internacional Belvedere, na Letônia, onde foi premiada com um contrato para apresentações no Aalto-Theater und Philharmonie de Essen, na Alemanha. Em 2019, a soprano fez sua estreia em Londres, no Garsington Opera Festival, interpretando Donna Anna na ópera Don Giovanni de Mozart.

Programa de Concerto

Abertura Coriolano, op. 62 | BEETHOVEN

Na época de Beethoven, surgiu o costume de se iniciar toda apresentação teatral com uma peça musical, muitas vezes composta especialmente para a ocasião. Beethoven escreveu a Abertura Coriolano inspirado pela tragédia homônima do poeta e dramaturgo vienense Heinrich J. von Collin, estreada em Viena em novembro de 1802 com muito sucesso. Coriolano é um herói romano dividido entre o impulso patriótico, a devoção à família e o orgulho próprio. Promovido a general, foi traído por seus inimigos e banido de Roma. Organiza uma vingança, mas os assustados romanos enviam sua mãe, esposa e filho para convencê-lo a desistir de invadir a cidade. Ele aceita os pedidos da família, mas escolhe o suicídio como única saída honrosa para sua situação. De acordo com E.T.A. Hoffmann, célebre escritor e poeta alemão, contemporâneo de Beethoven, a Abertura Coriolano “é perfeitamente adequada a criar a expectativa de que um grande e trágico evento será o conteúdo da peça que se segue. Somente uma tragédia de caráter elevado, onde heróis são criados e destruídos, poderia vir após essa abertura”.

A peça Egmont, de J. W. Goethe, tem como tema central a liberação política no século XVI, quando o conde Egmont lidera o povo flamengo em sua revolta contra a tirania espanhola sobre a região de Flandres. Terminou de ser escrita em 1787, quando Beethoven contava então com dezesseis anos. Foi durante esse seu período de adolescência que o jovem gênio teve contato com o trabalho de Goethe e outros autores alemães associados ao movimento literário Sturm und Drang, que valorizava os sentimentos e a originalidade em oposição ao formalismo cultuado anteriormente. A leitura de Goethe e Schiller, principalmente, canalizou aspirações artísticas de Beethoven para os ideais inflamados de liberação pessoal e revolução social. A força comunicativa dessas peças provocava intensa reação do público, e elas certamente tornaram-se modelos estéticos fundamentais para o jovem compositor, que visava ampliar o conteúdo emocional de suas obras. A música de Egmont, porém, só seria escrita anos mais tarde, para uma reapresentação vienense da peça, em maio de 1810. Compõe-se de nove números, incluindo duas canções para a heroína Clärchen.

10 out 2020
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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