Maratona Beethoven | Fora de Série

José Soares, regente

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BEETHOVEN
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Abertura Leonora nº 1, op. 138
As criaturas de Prometeu, op. 43: Abertura
Abertura Namensfeier, op. 115
Abertura "A Consagração da Casa", op. 124
As ruínas de Atenas, op. 113: Abertura
Rei Estêvão, op. 117: Abertura
Abertura Leonora nº 3, op. 72b

José Soares, regente

Natural de São Paulo, José Soares iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho deste mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Programa de Concerto

Abertura Leonora nº 1, op. 138 | BEETHOVEN

A Abertura Leonora nº 1 é uma das quatro aberturas independentes que Beethoven compôs para Fidelio, sua única ópera. Concluída em setembro de 1805, a ópera, em sua primeira versão, foi estreada com a abertura hoje conhecida como Leonora nº 2. A abertura conhecida como Leonora nº 1 foi composta no outono de 1807, provavelmente para uma apresentação da ópera em Praga, que acabou não acontecendo. Ficou esquecida desde então e veio à luz apenas no leilão dos bens de Beethoven, após sua morte. Por não possuir muita relação com o material temático da ópera, ela se encaixa bem na concepção beethoveniana de que a Abertura deveria preparar o público para o acontecimento, ao invés de impedir a surpresa da trama.

Beethoven escreveu a música para o balé As criaturas de Prometeu, de Salvatore Viganò, entre a composição de suas duas primeiras sinfonias. A música de cena, por princípio, deveria ser mais fácil do que a destinada às salas de concerto, e o Prometeu mostra Beethoven explorando efeitos orquestrais que jamais apareceriam em suas sinfonias. Porém, mais tarde, ele usaria material do balé nas Variações para piano op. 35 e no finale da Sinfonia Eroica.

A Abertura Namensfeier (Para o Dia do Onomástico) foi composta entre os anos 1814 e 1815. A estreia se deu em Viena, em 1815, quando Beethoven apresentou também a cantata Meeresstille und glückliche Fahrt (Mar calmo e viagem feliz) e o oratório Christus am Oelberge (Cristo no Monte das Oliveiras). A tradição de se comemorar o dia do onomástico era prática corrente nos países de tradição católica, nos séculos XVIII e XIX. Assim, sabemos por uma nota de Beethoven que a obra era inicialmente destinada a ser executada no dia 4 de outubro daquele ano (1814), dia de São Francisco de Assis, "na noite do onomástico de nosso Imperador”. O Imperador era Francisco I da Áustria, pai da jovem princesa Leopoldina, futura esposa de D. Pedro I e futura Imperatriz do Brasil. Mas a composição não ficara pronta a tempo de servir à comemoração.

A Abertura A Consagração da Casa integrava a música de cena que Beethoven compôs para a peça teatral homônima do escritor Carl Meisl, apresentada nas festividades de reinauguração do Teatro de Viena, em outubro de 1822. É a última das onze Aberturas de Beethoven. Para dar o tom alegre que a situação pedia, ele tomou como modelo a forma barroca das ouvertures de Haendel, compositor que muito admirava, para criar uma introdução lenta e majestosa, seguida de um Allegro. Independente de sua gênese, a Abertura manteve-se no repertório e foi reapresentada em maio de 1824, no concerto de estreia da Nona Sinfonia.

A peça As ruínas de Atenas, construída sobre uma ficta mitologia grega, glorifica Pest a expensas de Atenas. O libreto conta a história da deusa Minerva, que, condenada por Júpiter a dormir um sono de dois mil anos, é acordada por Mercúrio. Ao despertar, a deusa das artes encontra o Parthenon destruído e ocupado pelos turcos. Escutando a conversa de um casal grego, que lamenta a miséria de seu povo e a perda de sua capital, Minerva, desolada, busca refúgio em Pest, sabendo que lá estão as musas Tália e Melpômene – conhecidas por formarem o dualismo alegórico das máscaras alegre/triste, ícones das artes dramáticas. Em Pest, a humanidade celebrava a arte, por servir ao enobrecimento dos mortais, abrindo-lhes a mente e sensibilizando os corações. Lá, desfilando num cortejo triunfal, as musas são enaltecidas e, entre elas, por vontade de Júpiter, é colocado o busto do imperador. Beethoven, que havia escrito a música para o drama trágico Egmont, de Goethe, em 1810, reforçou com As ruínas de Atenas seu gosto por literatura. Ele apreciava os grandes poetas, dramaturgos e filósofos de seu tempo e admirava profundamente Goethe, Schiller e Schelling. A peça foi encomendada pelo imperador Francisco I da Áustria para a inauguração do Teatro Imperial Húngaro de Pest, hoje Budapeste. A Abertura foi publicada em 1823, em Viena, porém, a versão completa foi impressa somente após a morte de Beethoven, em 1846.

Beethoven começou a composição da Abertura de Rei Estêvão no verão de 1811 e terminou no início de 1812. Sua estreia foi em 10 de fevereiro de 1812, no Hungarian Theatre of Pest, hoje conhecido como Teatro Nacional de Budapeste. Beethoven aspirava incansavelmente conquistar o gênero da ópera. É possível encontrar, ao longo de sua carreira, algumas tentativas nessa direção. No fim, a ópera de Beethoven que conhecemos é o singspiel Fidelio. Outras contribuições para produções teatrais são conhecidas. Exceto por Egmont, de Goethe, todas estariam profundamente esquecidas nos dias de hoje não fosse pela assinatura do gênio de Bonn. Comissionada em julho de 1811 para ser apresentada na estreia do novo teatro, o roteiro fora escrito pelo dramaturgo e jornalista alemão August von Kotzebue. A única parte da partitura que ocupa um lugar no repertório de Beethoven nos dias de hoje é a Abertura.

A Abertura Leonora nº 3 foi composta para uma reapresentação da ópera Fidelio, em 1806. Inicia-se com um Adagio, rico em modulações, que introduz o Allegro seguinte, em forma de sonata com dois temas. O desenvolvimento inclui material referente às peripécias do drama, como a ária do prisioneiro Florestan e os toques imponentes dos trompetes que lhe anunciam a liberdade. Mas a Abertura possui autonomia – seu estilo sinfônico e a realização concisa e equilibrada garantiram-lhe, com justiça, a permanência nas salas de concerto.

12 dez 2020
sábado, 18h00

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