Maratona Beethoven | Fora de Série

Hyu-Kyung Jung, violino
Laura von Atzingen, violino
Flávia Motta, viola
Lina Radovanovic, violoncelo
Ana Paula Schmidt, violino
Emília Neves, violoncelo
Ayumi Shigeta, piano
Jonatas Bueno, clarinete
Victor Morais, fagote
Gustavo Trindade, trompa
Arthur Vieira Terto, violino
Gilberto Paganini, viola
Eduardo Swerts, violoncelo
Nilson Bellotto, contrabaixo

|    Fora de Série

BEETHOVEN
BEETHOVEN
BEETHOVEN
Quarteto de cordas em fá menor, op. 95, "Serioso"
Variações sobre um tema de Dittersdorf, op. 44
Septeto em Mi bemol maior, op. 20

Hyu-Kyung Jung, violino

Hyu-Kyung Jung nasceu em Seul, Coreia do Sul, mas foi em Hamburgo, na Alemanha, que iniciou seus estudos de violino aos seis anos, recebendo aos onze anos a sua primeira premiação no Jugend Musiziert, em Frankfurt. Após concluir seu bacharelado em 2006 na Kyung Hee University em Seul, retornou à Alemanha, onde concluiu o Mestrado e o Artist Diploma na Musikhochschule Münster. Seus orientadores foram Ji-Yoon Ahn, Helge Slaatto e Martin Dehning. Também fez cursos com Malcolm Goldstein, Michael Gaiser e Young-Mi Cho. Hyu-Kyung foi membro da EuroAsian Symphony Orchestra e da Sinfonieorchester Münster, além de spalla da Kammerorchester Westfalen. Violinista do Emsland Quartett, apresentou-se na Holanda, no Chile e no prestigiado festival Schleswig-Holstein, na Alemanha. Ainda como camerista, atuou na WDR3 Musikfest e na Deutscher Rundfunk. Trabalhou com os compositores Rudolf Kelterborn, Kurt Schwertsik e Sidney Corbett em diferentes festivais de música contemporânea.

Laura von Atzingen começou a estudar violino aos três anos de idade com Luciene Vilani na Escola de Formação de Instrumentistas de Cordas Sesiminas (Efic). Em 2002 tornou-se aluna de Edson Queiroz no curso de extensão da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduou-se nessa mesma universidade em 2013. Participou dos festivais de Campos do Jordão, de Santa Catarina, Oficina de Música de Curitiba e Junger Künstler Bayreuth, na Alemanha. Em 2017 obteve o mestrado na Duquesne University, Estados Unidos, na classe de Charles Stegeman. Foi spalla da Duquesne Symphony Orchestra e membro do grupo residente Quarteto de Cordas Graduate Frances DeBroff. Aos nove anos, Laura foi solista com a Orquestra Jovem Sesiminas Efic interpretando o Concertino para violino de Ernest Mahle. Em 2018, no Festival de Juiz de Fora, apresentou o Desafio III de Marlos Nobre com a Orquestra de Câmara Sesiminas. Venceu o concurso Jovens Solistas da UFMG 2011 e o Concurso para Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais 2012, ambos com o Concerto nº 1 de Max Bruch. Conquistou o segundo lugar no 14º Concurso Nacional de Cordas Paulo Bosísio. Laura integrou a Orquestra de Câmara Sesiminas e atuou como convidada na Westmoreland Symphony e Wheeling Symphony. É integrante da Filarmônica de Minas Gerais desde 2019.

Flávia Motta iniciou seus estudos musicais aos sete anos em sua cidade natal, Juiz de Fora. Aperfeiçoou-se com Jadenir Lacorte, Jairo Diniz, Alexandre Razera e Marco Lavigne. Bacharel em Viola pela Unirio, venceu o Concurso Jovens Solistas Paulo Bosísio 1999. Foi membro da Orquesta de Jóvenes Latinoamericanos e musicista convidada da Sinfônica Simón Bolívar. Integrou a a orquestra do Festival de Música Schleswig-Holstein por dois anos e com ela realizou turnês pela Europa e Estados Unidos. Flávia apresentou-se sob regência de Claudio Abbado, Gustavo Dudamel, Christoph Eschenbach, Eiji Oue, Iván Fischer, Mstislav Rostropovich, Christoph von Dohnányi e Semyon Bychkov. Participou de masterclasses com Ingrid Zur, Wilfried Strehle, Urlich Knozer, Clemens Weigel, Benhard Gmelin e Csaba Erdelyi. Antes de se juntar à Filarmônica, integrou as orquestras Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, Sinfônica Brasileira, Petrobras Sinfônica, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a Camerata Antiqua de Curitiba, as duas últimas como Primeira Viola.

Lina está com a Filarmônica desde sua criação, em 2008. Antes disso, integrou a orquestra de cordas Dusan Skovran, em Belgrado, e a Orquestra Jovem de Sarajevo, na Bósnia. Por três anos, foi musicista da Filarmônica de Belgrado. Nascida na Sérvia, graduou-se pela Faculdade de Música de Belgrado, na classe do professor Dejan Bozic. Lina recebeu diversas premiações em seu país, inclusive o terceiro prêmio do Concurso Internacional Petar Konjovic e o primeiro e segundo prêmio do Concurso da República da Sérvia. Participou do Seminário Internacional de Música de Câmara em 2004 e, durante o evento, apresentou-se por diversas cidades da Itália, Eslovênia e Áustria. Aperfeiçoou-se com professores como Rubén Dubrovsky, Alban Gerhardt, Mark Kosower e Mineo Hayashi.

Ana Paula Schmidt começou a dedicar-se ao violino aos seis anos de idade com José Carlos Lima. Em 1998, passou a estudar na classe do professor Marcello Guerchfeld, no curso de extensão na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde, posteriormente, graduou-se sob orientação de Hella Frank. Nos Estados Unidos, foi aluna de Charles Stegeman na Califórnia e, em 2013, concluiu seu mestrado na Michigan State University, sob orientação de Dmitri Berlinsky. Em 2016, recebeu o Diploma Artístico pela Azusa Pacific University, sob a orientação de Nathan Cole. Aperfeiçoou-se também em diversos festivais, como o de Campos do Jordão, de Santa Catarina, o Música nas Montanhas e Interharmony Festival, na Itália. A violinista integrou as orquestras Filarmônica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, de Câmara do Theatro São Pedro e a Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul. Atuou também como convidada na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, na Lansing Symphony Orchestra e na West Michigan Symphony Orchestra. Integra nossa Orquestra desde 2016.

Emília nasceu em Belém do Pará, onde iniciou seus estudos musicais aos cinco anos no Conservatório Carlos Gomes como aluna de piano de Dóris Azevedo. Aos nove, foi admitida na classe de violoncelo, sob orientação do professor Áureo de Freitas, e, posteriormente, de Joel Costa. Em 2004, Emília concluiu sua formação pelo Conservatório e foi vencedora do I Concurso de Jovens Solistas da instituição. No mesmo ano, realizou curso de especialização em repertório orquestral com Nelzimar Neves, Violoncelo Principal na Tucson Symphony Orchestra na época. Emília também foi aluna de Antonio Lauro Del Claro e, atualmente, aperfeiçoa-se com Elise Pittenger. Participou de masterclasses com grandes violoncelistas e de festivais como o de Campos do Jordão. Sua trajetória profissional como musicista começou em 2004 na Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, em Belém, onde ocupou o cargo de Assistente de Chefe de Naipe entre 2005 e 2006. Atuou também em São Paulo nas orquestras Sinfônica de Santo André, de Câmara da USP e Experimental de Repertório.

Camerista premiada em diversos concursos nacionais, Ayumi apresentou-se como solista na Filarmônica de São Paulo, na Orquestra da Rádio e Televisão Cultura e na Osesp, onde tem atuado também como tecladista convidada. Aperfeiçoou-se em festivais, aulas e masterclasses com professores e pianistas renomados, como Paul Rutman, Paul Badura-Skoda e Gilberto Tinetti. Natural de Hyogo-ken, Japão, Ayumi se mudou para o Brasil em 1977. Aos quinze anos, realizou seu primeiro recital solo, no Masp, executando o Concerto de Brandemburgo nº 5 de Bach. Estudou na Escola Municipal de Música de São Paulo e na Fundação Magda Tagliaferro, onde é professora de piano desde 2000. Graduou-se pela Faculdade Mozarteum e é Mestre pela Unicamp, sob orientação de Eduardo Garcia e Mauricy Martin. Com bolsa da Fundação Vitae, formou-se em Cravo sob a orientação de Ilton Wjuniski na Fundação Magda Tagliaferro. É Tecladista Principal da Filarmônica desde 2010.

Nascido em São Paulo, Jonatas iniciou seus estudos na Emesp e graduou-se em Clarinete pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), sob orientação do professor Sérgio Burgani. Participou de masterclasses com Wenzel Fuchs, Christoph Muller, Michael Gurfinkel, Ovanir Buosi e Cristiano Alves. Em 2012, ganhou o primeiro lugar na categoria Música de Câmara no concurso Pré-Estreia da TV Cultura, com o Quarteto Nó na Madeira. Com o grupo, apresentou-se como solista em concerto da Orquestra Jovem Tom Jobim, interpretando obras de Léa Freire com arranjo de Luca Raele. Também venceu as edições 2010 e 2011 do concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica Jovem de Guarulhos e a edição 2009 do Jovens Solistas da Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. É músico da Filarmônica desde 2013.

Victor Morais começou seus estudos musicais na ONG Músicos de Futuro aos dezoito anos, na cidade paulista de Taboão da Serra, onde teve como seu primeiro instrumento o saxofone. Foi aluno do maestro Edson Ferreira Nascimento e de Roberta Gondin até 2006. Neste ano recebeu uma bolsa de estudos na Faculdade Cantareira e então começou a estudar fagote com o professor Fabio Cury. Antes de juntar-se à Filarmônica de Minas Gerais como Principal Assistente, Victor integrou alguns grupos em São Paulo – a Banda Sinfônica do Colégio Jardim São Paulo, a Banda Jovem de São Paulo, a Orquestra Tom Jobim, a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, a Orquestra de Câmara da USP (Universidade de São Paulo) e as orquestras sinfônicas de Atibaia, Sorocaba e Heliópolis, atuando como Primeiro Fagote nas duas últimas. Em 2010, participou de turnê pela Europa com a Sinfônica Heliópolis sob a regência do maestro Roberto Tibiriçá. Teve a oportunidade de tocar Beethoven na terra de Beethoven, Bonn, na Alemanha. Ainda na Alemanha, apresentou-se em Berlim, Dresden e no Teatro Nacional de Munique. Tocou também em Londres e no palco do Concertgebouw, em Amsterdam. Em 2011, Victor foi solista no Concerto para fagote de Vivaldi com a Orquestra de Câmara do Festival de Poços de Caldas. Com a Orquestra Sinfônica de Sorocaba, foi solista em 2012 na Ciranda das sete notas de Villa Lobos.

Gustavo iniciou seus estudos em 1991 na Banda de Música 12 de Março. De 1998 a 2001, cursou o bacharelado em Trompa na Universidade do Estado de Minas Gerais. Participou de aulas e festivais com Adalto Soares, Edward Brown, Eric Ruske, Luiz Garcia, Mario Rocha e Sergio Gomes. Atuou junto à Orquestra Sinfônica Nacional e, como músico convidado, na Orquestra Petrobras Sinfônica. Em 2001, venceu o Concurso Jovens Solistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na categoria Banda Sinfônica, e, um ano depois, foi o ganhador do 1º Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Instrumentistas e Regentes, seção Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Modalidade Metais. É membro da Filarmônica de Minas Gerais desde o princípio, em 2008.

Arthur nasceu em Belo Horizonte, onde iniciou seus estudos no Centro de Musicalização Infantil da UFMG. Graduou-se pela mesma universidade em 2005 e participou de diversas masterclasses no Brasil e nos Estados Unidos. Integrou o Jung Quartet de 1998 a 1999 e o Quarteto Vivace de 2002 a 2005. Venceu o concurso Jovens Solistas da UFMG e recebeu o segundo lugar no Concurso Nacional de Cordas Paulo Bosísio em 2003 e 2005. Atuou como solista frente às orquestras Sinfônica da Escola de Música da UFMG e do Sesiminas. Já se apresentou com a Sinfônica de Minas Gerais como músico convidado e fez parte da Orquestra Experimental da UFOP. Arthur também foi professor da Orquestra Sinfônica Jovem do Palácio das Artes. É membro da Filarmônica desde 2008 e integra o Quarteto Musik desde 2016.

Paulista, Gilberto foi aluno de violino na Escola Municipal de Música de São Paulo, sob orientação da professora Cecília Guida. Posteriormente, em 2001, ingressou na classe da professora Elisa Fukuda, com a qual seguiu seus estudos até o ano de 2010. Na viola, foi aluno também do professor Horácio Schaefer. Gilberto integrou diversas orquestras paulistanas e, desde 2012, é membro do naipe de violas da Filarmônica. Atualmente, também é Primeira Viola na Orquestra Ouro Preto e integra o conjunto de câmara Trio Serenata Concertante.

Eduardo integrou orquestras no Brasil, na Alemanha, no Festival delle Nazioni na Itália e, durante duas temporadas, foi Violoncelo Principal da Orquestra das Américas. Apresentou-se como solista em Portugal, na Alemanha e na estreia de Dos Pampa Sur, de Rufo Herrera, com a Orquestra de Câmara Ouro Preto. Venceu o Concurso de Música de Câmara de Münster com a pianista Risa Adachi, apresentando-se na Alemanha, na Grécia e em Portugal. Ainda na Alemanha, concluiu o mestrado, o Artist Diploma e fez cursos de Música de Câmara na Musikhochschule Münster e na Robert Schumann Hochschule. Lá, também atuou como professor em escolas de música durante três anos. Nascido em Belo Horizonte, Eduardo graduou-se em Música pela UEMG e é membro da Filarmônica desde 2012.

Um dos principais nomes da nova geração de contrabaixistas brasileiros, Nilson Bellotto desenvolve hoje um importante papel na literatura do instrumento por meio de seu trabalho como instrumentista, arranjador e compositor. Desde 2016 atua como Contrabaixo Principal da Filarmônica de Minas Gerais, orquestra da qual é membro desde 2010. É fundador e diretor artístico do quinteto de contrabaixos DoContra e, a partir de 2011, passou a colaborar também com a Orquestra Ouro Preto. Dentro de sua trajetória apresentou-se como solista em diversas orquestras profissionais no Brasil, incluindo a Filarmônica de Minas Gerais, com a qual interpretou duas obras de Giovanni Bottesini – o Concerto para contrabaixo nº 2 e o Gran duo concertante, junto ao violinista Rommel Fernandes. Foi professor e músico convidado da 11ª Semana de Música de Ouro Branco.

Programa de Concerto

— Adagio – Allegro con brio
— Adagio cantabile
— Tempo di menuetto
— Tema: Andante con variazioni
— Scherzo: Allegro molto e vivace
— Andante con moto alla Marcia – Presto

Jonatas Bueno, clarinete
Victor Morais, fagote
Gustavo Trindade, trompa
Arthur Vieira Terto, violino
Gilberto Paganini, viola
Eduardo Swerts, violoncelo
Neto Bellotto, contrabaixo

5 set 2020
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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