Maratona Beethoven | Presto e Veloce

Fabio Mechetti, regente
Ricardo Castro, piano

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BEETHOVEN
BEETHOVEN
BEETHOVEN
Concerto para piano nº 1 em Dó maior, op. 15
Concerto para piano nº 2 em Si bemol maior, op. 19
Concerto para piano nº 5 em Mi bemol maior, op. 73, "Imperador"

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Ricardo Castro é pianista, regente, educador e administrador cultural, criador e Diretor fundador do Neojiba – Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia. Estabeleceu-se na Europa em 1984, onde estudou piano com Maria Tipo e Dominique Merlet e regência com Arpad Gerecz. Venceu os concursos da ARD de Munique, Rahn de Zurique e Pembaur de Berna. Seu percurso inclui apresentações nas mais prestigiadas salas de concerto do mundo, como Concertgebouw de Amsterdã, Musikverein de Viena, Theatre de Champs Elysées de Paris e com renomadas orquestras, tais como a Gewandhaus Leipzig, BBC, London Symphony, English Chamber, a Filarmônica de Tóquio, a Tonhalle de Zurique, a Filarmônica de Varsóvia, a Suisse Romande, a Osesp e Filarmônica de Minas Gerais. Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Juvenil da Bahia desde sua fundação, Ricardo Castro tornou-se o primeiro brasileiro a receber o Honorary Memberships of the Royal Philharmonic Society, titulação iniciada em 1826 e concedida apenas 131 vezes em reconhecimento a importantes serviços prestados à Música. Além de seu trabalho artístico e educativo com o Neojiba, Ricardo leciona Piano na Haute École de Musique de Lausanne, Suíça. Tem vários discos gravados para os selos BMG-Arte Nova e um duplo CD na Deutsche Grammophon.

Programa de Concerto

Concerto para piano nº 1 em Dó maior, op. 15 | BEETHOVEN

Beethoven fixara-se em Viena aos 22 anos e, inicialmente, foi como pianista que ele se afirmou frente à sociedade vienense. Algumas obras dessa fase apresentam o jovem compositor buscando a admiração do público e de seus patronos. Os dois primeiros concertos para piano se incluem nesse propósito (e logo seriam julgados “ultrapassados” pelo próprio compositor). A publicação, em 1801, inverteu-lhes a ordem – o Concerto em Dó maior nº 1 foi o segundo concluído, e sua partitura já apresenta inegáveis detalhes beethovenianos. Beethoven tocou o Concerto nº 1 no Teatro Imperial de Viena, em 2 de abril de 1800; no mesmo programa, regeu a estreia de sua Primeira Sinfonia.

O Segundo Concerto foi crucial para afirmar Beethoven em Viena como instrumentista e como compositor: sua estreia se deu em 29 de março de 1795, no Burgtheater, tendo o autor como solista. Escrito nos moldes clássicos, bem à maneira dos concertos de Mozart, a obra, no entanto, já revela os contrastes e certos aspectos dramáticos que marcarão o Beethoven da fase seguinte. Embora estreado em Viena, apenas o último movimento (em que revela forte ascendência de Haydn) foi composto nessa cidade. Os dois primeiros datam de quando Beethoven ainda residia em Bonn. A cadência do primeiro movimento – de grande virtuosismo – foi composta bem depois do concerto propriamente dito: em caráter e estilo, ela já revela um Beethoven de fases posteriores, anunciando aquilo que assombraria o mundo.

O piano no Quinto Concerto é, frequentemente, mais um colaborador, com grandes passagens de caráter improvisatório, do que propriamente solista, apesar da escrita altamente virtuosística. No início do primeiro movimento, o piano interrompe a orquestra para executar uma breve cadência. Apesar da grandiosidade desse primeiro movimento, as passagens do piano são muitas vezes extremamente leves. No segundo movimento, de um lirismo ímpar, piano e orquestra travam um dos mais belos diálogos da história da música, naquele que Berlioz dizia ser o maior modelo de integração entre piano e orquestra. Sem intervalo algum, entramos no terceiro movimento, com caráter ao mesmo tempo incisivo e gracioso, onde a sonoridade do piano oferece algumas antecipações surpreendentes de Chopin. Por toda a obra destaca-se o contraste entre o heroísmo da orquestra e a delicadeza do piano.

3 dez 2020
quinta-feira, 20h30

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