Mestres de muitos Brasis

Fabio Mechetti, regente
Antonio Meneses, violoncelo

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REZENDE
NOBRE
VILLA-LOBOS
Vereda
Concerto para violoncelo (encomenda)
Bachianas Brasileiras nº 8

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Antonio Meneses nasceu em 1957 em Recife, no seio de uma família de músicos. Começou a estudar violoncelo aos dez anos. Aos dezesseis, passou a estudar com o violoncelista Antonio Janigro em Düsseldorf e, mais tarde, em Stuttgart. Em 1977, ganhou o ARD Concurso Internacional de Munique e, em 1982, o 1º Prêmio e Medalha de Ouro no Concurso Tchaikovsky, em Moscou. Apresenta-se regularmente com as mais importantes orquestras do mundo, como as filarmônicas de Berlim, Moscou, Israel, Nova York, as sinfônicas de Viena e Londres, a Orquestra do Concertgebouw, a Orquestra da Rádio da Baviera, National Symphony Orchestra e a Sinfônica NHK de Tóquio. O artista colaborou com os maestros Herbert von Karajan, Riccardo Muti, Mariss Jansons, Claudio Abbado, Semion Bychkov, Neeme Järvi, Mstislav Rostropovich, Riccardo Chailly, entre outros. Dentre as suas diversas gravações, estão dois álbuns com Karajan e a Filarmônica de Berlim pela Deutsche Grammophon – Don Quixote de R. Strauss e o Concerto Duplo de Brahms, com a violinista Anne-Sophie Mutter. O artista toca um violoncelo de Alessandro Gagliano feito em Nápoles, 1730.

Programa de Concerto

Vereda | REZENDE

Nas criações de Marisa Rezende, a presença traiçoeira de tradições diversas surpreende os ouvintes com um jogo de efeitos de timbre, texturas e construções dissonantes, que lhe dão um lugar muito particular na criação contemporânea brasileira. Em Vereda, um conjunto restrito de sons articulados em formas compactas, ou habilmente segmentadas, predomina sejam quais forem os recursos de textura empregados. Um único intervalo é articulado obsessivamente, mantendo suspensa muitas vezes a realização do fragmento melódico completo. As formas de acompanhamento transitam da transparência tonal e rarefeita ao emprego de blocos dissonantes derivados sempre das mesmas harmonias. Esses sons estão associados a uma constante rítmica que sugere as várias facetas da valsa, em diferentes níveis de construção e percepção. Esse ritmo torna-se a razão de derivações para o emprego ritualístico e estático da percussão, para gestos eloquentes e sequências direcionadas à máxima densidade. A textura orquestral, segundo a autora, “passa por transformações frequentes e desassossegadas – no plano simbólico: um percurso entregue a divagações, sonhos... e conflitos”.

Em celebração aos 80 anos do compositor brasileiro Marlos Nobre, o Concerto para violoncelo foi encomendado num consórcio inédito entre Brasil e Portugal, que estreia obras de compositores dos dois países. A encomenda feita a Nobre tem a participação da Filarmônica de Minas Gerais, Fundação Gulbenkian de Lisboa, Osesp, Filarmônica de Goiás e Orquestra Petrobras Sinfônica. Após estreia em São Paulo, o Concerto para violoncelo circulará por todas essas orquestras com a apresentação do violoncelista Antonio Meneses.

No neoclassicismo de suas Bachianas, Villa-Lobos procura afinidades entre alguns procedimentos musicais brasileiros e a música do grande gênio alemão. Os movimentos das Bachianas trazem, geralmente, dois títulos: um que remete às formas barrocas e outro, bem nacional, seresteiro, sertanejo. Cada uma das nove bachianas destina-se a um conjunto instrumental diferente. A Bachianas nº 8 requer grande orquestra e um papel importante é confiado à percussão. Divide-se em quatro movimentos. O Prelúdio tem um prolongado tema que contrasta com ritmos regionais brasileiros. A Ária, com seu subtítulo “Modinha”, é uma canção sentimental impregnada de melancolia, com expressivo tema no violoncelo e acompanhamento das demais cordas. A segunda parte da ária traz novo motivo, na forma de um “dobrado”, adaptação brasileira do paso-doble, marcha de origem espanhola. O espírito da modinha retorna com outro tema, vago e profundamente lírico. A Toccata assume o ritmo da “Catira batida”, dança ligeira que se assemelha à giga europeia. A segunda metade apresenta uma melodia cantábile, mas o caráter de tocatta persiste no acompanhamento pizzicato dos violoncelos. A Fuga, caracterizada por ritmo bem nacional, poderia trazer o subtítulo brasileiro “Conversa”, como as fugas de outras Bachianas. O próprio Villa-Lobos regeu a estreia dessa peça, no dia 6 de agosto de 1947, em Roma.

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8 ago 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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9 ago 2019
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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