Música e Teatro

Fabio Mechetti, regente
Juliana Martins, atriz
Léo Quintão, ator
Arildo de Barros, narrador
Chico Pelúcio, diretor de cena

|    Fora de Série

MOZART
MENDELSSOHN
GRIEG
TCHAIKOVSKY
Tamos, Rei do Egito, K. 345
Sonho de uma noite de verão, op. 61: Suíte
Peer Gynt: Suíte nº 1, op. 46
Romeu e Julieta: Abertura-Fantasia

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Juliana Martins é integrante da Cia Absurda de Teatro, atuando como atriz, assistente de direção e produtora. Antes, participou de diversas companhias e montagens que partem da pesquisa do teatro de rua e da música em cena, como a Cia Acaso e a Malarrumada. Ao longo da carreira, Juliana colaborou com alguns filmes, como o longa Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, e o curta A Língua do P, de Fernanda Preta. Já foi aluna de Grace Passô (Brasil) e de Hugo Moss (Irlanda) e dirigida por Chico Pelúcio, Eid Ribeiro, Cida Falabella e Eduardo Moreira. Formada em Teatro no Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes e em Música na Universidade Federal de Minas Gerais, Juliana ministra aulas e oficinas no Galpão Cine Horto desde 2006.

Léo Quintão é designer gráfico, produtor cultural, locutor e ator. Fundador e integrante da Cia Pierrot Lunar, já atuou em mais de quinze espetáculos. No audiovisual, a experiência se divide entre a telinha e a telona. Nas novelas, participou de montagens como A Lei do Amor, Haja Coração e Sete Vidas, além de outras produções do Canal Brasil e da TV Futura. No cinema, Léo já participou de mais de uma dezena de filmes, como Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, Atrás dos olhos das meninas sérias de Carlos Canela , e O Menino no Espelho, de Guilherme Fiúza.

Arildo Barros é ator do Grupo Galpão, onde começou como assistente de Gabriel Villela em Romeu e Julieta e no elenco de A rua da amargura. Antes disso, atuou em peças marcantes sob direção de Ítalo Mudado, Amir Haddad, Paulo César Bicalho, Carlos Alberto Ratton, Jota D’Ângelo e Eid Ribeiro. Arildo lecionou na PUC Minas, levando à cena textos nacionais e estrangeiros. Também atuou no cinema e na TV e foi premiado como Melhor Ator por Fala baixo senão eu grito, O encontro marcado, Um homem é um homem e O inspetor geral.

Ator e diretor de teatro, Chico Pelúcio é integrante do Grupo Galpão. Sua trajetória se cruzou com a trupe na década de 1980, quando levou crianças do projeto Lápis de Cena para assistir ao espetáculo De olhos fechados, com direção de Fernando Linares, e foi convidado para fazer uma substituição de emergência em E a noiva não quer casar, também com Linares. Em 1998, liderou a concepção e criação do Galpão Cine Horto, centro cultural onde desde então atua como coordenador geral casa. Ainda como produtor e gestor cultural, participou da concepção e da coordenação geral dos dois primeiros Festivais Internacionais de Teatro de Rua de Belo Horizonte – FIT BH. Sua trajetória envolve ainda a direção de espetáculos em diversas companhias, como a Cia Burlantins, Camaleão Grupo de Dança e Circo Roda de São Paulo. Integrante do conselho editorial da revista Subtexto, é coautor do livro Do Grupo Galpão ao Galpão Cine Horto: Uma história de Gestão Cultural, em parceria com Romulo Avellar.

Programa de Concerto

Tamos, Rei do Egito, K. 345 | MOZART

Ao contrário de sua intensa e constante dedicação à ópera, Mozart escreveu apenas uma música para teatro: Tamos, rei do Egito. Os coros e números instrumentais para o drama de Tobias von Gebler, compostos no final de 1773, foram retrabalhados em 1779 por ocasião da reapresentação em Salzburgo. O exame comparativo das duas versões permite avaliar o imenso progresso realizado entre elas. Ciente da superioridade de sua música sobre o texto, Mozart procurou libertá-la da tendência estritamente programática. Assim, à parte os três magníficos coros, os quatro números puramente instrumentais soam, em sequência, como movimentos de uma pequena sinfonia.

Em julho de 1826, a compositora Fanny Mendelssohn recebeu uma carta em que seu irmão, o jovem Felix Mendelssohn, contava que em breve começaria a “sonhar o Sonho de uma noite de verão”. Sua primeira performance ocorreu em casa, num dueto para piano com a irmã. Com 17 anos à época, Mendelssohn preparou a orquestração da Abertura para sua primeira execução pública, já em fevereiro do ano seguinte. No entanto, o restante da obra só foi composto em 1843. Sonho de uma noite de verão, harmoniosamente construído a partir da peça homônima escrita por William Shakespeare em 1595 e 96, revela seu próprio ideal da composição Romântica. Os acordes foram descritos por Liszt como “pálpebras que se inclinam levemente e levantam, entre as quais a imagem que se apresenta é a do encantador mundo dos sonhos”.

Sem dúvida, o trabalho mais conhecido do norueguês Edvard Grieg é Peer Gynt. O convite para escrever a música incidental para a peça homônima veio em janeiro de 1874, pelo próprio autor da obra, o dramaturgo Henrik Ibsen, com quem Grieg já havia colaborado. Mesmo lisonjeado pelo convite, Grieg tinha muitas reservas com o processo devido à dificuldade de transformar em partitura “o mais não-musical dos assuntos”. A composição ocupou mais tempo do que o esperado, e sua primeira execução pública só ocorreu em 24 de fevereiro de 1876, com encenação e música. Grieg era defensor de uma arte nacional norueguesa, e tentava combater a influência alemã na cultura nórdica. A fundação da Academia Norueguesa de Música foi uma de suas ações nesse sentido. O enorme sucesso obtido na composição de Peer Gynt também reforça a missão: a história mistura tragédia grega e contos de fadas com o folclore norueguês, trazendo para os olhos e ouvidos do espectador o imaginário fantástico dos trolls, estranhas criaturas da montanha.

Entre os muitos textos literários que lhe serviram de inspiração, Tchaikovsky se comovia particularmente com a estória de Romeu e Julieta, a obra mais popular de Shakespeare. Para escrevê-la, em versos de um lirismo inigualável, o grande escritor seguiu fielmente o enredo de uma peça de Artur Brooke, publicada em 1562. Mas enquanto a versão moralista desse autor atribui o trágico desenlace da história ao fato dos jovens amantes desobedecerem à vontade de seus pais, Shakespeare desloca o foco narrativo para o ódio entre as famílias rivais, transformando os namorados em vítimas de um destino cruel. Já nas palavras do Prólogo, com a afirmativa de que as estrelas fizeram nascer “um par de amantes desditosos”, o Destino torna-se protagonista da tragédia. Em sua Abertura-Fantasia, Tchaikovsky não se propõe a ilustrar ou seguir a narrativa de toda a peça de Shakespeare. Preferiu evocar a tragédia, fundamentando sua composição em três temas que retratam: o frade Lourenço; a guerra entre os Montéquio e os Capuleto; e o amor dos jovens amantes. O uso desses três temas permite uma ampliação da forma sonata, com uma prodigiosa riqueza de ideias.

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30 mar 2019
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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