Novos mundos, sem fronteiras

Marcelo Lehninger, regente convidado
Jonathan Fournel, piano

|    Presto 2022

|    Veloce 2022

TCHAIKOVSKY
CHOPIN
DVORÁK
Eugene Onegin: Polonaise
Concerto para piano nº 2 em fá menor, op. 21
Sinfonia nº 9 em mi menor, op. 95, "Do Novo Mundo"

Marcelo Lehninger, regente convidado

Atual Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Grand Rapids, nos Estados Unidos, o brasileiro Marcelo Lehninger também foi Diretor Artístico e Regente Titular da Sinfônica de New West e Regente Associado da Sinfônica de Boston. Ele tem conduzido diversos grupos da América do Norte, como as sinfônicas de Chicago, Houston, Baltimore, Seattle, Toronto, Detroit e a Filarmônica de Rochester. Na Europa, além de ter auxiliado o então Diretor Artístico da Orquestra do Concertgebouw, Mariss Jansons, na turnê de 2015, atuou nas sinfônicas de Berlim e Lucerna, bem como na Filarmônica de Radio France, Orquestra Nacional da França e Orquestra de Câmara de Lausanne. Sua estreia em solo australiano se deu na condução das sinfônicas de Sydney e Melbourne, ao lado do solista e mentor Nelson Freire. Antes de se formar no Conductors Institute da Bard College em Nova York, Lehninger estudou violino e piano. Durante o ano de 2010, foi Regente Assistente da Filarmônica de Minas Gerais.

Programa de Concerto

Eugene Onegin: Polonaise | TCHAIKOVSKY

Uma moça do campo se apaixona por um jovem almofadinha da cidade grande. Ela declara seu amor, mas é humilhada por ele. Anos depois se reencontram, Tatyana agora é casada e parte da aristocracia; Eugene fica encantado por ela. Será ele correspondido? Eugene Oneguin de Pushkin é um dos textos ficcionais mais amados de toda a literatura russa e, em junho de 1877, arrebatou a Tchaikovsky também, como escreveu para seu irmão Modest: “Eu estou apaixonado pela imagem de Tatyana. Estou sob o feitiço da poesia de Pushkin, e compelido a compor a música por causa dessa atração irresistível”. A impressão se transformou em uma ópera de três atos, sendo Polonaise a abertura do terceiro, apropriadamente embalando a cena de um baile. A polonaise, ou polonesa, foi uma dança muito popular entre os séculos XVIII e XIX, e a escrita por Tchaikovsky traz toda a pompa e circunstância necessária para a cena.

O Concerto para piano em fá menor marca o retorno de Chopin à Polônia, país onde nasceu, após os primeiros sucessos internacionais. A estreia aconteceu no Teatro Nacional de Varsóvia, em 17 de março de 1830. Paralelamente, o compositor estava trabalhando em seu Concerto para piano em mi menor, que estreou no mesmo ano, em outubro. Ambos resultam da necessidade do pianista – para lançar-se em carreira internacional – de encontrar um repertório que valorizasse suas habilidades individuais, mais ambicioso que as fantasias brilhantes, improvisos e variações que executara até então. Quando se mudou para Paris, no ano seguinte, Chopin incluiu o Concerto em fá menor em sua primeira aparição na cidade. É uma obra importante na carreira do músico, que solidificou sua reputação e lhe ajudou a garantir uma clientela de princesas e duquesas como alunas, o que lhe permitiria, nos anos posteriores, escapar dos palcos e dedicar-se à composição.

Em 1891, já célebre, Dvorák assume o posto de professor de Composição no Conservatório de Praga. No ano seguinte, muda-se para os Estados Unidos para ser o diretor do então Conservatório de Nova York, onde permanece até 1895. São desse período obras significativas de seu legado, como a Sinfonia “Do Novo Mundo”. Dentre seus alunos em Nova York, havia um rapaz negro que lhe deu a conhecer os spiritual americanos, com a metáfora das imagens bíblicas, a tragédia e o sofrimento da escravidão na América e dos africanos desterrados. O interesse despertado em Dvorák por esse gênero musical é o fundamento do célebre tema do segundo movimento da Nona Sinfonia, cujo solo de corne inglês constitui evocação da melodia pungente que muitas vezes caracteriza os negro spiritual. Ele realiza também, com o elemento musical folclórico norte-americano, um processo de assimilação análogo ao que se observa em relação ao folclore boêmio no contexto de sua obra. Esse processo, aqui, é consciente, e manifesto pelo próprio compositor, que afirmou não ter utilizado temas da música nativa norte-americana, mas, sim, ter-se utilizado dos fundamentos essenciais dessa música para elaborar seus próprios elementos originais. Não se pode dizer, com isso, que Dvorák tenha abandonado suas fontes boêmias em função da descoberta de uma nova linguagem. Ao contrário, esses novos elementos agregam-se, na Nona Sinfonia, àqueles que até então lhe haviam servido de fonte, para, aí, criar uma espécie de linguagem multicultural.

17 nov 2022
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

18 nov 2022
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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