O mundo pastoral – filho

Fabio Mechetti, regente
Luisa Francesconi, mezzo-soprano

BEETHOVEN
STRAVINSKY
FALLA
Sinfonia nº 1 em Dó maior, op. 21
O fauno e a pastora, op. 2
O chapéu de três pontas (balé completo)

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Luisa Francesconi tem excepcional capacidade para a execução de coloratura, destacando-se no repertório rossiniano e mozartiano ao interpretar papéis em óperas como O barbeiro de Sevilha, L’Italiana in Algeri, Così fan tutte e Don Giovanni. Ela canta com frequência nos principais teatros brasileiros e italianos e tem se apresentado regularmente também em Portugal. Seu repertório de concerto é vasto, com atuações marcantes em obras como a Rapsódia para contralto e a Missa em si Menor de Bach; o Requiem e a Missa da Coroação de Mozart; o Messias de Haendel; a Missa em Dó maior e a Fantasia Coral de Beethoven; as sinfonias números 2, 3 e 8 de Mahler; a Pequena Missa Solene de Rossini; e a Floresta do Amazonas de Villa-Lobos. Luisa gravou como solista a Nona de Beethoven e o Requiem Hebraico de Erich Zeisl, lançados em CD pelo selo Biscoito Fino.

Programa de Concerto

Sinfonia nº 1 em Dó maior, op. 21 | BEETHOVEN

A Sinfonia nº 1 revela um artista inquieto, em busca de seus próprios ideais. Uma introdução, Adagio molto, abre a partitura com inesperado acorde dissonante. Esse começo em tonalidade incorreta foi considerado muito audacioso e reprovado pela crítica da época. A Primeira Sinfonia corrobora com a ideia do musicologista Donald Francis Tovey de uma “despedida apropriada para o século XVIII”. A obra traz a essência do estilo clássico em sua tessitura, mas já mostra algumas características que irão marcar o Beethoven que chegou aos dias de hoje.

Em janeiro de 1906, Stravinsky casou-se com sua prima Yekaterina Nosenko, filha mais nova órfã de seu tio. Em uma das temporadas que passou em Ustilug, terra da noiva, ele compôs uma peça vocal orquestrada a partir dos três primeiros poemas eróticos de Aleksandr Pushkin. Ele afirmaria mais tarde que seu opus 2 teria sido um presente de casamento para sua querida Katya. E foi pela valiosa tutoria de Rimsky-Korsakov que a obra, denominada O fauno e a pastora, ganhou o mundo. Sua primeira apresentação se deu em 1907 com a Orquestra da Corte Imperial, sob a batuta de Hugo Wahrlich em uma apresentação semiprivada. No ano seguinte, seus opus 1 e 2 foram apresentados em concerto público com a mesma orquestra, pelos quais Stravinsky recebeu seus primeiros comentários favoráveis na imprensa.

Após a Primeira Guerra, o diretor dos Balés Russos, Sergei Diaghilev, propôs a Manuel de Falla uma obra tipicamente espanhola, à altura de suas produções mais famosas – entre elas, A Sagração da Primavera, de Stravinsky, que Falla conhecia de seus anos parisienses. Surge assim a versão definitiva de El sombrero de tres picos [O chapéu de três pontas], balé baseado na farsa popular do escritor Pedro de Alarcón, cujo enredo narra as desventuras de um velho corregedor, o homem do sombrero. Enamorado de Frasquita, bela e inocente moleira, esse juiz frequenta assiduamente o Moinho, lugar de encontro dos moradores da aldeia. O moleiro Lucas Fernandez mostra-se a princípio ciumento; mas, depois, se torna cúmplice da mulher, e o casal inventa peripécias burlescas para ridicularizar o corregedor. Na dança final, os solidários vizinhos agarram o velho galanteador e o jogam, como um boneco, para o alto. A estreia do balé foi em Londres, em julho de 1919, com cenários e figurinos de Picasso, coreografia do russo Massine e direção musical de Ernest Ansermet. Toda a obra respira humor e vitalidade, com citações irônicas de melodias populares e de autores consagrados. A orquestração é, ao mesmo tempo, suntuosa e refinada e, em dois momentos estratégicos, utiliza a voz de contralto com singular propriedade.

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