O piano brasileiro no século XX

Fabio Mechetti, regente
Fabio Martino, piano

|    Allegro 2022

|    Vivace 2022

DVORÁK
GUARNIERI
MIGNONE
DVORÁK
Noturno em Si maior, op. 40
Concerto para piano nº 2
Fantasia Brasileira nº 1
Sinfonia nº 7 em ré menor, op. 70

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Já aos cinco anos Fabio Martino começou a tocar piano no instrumento de sua avó, uma professora em São Paulo. Dezessete anos mais tarde – após uma rigorosa formação nas principais universidades do Brasil e Alemanha –, comprou seu primeiro Steinway, com o prêmio recebido pelo primeiro lugar no maior concurso internacional de piano da América Latina, o BNDES. Obteve mais de vinte primeiros lugares em competições internacionais de piano. Martino possui três álbuns em sua discografia. Sobre o segundo, Passion, Guido Krawinkel escreveu para a revista Klassikheute: “Não é somente virtuoso, é também vibrante e de ‘cair da cadeira’! Grandioso!”. Em 2019 lança seu terceiro álbum, Latin Soul. Como solista, interpreta concertos de Prokofiev, Rachmaninov, Beethoven, Bach, Schumann, Medtner, Mozart e Bartók acompanhado por orquestras como Osesp, Petrobras Sinfônica, Filarmônica de Minas Gerais, Badische Staatskapelle, filarmônicas de Stuttgart e de Câmara Tcheca, sinfônicas da Rádio da Baviera, de Berlim e de Shenzhen. Na temporada 19/20, estará na China, no Brasil, na Alemanha e na Áustria. Críticos já comparam Fabio Martino com Nelson Freire, Martha Argerich, Claudio Arrau e Sviatoslav Richter e o relacionam inclusive com Vladimir Horowitz.

Programa de Concerto

Noturno em Si maior, op. 40 | DVORÁK

Noturno teve sua estreia em 1885, sob a regência de Antonín Dvorák no Palácio de Cristal de Londres. Entretanto, a história do opus 40 começa muito antes, por volta de 1870, como um embrião do Quarteto de cordas nº 5 em mi menor, obra que não chegou a ser publicada por Dvorák. Uma genealogia deveras complexa para uma peça relativamente simples, com um título que nos fornece a informação necessária para compreendê-la: construída no ritmo básico Molto adagio, o tom sombrio da obra é feito para refletir misteriosos e pacíficos sentimentos da noite e pode ser compreendido a partir de referências aos movimentos lentos de Beethoven, Brahms e Mahler.

Em 1883 o maestro inglês Joseph Barnby regeu o Stabat Mater de Dvorák em Londres. A Inglaterra mantinha um padrão cultural notável e dava oportunidades a compositores europeus, como foram os casos de Haendel, Haydn e Mendelssohn. Tal o sucesso obtido pelo Stabat Mater que Dvorák logo foi convidado para reger suas obras na capital inglesa, quando teve a mais calorosa acolhida de sua vida até aquele momento. Tornou-se membro honorário da Royal Philharmonic Society e recebeu a encomenda de uma nova sinfonia para o ano seguinte. Nascia, assim, a Sinfonia nº 7 em ré menor. A estreia se deu em 22 de abril de 1885, no St. James Hall, em Londres, com a Royal Philharmonic Society sob regência do compositor. O autor foi ovacionado, e a crítica especializada comparou a Sétima do compositor tcheco às sinfonias de Brahms. Em junho Dvorák preparou a partitura para publicação. Seu editor, Simrock, o mesmo de Brahms – a quem pagava valores muito maiores do que a ele –, teve de rever seus critérios diante do sucesso da Sinfonia. Dvorák já não era um compositor desconhecido. O reconhecimento internacional havia começado.

24 mar 2022
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

25 mar 2022
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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