O piano em dois mundos

José Soares, regente
Leonardo Hilsdorf, piano

|    Presto 2022

|    Veloce 2022

GUARNIERI
CHOPIN
TCHAIKOVSKY
Choro para piano e orquestra
Grande polonaise brilhante, op. 22
Sinfonia nº 3 em Ré maior, op. 29, "Polonesa"

José Soares, regente

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Assistente da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2020. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Um dos principais expoentes da nova geração de pianistas brasileiros, Leonardo Hilsdorf vem se apresentando com sucesso no Brasil, Estados Unidos e Europa. Aclamado pela crítica especializada, sua performance foi saudada como “fenomenal” (Fuldaer Zeitung) e “encantadora e magistral” (L’Independent). Nos dois últimos anos foi um dos seletos solistas em residência na Capela Musical Rainha Elisabeth da Bélgica, onde trabalhou sob os cuidados de Maria João Pires, sua atual mentora. Recebeu o 1o prêmio em competições internacionais na Alemanha, França, Espanha, México e Brasil. Entre elas, o prestigioso prêmio Nadia et Lilit Boulanger, em Paris, o prêmio especial da União Europeia de Concursos de Música para a Juventude, em San Sebastián, e, por unanimidade, o Concurso Internacional J. J. C. Yamaha do México. Leonardo já se apresentou com a Filarmônica da Radio France, Orquestra Royal Wallonie, Sinfônica de Yucatán e, no Brasil, junto à Osesp, OSB e Filarmônica de Minas Gerais. É regularmente convidado de festivais ao redor do mundo, entre eles o de Ravínia, Estados Unidos, e o de Campos do Jordão.

Programa de Concerto

Choro para piano e orquestra | GUARNIERI

O Choro para piano e orquestra, escrito em 1956, teve sua primeira audição no ano seguinte feita por Arnaldo Estrella, a quem é dedicado, acompanhado pela Orquestra Sinfônica de São Paulo sob a regência de Souza Lima. Nessa obra, Guarnieri enfatiza o caráter nacional, denominando-a de Choro, ao mesmo tempo em que adota a estruturação usual dos concertos para instrumento solo e orquestra, geralmente compostos de três movimentos contrastantes. O compositor faz alusão tanto aos grupos instrumentais seresteiros urbanos, quanto ao gênero bastante explorado por diversos compositores brasileiros da música popular. Em seus três movimentos (Cômodo, Nostálgico, Alegre), evidencia-se uma estrutura rítmica referente aos temas originais criados pelo próprio compositor que, com grande refinamento, alia elementos repletos de brasilidade a uma escrita que privilegia elementos típicos da composição contemporânea, como o cromatismo e a bitonalidade.

“Eu estou em Usovo há mais de três semanas e passo o tempo calma e agradavelmente. (...) Eu estou agora com uma nova sinfonia, e a componho um pouco de cada vez. Não me debruço sobre ela por horas e horas. Estou fazendo mais caminhadas. Até os cães são os mesmos, sempre me perseguem para que eu os leve para passear.” A nova sinfonia seria a Terceira, uma das obras mais felizes de Tchaikovsky. Ele a compôs entre os meses de junho e agosto de 1875, e a estreia se deu em 19 de novembro, na Sociedade de Música Russa, em Moscou, sob a regência de Nikolai Rubinstein. A Sinfonia nº 3 representa uma transição entre as composições de juventude do compositor e suas grandes obras-primas de maturidade, dentre elas o balé O lago dos cisnes, o poema sinfônico Francesca da Rimini e as sinfonias números 4, 5 e 6.

28 jul 2022
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

29 jul 2022
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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