O solo e a sinfonia

Fabio Mechetti, regente
Vadim Gluzman, violino

|    Presto 2021

|    Veloce 2021

BRAHMS
RACHMANINOV
Concerto para violino em Ré maior, op. 77
Sinfonia nº 2 em mi menor, op. 27

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

A maestria artística de Vadim Gluzman dá vida a uma gloriosa tradição violinística dos séculos XIX e XX. O músico israelense já se apresentou com orquestras como as filarmônicas de Berlim, Londres e Israel, a Orquestra de Cleveland e as sinfônicas de Chicago, Boston e Londres. Colabora regularmente com regentes como Christoph von Dohnányi, Tugan Sokhiev, Andrew Davis, Neeme Järvi, Michael Tilson Thomas, Semyon Bychkov e Jukka-Pekka Saraste. Suas apresentações em festivais incluem os de Tanglewood, Verbier, Ravinia e Lockenhaus, além do Festival de Música de Câmara North Shore em Illinois, fundado em conjunto com sua esposa, a pianista Angela Yoffe. Bastante requisitado por compositores contemporâneos, Gluzman estreou recentemente obras de Sofia Gubaidulina e Elena Firsova. Com extensa discografia, já conquistou prêmios e recomendações das principais publicações da área, como a Diapason, a Gramophone e a Classica.

Programa de Concerto

Concerto para violino em Ré maior, op. 77 | BRAHMS

O célebre Joseph Joachim cumpriu muitas vezes o papel de consultor de Brahms em assuntos ligados a aspectos técnicos do violino e da linguagem violinística. O compositor, sendo pianista, se preocupava com a viabilidade técnica daquilo que compunha para um instrumento que não fosse o seu. Assim que terminou um primeiro esboço de seu opus 77, Brahms pediu a Joachim sua opinião sobre a parte do solista, ao que o amigo respondeu ser “violinisticamente muito original”, mas que esperava ver a peça inteira antes de emitir qualquer juízo mais consistente. O concerto para violino, concebido no verão de 1878, foi dedicado a Joachim. A estreia se deu um ano mais tarde, em Leipzig, tendo Brahms como regente e Joachim como solista. As primeiras críticas não foram favoráveis: o violinista e compositor polonês Henryk Wieniawski considerou o Concerto “intocável”, e o espanhol Pablo de Sarasate recusou-se a interpretá-lo. Hans von Bülow o considerou uma “contra o violino”. Tais críticas advinham do fato de que o Concerto de Brahms não trata o solista como uma parte em especial destaque e sim como parte integrante do ambiente sinfônico. Assumindo a estrutura concertante clássica, não é exatamente pelo tratamento dado ao solista que a obra é importante, mas, antes, por revelar uma mentalidade contraditoriamente romântica: se Brahms tem uma alma dionisíaca, conserva uma mente apolínea, e sua inventividade melódica supera quaisquer tendências reacionárias que eventualmente lhe são imputadas.

Em 1905, Rachmaninov estava preocupado com os rumos da Rússia após a revolução e também com o intenso trabalho de regente no Teatro Bolshoi, onde havia começado a atuar no ano anterior. De fato, ele era um maestro como poucos, mas, antes de tudo, se via menos como um intérprete e muito mais como um compositor. Resolve então, em junho de 1906, abandonar suas funções no Bolshoi e alugar uma casa de campo em Dresden. É lá, onde ele e sua família encontravam-se praticamente ilhados do resto do mundo, que Rachmaninov conseguiu dedicar-se integralmente à sua Segunda Sinfonia. A composição só foi finalizada em abril de 1907, quando passava o verão no interior russo, recebendo, em janeiro de 1908, sua primeira e muito celebrada performance em São Petersburgo. Os motivos para comemorar não são poucos, afinal, Rachmaninov criou uma obra inspirada e inspiradora, cheia de energia e de melodias extremamente belas.

30 set 2021
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

1 out 2021
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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