O último concerto de Mozart

Fabio Mechetti, regente
Jean-Louis Steuerman, piano

|    Allegro 2021

|    Vivace 2021

ELGAR
MOZART
BEETHOVEN
Serenata para cordas em mi menor, op. 20
Concerto para piano nº 27 em Si bemol maior, K. 595
Sinfonia nº 2 em Ré maior, op. 36

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Jean-Louis Steuerman recebeu grande reconhecimento como solista e recitalista internacional depois de conquistar, em 1972, o segundo lugar no Concurso Johann Sebastian Bach, em Leipzig. Steuerman apresentou-se como solista com a Sinfônica de Londres sob regência de Claudio Abbado, com a Royal Philharmonic sob a batuta de Yehudi Menuhin e Vladimir Ashkenazy. Debutou nos Concertos Promenade BBC em 1985 com grande sucesso de crítica tocando o Concerto em ré menor de Bach com a Polish Chamber Orchestra. Apresentou-se também com a City of Birmingham Symphony Orchestra, a Bournemouth Sinfonietta, Orquestra do Gewandhaus Leipzig, as sinfônicas de Basel, Berlim, Dallas, Baltimore e outras. Suas gravações para a Philips Classics incluem a obra para piano solo de Scriabin, a obra completa de Mendelssohn piano e orquestra com a Moscow Chamber Orchestra, os concertos para piano e as seis Partitas de Bach, gravação que lhe rendeu o prestigioso Diapason d'Or.

Programa de Concerto

Serenata para cordas em mi menor, op. 20 | ELGAR

Composta em 1892, a Serenata para cordas em mi menor em nada se liga às grandes obras de Edward Elgar, pelas quais o conhecemos melhor. Sua estreia se deu em 1896, na Antuérpia, Bélgica, quando o compositor, então com 39 anos, ainda não tinha iniciado as criações que o tornariam um dos mais amados compositores britânicos. No entanto, é um dos primeiros trabalhos do compositor em que encontramos traços de sua maturidade. O opus 20 é uma peça que parecia evocar um trabalho para cordas em três movimentos cujo manuscrito se perdeu. Também construída em três breves movimentos, a Serenata para cordas soa fresca, natural e docemente sonora. Até o fim de sua vida, Elgar citaria a peça como uma de suas obras mais queridas.

Embora seja uma obra característica de sua primeira fase, a Segunda Sinfonia já mostra claramente o afastamento de Beethoven da ascendência de seu mestre Haydn. É tida como uma das últimas composições desse período. Notam-se nela, por isso, algumas particularidades: Beethoven já substitui, aí, o minueto clássico pelo scherzo. “Plena de ideias novas, originais e poderosas” é como a descreve em 1804 um crítico do Musikalische Zeitung de Leipzig. Talvez por isso mesmo ela tenha sido um choque em sua estreia, antecipando a Eroica, que haveria de vir. A obra foi terminada no verão de 1802, durante a estada de Beethoven em Heiligenstadt. Em outubro do mesmo ano, ele escreve o patético Testamento, que comprova a consciência trágica da sua ainda incipiente surdez.

15 abr 2021
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

16 abr 2021
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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