Olhos e ouvidos na percussão – filho

Fabio Mechetti, regente
Daniel Lemos, percussão
Sérgio Aluotto, percussão
Werner Silveira, percussão

RIMSKY-KORSAKOV
HAYDN
PECK
Sinfonia nº 1 em mi menor, op. 1
Sinfonia nº 103 em Mi bemol maior, "O rufar dos tambores"
The Glory and the Grandeur

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Realizou seus primeiros estudos em Percussão na Escola Municipal de Música de São Paulo, com Elizabeth Del Grande. Concluiu bacharelado pela Unesp com John Boudler, Carlos Stasi e Eduardo Gianesella. Como membro do grupo Piap, gravou o álbum Obras Brasileiras Inéditas para Percussão. Como timpanista da Amazonas Filarmônica participou de nove edições do Festival Amazonas de Ópera. Lecionou no Centro Cultural Cláudio Santoro e na Universidade do Estado do Amazonas, realizando concertos como diretor dos grupos de percussão dessas instituições. Aperfeiçoou-se em masterclasses com Vic Firth, Ney Rosauro, Eduardo Leandro, Christopher Lamb, Ricardo Bologna e Leigh H. Stevens. Daniel é músico Principal Assistente de Percussão na Filarmônica desde 2008.

Natural de Belo Horizonte, graduou-se em Percussão pela UFMG com Fernando Rocha. Estudou na Drummers Collective, Nova York, e teve aulas com Rubén Zuñiga, Eduardo Gianesella, Ricardo Bologna, Eduardo Leandro, John Rilley e Michael Lauren. Em 2004 foi selecionado no projeto Orquestra para Todos da Orquestra Sinfônica Brasileira. Na UFMG, participou da Orquestra e do Grupo de Percussão. Integrou a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Ouro Preto. Compositor e intérprete, gravou o álbum Incipit e atuou com diversos músicos brasileiros. Integra a Filarmônica desde 2008.

Werner Silveira graduou-se em Percussão em 2003 pela Universidade Federal de Minas Gerais sob orientação de Fernando Rocha. Foi professor e coordenador do Grupo de Percussão da Escola de Música do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado e coordenou o Departamento de Música dessa mesma instituição. Integrou a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e desde 2008 é membro da Filarmônica de Minas Gerais. Desenvolve o projeto Degustação Musical, um ciclo de palestras temáticas que tem como objetivo expandir e desenvolver nossas percepções pessoais e profissionais por meio da interação das artes, da história e da filosofia.

Programa de Concerto

Sinfonia nº 1 em mi menor, op. 1 | RIMSKY-KORSAKOV

Rimsky-Korsakov era o mais jovem compositor do Grupo dos Cinco, formado por alunos de Mily Balakirev e que buscavam criar uma música genuinamente russa. No primeiro encontro, Balakirev o designou para a difícil tarefa de compor uma sinfonia. Logo nas primeiras etapas do seu trabalho, Rimsky-Korsakov teve o olhar positivo dos colegas, que viram nele grande talento para a orquestração. A Sinfonia nº 1 em mi menor levou cerca de quatro anos para ser concluída e estreou em 1865, na Escola Gratuita de Música, sob a regência de Balakirev, com grande sucesso. O compositor foi chamado ao palco inúmeras vezes. A imprensa, de maneira geral, foi positiva, e César Cui escreveu um artigo extremamente favorável no Jornal de São Petersburgo, dizendo que o autor havia tido a honra de compor a primeira sinfonia russa. Na verdade, Anton Rubinstein já havia composto três, mas os membros do Grupo dos Cinco, rigorosos nacionalistas, não o consideravam um compositor digno de nota. Em 1884 Rimsky-Korakov revisou totalmente a obra.

Joseph Haydn, o grande clássico austríaco, considerado por muitos como pai do quarteto de cordas e da sinfonia, teve sua formação de músico estruturada em Viena, na Escola da catedral de Santo Estêvão, dos 10 aos 18 anos. Sua voz era admirável, assim como sua facilidade musical e dedicação. A partir de 1761, Haydn passou a servir à família Esterházy, vivendo no palácio e tendo uma orquestra à sua disposição. Em 1790, com a morte do príncipe Nicolau Esterházy, pôde ampliar o alcance de sua atuação e viajou principalmente para Londres, onde teve grande reconhecimento. As doze últimas sinfonias de Haydn, compostas e estreadas nessa capital, são chamadas "de Londres". A penúltima, Sinfonia nº 103 em Mi bemol maior, foi composta e estreada em 1795. Um curtíssimo mas expressivo efeito de tímpanos, duas vezes, no Adagio introdutório, deu o título a essa Sinfonia: Paukenwirbel, isto é, rufar dos tímpanos. Após a introdução sombria, o Allegro con spirito é uma dança com caráter de valsa. No Andante, popular e camponês, Haydn provavelmente bebeu na fonte croata, uma de suas referências de infância. Segue um delicioso Menuetto, e a Sinfonia termina com um Allegro con spirito, brilhante, em que Haydn utilizou novamente temática de origem camponesa.

Nascido em Detroit, Russel Peck formou-se na Universidade de Michigan, onde cursou mestrado e doutorado em Composição. Desenvolveu um estilo vigoroso e eclético, com leve influência das vanguardas e calcado na tradição, mesclando sua música à sonoridade pop do soul e do rock. O colorido reconhecido de sua orquestração não abre mão de uma escrita idiomática que potencializa a expressividade dos instrumentos em jogo. Tal domínio, aliado à fluente recepção de seu repertório, fez com que fosse executado por centenas de orquestras. The Glory and the Grandeur foi composta por solicitação da Greensboro Symphony. A apropriação de ritmos populares norte-americanos e o uso de escalas blues garantem à obra um ethos levemente nacionalista. A definição de localizar o conjunto de percussão à frente da orquestra – além de reafirmar a posição destacada do grupo solista – revela o cuidado, declarado pelo compositor, com a inserção da movimentação dos músicos no palco como elemento dramático da obra. Intenso e vibrante, o Concerto faz, do teatro, ambiente apropriado à construção de um espaço sonoro complexo, dentro do qual os sons se cruzam em múltiplos pontos, excitando a escuta do público.

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