Os primeiros cavalos de batalha

Fabio Mechetti, regente
Arnaldo Cohen, piano

|    Presto 2020

|    Veloce 2020

BEETHOVEN
BEETHOVEN
BEETHOVEN
Egmont: Abertura
Concerto para piano nº 2 em Si bemol maior, op. 19
Concerto para piano nº 1 em Dó maior, op. 15

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Graduado em piano e violino pela Escola de Música da UFRJ, Arnaldo Cohen conquistou por unanimidade o 1º Prêmio no Concurso Internacional Busoni, na Itália e, desde então, tem se apresentado como solista das mais importantes orquestras do mundo. Após mais de 20 anos em Londres, onde lecionou na Royal Academy of Music e no Royal Northern College of Music, transferiu-se para os Estados Unidos em 2004, tornando-se o primeiro brasileiro a assumir uma cátedra vitalícia na Escola de Música da Universidade de Indiana. Além de recitalista e concertista, transita também pelos domínios da música de câmara, tendo integrado durante cinco anos o prestigiado Trio Amadeus. Conhecido por sua técnica clara e exemplar, Cohen também gravou discos premiados e muito bem recebidos pela crítica, de compositores como Liszt, Brahms, Rachmaninov e uma abrangente coletânea de música brasileira para o selo sueco BIS.

Programa de Concerto

Egmont: Abertura | BEETHOVEN

A peça Egmont, de J. W. Goethe, tem como tema central a liberação política no século XVI, quando o conde Egmont lidera o povo flamengo em sua revolta contra a tirania espanhola sobre a região de Flandres. Terminou de ser escrita em 1787, quando Beethoven contava então com dezesseis anos. Foi durante esse seu período de adolescência que o jovem gênio teve contato com o trabalho de Goethe e outros autores alemães associados ao movimento literário Sturm und Drang, que valorizava os sentimentos e a originalidade em oposição ao formalismo cultuado anteriormente. A leitura de Goethe e Schiller, principalmente, canalizou aspirações artísticas de Beethoven para os ideais inflamados de liberação pessoal e revolução social. A força comunicativa dessas peças provocava intensa reação do público, e elas certamente tornaram-se modelos estéticos fundamentais para o jovem compositor, que visava ampliar o conteúdo emocional de suas obras. A música de Egmont, porém, só seria escrita anos mais tarde, para uma reapresentação vienense da peça, em maio de 1810. Compõe-se de nove números, incluindo duas canções para a heroína Clärchen. Raramente é executada integralmente; a Abertura, em compensação, tornou-se célebre e permanece obrigatória no repertório das grandes orquestras.

O Segundo Concerto foi crucial para afirmar Beethoven em Viena como instrumentista e como compositor: sua estreia se deu em 29 de março de 1795, no Burgtheater, tendo o autor como solista. Escrito nos moldes clássicos, bem à maneira dos concertos de Mozart, a obra, no entanto, já revela os contrastes e certos aspectos dramáticos que marcarão o Beethoven da fase seguinte. Embora estreado em Viena, apenas o último movimento (em que revela forte ascendência de Haydn) foi composto nessa cidade. Os dois primeiros datam de quando Beethoven ainda residia em Bonn. A cadência do primeiro movimento – de grande virtuosismo – foi composta bem depois do concerto propriamente dito: em caráter e estilo, ela já revela um Beethoven de fases posteriores, anunciando aquilo que assombraria o mundo.

Beethoven fixara-se em Viena aos 22 anos e, inicialmente, foi como pianista que ele se afirmou frente à sociedade vienense. Algumas obras dessa fase apresentam o jovem compositor buscando a admiração do público e de seus patronos. Os dois primeiros concertos para piano se incluem nesse propósito (e logo seriam julgados “ultrapassados” pelo próprio compositor). A publicação, em 1801, inverteu-lhes a ordem – o Concerto em Dó maior nº 1 foi o segundo concluído, e sua partitura já apresenta inegáveis detalhes beethovenianos. Beethoven tocou o Concerto nº 1 no Teatro Imperial de Viena, em 2 de abril de 1800; no mesmo programa, regeu a estreia de sua Primeira Sinfonia.

6 nov 2019
quarta-feira, 23h47

Sala Minas Gerais

31 jul 2020
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 06/11/2019 11:47 PM America/Sao_Paulo Os primeiros cavalos de batalha false DD/MM/YYYY