Reis e pastores

Fabio Mechetti, regente

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MOZART
MOZART
FERNANDEZ
FERNANDEZ
O rei pastor, K. 208: Abertura
Sinfonia nº 35 em Ré maior, K. 385, "Haffner"
Reisado do pastoreio
Sinfonia nº 2, "O caçador de esmeraldas"

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Programa de Concerto

O rei pastor, K. 208: Abertura | MOZART

Mozart compôs a partitura de O rei pastor em Salzburgo, quando tinha dezenove anos. Criada a partir do libreto de Pietro Metastasio, a ópera foi composta para a visita do Arquiduque Maximiliano Francisco, filho da Imperatriz Maria Teresa. A fábula gira em torno do pastor Aminta, que, ao se descobrir herdeiro legítimo do trono, se vê dividido entre amor e glória, entre os campos verdes e a pompa da corte. A estreia de O rei pastor ocorreu em 23 de abril de 1775, em Salzburgo.

Em 1776, Mozart recebeu de seu amigo Sigmund Haffner filho, a encomenda de uma obra para celebrar o casamento de sua irmã. O pai de Sigmund, além de respeitado negociante, havia sido prefeito de Salzburgo. Mozart compôs então uma serenata em oito movimentos (K. 250). Em julho de 1782, Sigmund Haffner filho era elevado à posição de Cavaleiro do Reino. Leopold Mozart escreveu ao filho transmitindo o pedido de Sigmund de uma nova serenata para essa ocasião. Wolfgang vivia em Viena e estava sobrecarregado de trabalho. Ainda assim, para não desapontar o pai, resolveu aceitar a encomenda, prometendo enviar a nova obra, parte por parte, assim que fosse sendo composta. Em dezembro, Mozart pediu ao pai que lhe enviasse o manuscrito da “nova sinfonia que compus para o Haffner.” Embora fosse originalmente pensada como música de divertimento, e composta com muita pressa, era de qualidade ímpar. A estreia se deu sob sua regência, em concerto beneficente promovido pelo próprio Mozart, no Burgtheater, em 23 de março de 1783, e foi um sucesso.

Lorenzo Fernandez, junto com Villa-Lobos e Francisco Braga, tornaram-se expoentes do nacionalismo e do modernismo brasileiros. Foi inclusive Braga quem regeu a estreia da suíte Reisado do Pastoreio, em três movimentos, de Lorenzo Fernandez. O Batuque final causou entusiasmo. É a peça mais conhecida desse compositor eclético que se dedicou a vários gêneros. Fernandez foi parceiro de Villa-Lobos em muitas atividades musicais e, se sua carreira não fosse inesperadamente interrompida aos cinquenta anos (na véspera de sua morte, fora muito aplaudido, ao reger um concerto na Escola Nacional de Música), Lorenzo Fernandez poderia ter tido destaque semelhante ao do amigo.

Apenas dois anos depois de concluir a sua Primeira Sinfonia, Lorenzo Fernandez concluiu a partitura de sua segunda obra sinfônica. O cunho programático da Sinfonia nº 2 se deve à inspiração no poema O caçador de esmeraldas, de Olavo Bilac. Os versos iniciais de cada parte da poesia estão previstos na partitura, servindo como referência de cada um dos movimentos. Em sua obra Música Erudita Brasileira: Gêneros e Formas, Sylvio Lago argumenta que, na estrutura, “o compositor não se afasta das fórmulas convencionais dos quatro movimentos, revelando-se um melodista original e demonstrando habilidade em converter o idioma nacional numa alta expressão artística de caráter universal”. Concluída próximo às comemorações do cinquentenário de Lorenzo Fernandez, a Segunda Sinfonia não chegou a ser executada durante a vida do compositor. Ele morreria em agosto do ano seguinte.

14 mai 2020
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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O programa deste concerto foi impresso em papel doado pela Resma Papeis.

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15 mai 2020
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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