Ritmos latino-americanos

Rossini Parucci, regente convidado

|    Concertos para a Juventude

KRIEGER
VILLA-LOBOS
FERNANDEZ
PIAZZOLLA
PIAZZOLLA
SORO
MÁRQUEZ
Abertura Brasileira
Bachianas Brasileiras nº 4: Danse (Miudinho)
Batuque
Adiós Nonino
As quatro estações portenhas: Primavera Portenha
Tres Aires Chilenos: Moderato – Allegro – Moderato
Danzón nº 2

Rossini Parucci, regente convidado

Natural de Londrina, Rossini Parucci é graduado em Música pela Arizona State University, Estados Unidos, e atualmente integra o naipe de Contrabaixos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Estudou composição e regência, técnica vocal e contrabaixo. Como regente, participou do Laboratório de 2018 e já esteve à frente do Madrigal de Londrina, Coral Viva Voz, All Saints Chamber Choir e Orquestra de Câmara Solistas de Londrina.

Programa de Concerto

Em sua adolescência, Villa-Lobos descobriu e fascinou-se pela música de Johann Sebastian Bach, encontrando nela algumas analogias com a música tradicional brasileira. Já mais maduro, em uma homenagem ao compositor barroco, Villa escreveu uma série de nove peças, que chamou de Bachianas Brasileiras, cobrindo um espectro que vai do instrumental solo à grande orquestra, passando também pela música de câmara. A Bachiana de número 4 foi originalmente concebida em 1939 para piano solo e orquestrada dois anos depois.

Lorenzo Fernandez, junto com Villa-Lobos e Francisco Braga, tornaram-se expoentes do nacionalismo e do modernismo brasileiros. Foi inclusive Braga quem regeu a estreia da suíte Reisado do Pastoreio, em três movimentos, de Lorenzo Fernandez. O Batuque final causou entusiasmo. É a peça mais conhecida desse compositor eclético que se dedicou a vários gêneros. Fernandez foi parceiro de Villa-Lobos em muitas atividades musicais e, se sua carreira não fosse inesperadamente interrompida aos cinquenta anos (na véspera de sua morte, fora muito aplaudido, ao reger um concerto na Escola Nacional de Música), Lorenzo Fernandez poderia ter tido destaque semelhante ao do amigo.

Composta em 1942, Tres aires chilenos marca, com a Suite en estilo antiguo, de 1943, o fim da vida composicional de Enrique Soro. Estreada no mesmo ano de sua criação, a obra inspira-se na famosa cueca – conjunto de danças e estilos musicais da região dos Andes – Ciento veinticinco pesos, mantendo a métrica característica e importando seus padrões rítmicos e melódicos. A clareza musical deixa transparecer o material folclórico, e cada aire traça um ambiente independente. O primeiro mescla o sentimental com certa alegria cadenciada; o segundo apresenta doces recitativos preparatórios de uma euforia subsequente; e o último retrata a vivacidade da dança chilena. Obra que figura entre as mais aclamadas e bem recebidas de Soro, Tres aires chilenos é uma das poucas em seu repertório que fazem alusão direta à cultura regional. Tornou-se um de seus trabalhos mais populares e duradouros, representando um marco na música orquestral de seu país.

Na década de 1990, Arturo Márquez embarca em uma viagem à cidade mexicana de Veracruz acompanhado pelo pintor Andrés Fonseca e pela dançarina Irene Martínez. Os amigos, dois apaixonados por girar pelos salões, introduzem Márquez à música de baile, principalmente ao danzón – o ritmo tem seu berço em Cuba, mas é parte importante do folclore de Veracruz. De lá pra cá, o compositor escreveu oito danzones, tendo o segundo deles se tornado um clássico moderno da música orquestral latino-americana. Sobre a obra, Márquez disse: “Estava fascinado, e comecei a entender que a leveza aparente do danzón é apenas um cartão de visitas para um tipo de música cheia de sensualidade e seriedade, um gênero que as pessoas mais antigas do México seguem dançando com um toque de nostalgia, como uma fuga eufórica em direção a seu próprio mundo emocional. (...) O Danzon nº 2 é um tributo ao ambiente que sustenta o gênero. Ele se esforça para chegar o mais perto possível da dança, de suas melodias nostálgicas, de seu ritmo selvagem”.

14 abr 2019
domingo, 11h00

Sala Minas Gerais
concerto gratuito

Retirada antecipada*: a partir do dia 9 de abril, às 12h, apenas na bilheteria da Sala Minas Gerais.
Retirada no dia da apresentação*: 300 ingressos serão distribuídos na manhã do concerto, a partir das 9h, na bilheteria da Sala Minas Gerais.
* Limitada a 4 ingressos por pessoa.

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