Românticos ainda que tardios

Marcos Arakaki, regente
Vladimir Feltsman, piano

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MIRANDA
GRIEG
FRANCK
Suíte Festiva
Concerto para piano em lá menor, op. 16
Sinfonia em ré menor

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com artistas de renome, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, entre outros. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi Regente Titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Nos últimos anos, Arakaki tem contribuído de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de 70 cidades brasileiras.

O pianista e regente Vladimir Feltsman é um dos músicos mais versáteis e engajados de nosso tempo. Seu vasto repertório engloba a música do Barroco ao século XXI. Ele tem se apresentado com todas as grandes orquestras norte-americanas e nos mais prestigiosos palcos e festivais ao redor do mundo. Um educador dedicado de jovens músicos, Feltsman detém a Distinguished Chair de professor de Piano na Universidade do Estado de Nova York (SUNY), em New Paltz, e é membro da Faculdade de Piano do Mannes College of Music, na cidade de Nova York. Seu mais recente projeto, Masterpieces of the Russian Underground [Obras-primas do Underground Russo, em livre tradução], revela um panorama da música russa contemporânea por meio de uma pesquisa sem precedentes de peças para piano e de câmara escrita por 14 compositores diferentes, desde Shostakovich aos dias atuais. Em janeiro de 2003, Masterpieces... foi apresentado com grande êxito pela Sociedade de Música de Câmara do Lincoln Center, prestigiosa organização nova-iorquina.

Programa de Concerto

Suíte Festiva | MIRANDA

Ronaldo Miranda nasceu no Rio de Janeiro, em 1948. Estudou Composição com Henrique Morelenbaum e Piano com Dulce de Saules, na Escola de Música da UFRJ. Começou sua carreira como crítico de música do Jornal do Brasil e intensificou seu trabalho como compositor a partir de 1977, quando obteve o 1º Prêmio no Concurso de Composição para a II Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Sala Cecília Meireles, na categoria de música de câmara. Recebeu vários prêmios em concursos brasileiros de composição, bem como o Troféu Golfinho de Ouro (1981), o Prêmio APCA (1982, 2006 e 2013) e o Troféu Carlos Gomes (2001). Suíte Festiva estreou em novembro de 1997 no Concerto de Louvação, realizado na Sala Cecília Meireles, com a Orquestra Sinfônica Brasileira e sob a regência de Roberto Tibiriçá. Ao lado de composições de Korenchendler, Almeida Prado, Tacuchian e Krieger, Suíte Festiva homenageou a vinda ao Brasil do Papa João Paulo II. Comissionada pela Prefeitura do Rio de Janeiro para a ocasião, a suíte se divide em três partes, Entrata, Sombras e Luzes e, por fim, Tocata.

Numa carta aos pais, escrita em Roma em 1870, Grieg narra o episódio em que ele mostra a Franz Liszt seu Concerto para piano: “estávamos curiosos para ver se ele seria capaz de tocar meu concerto à primeira vista. Por mim, achava isso impossível. Liszt era de outra opinião. E pôs-se a tocar. Ao terminar, pôs-se de pé, afastou-se e, em grandes passadas pela sala, vociferava: ‘Sol, sol e não sol sustenido!’ E então, como entre parênteses, baixinho: ‘Smetana trouxe-me recentemente qualquer coisa nesse gênero’. Por fim, devolvendo-me o trabalho, disse-me com aquele seu modo estranho e profundo: ‘Continue assim, é o que lhe digo; você possui as qualidades necessárias ; não se deixe amedrontar’”. O episódio revela pontos cruciais acerca dessa obra fundamental tanto da literatura pianística quanto do universo sinfônico. Em primeiro lugar, a grande bravura técnica que demanda do intérprete. Em segundo, a inserção de Grieg em um braço do Romantismo que se volta para origens nacionais, como uma busca por novos materiais expressivos para embasar expressões artísticas individuais. Por fim, as proféticas palavras de Liszt, que posicionam Grieg em um lugar importante da Música Ocidental, para além do próprio movimento romântico. O opus 16 foi a obra que mais contribuiu para o reconhecimento de Edvard Grieg. Formalmente, o Concerto em lá menor não traz grandes novidades, mas ele se destaca na riqueza de seu trabalho melódico e harmônico e em uma rítmica viva, como a do terceiro movimento, onde se observa sua relação com o folclore e, nela, seu próprio caminho de expressão pessoal.

Como organista de igreja, César Frank levava uma vida metódica. Profundamente religioso, exercia seu trabalho como uma missão. Aos cinquenta anos, foi nomeado professor de órgão pelo Conservatório de Paris, onde suas aulas acabaram se transformando em verdadeiras classes de composição para uma geração de alunos que o adoravam. Era o começo de um reconhecimento público tardio e que só se consolidou após sua morte. Por longo tempo condenado à obscuridade, Franck tornou-se extremamente meditativo, meticuloso e exigente como compositor. Em seus últimos anos, dedicava-se de cada vez a um gênero para, nele, lapidar apenas uma e definitiva obra prima. Assim surgiram várias obras decisivas, inclusive a Sinfonia em ré menor, que marca um ponto culminante na renovação da música orquestral francesa do final do século XIX.

11 abr 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

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12 abr 2019
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

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