Saxofone em destaque

Roberto Tibiriçá, regente convidado
Steven Banks, saxofone

|    Allegro

|    Vivace

T. YOSHIMATSU
VILLA-LOBOS
TCHAIKOVSKY
Concerto para saxofone soprano, op. 93, “Albireo Mode”
Fantasia para saxofone soprano e orquestra
Sinfonia nº 4 em fá menor, op. 36

Roberto Tibiriçá, regente convidado

Roberto Tibiriçá recebeu orientações de Guiomar Novaes, Magda Tagliaferro, Dinorah de Carvalho, Nelson Freire, Gilberto Tinetti e Peter Feuchwanger. Foi discípulo do maestro Eleazar de Carvalho. Já atuou como regente assistente no Teatro Nacional de São Carlos, em Portugal, e diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira. Também foi diretor artístico e regente titular da Petrobras Sinfônica, Sinfônica de Campinas e da Filarmônica de São Bernardo do Campo. Atuou como diretor artístico da Sinfônica Heliópolis/Instituto Baccarelli e regente titular da Sinfônica de Minas Gerais e da Orquesta Sinfónica del Sodre, no Uruguai. Na Petrobras Sinfônica, teve iniciativas elogiadas para divulgação e estímulo à música brasileira, como concertos com repertório de compositores nacionais contemporâneos e concursos para jovens solistas, regentes e compositores. Há alguns anos é convidado para o Festival Villa-Lobos, na Venezuela, regendo concertos com a Orquestra Simón Bolívar.

Uma das vozes emergentes no cenário da música norte-americana, Steven Banks foi o primeiro saxofonista a conquistar o prêmio principal da Young Concert Artists, em 2019. Formado pela Universidade de Indiana, possui especialização em estudos de jazz pela mesma instituição e é Mestre em Música pela Northwestern University. Como solista, esteve em diversos festivais nos Estados Unidos, além de acumular performances com as orquestras de Cleveland e do Colorado. Reconhecido por ser um artista empenhado em repensar e expandir os limites da música clássica, Banks defende mais diversidade e inclusão como forma de superar o preconceito institucionalizado contra mulheres e pessoas não brancas no meio artístico. Em 2022, foi agraciado com o Avery Fisher Career Grant, iniciativa vinculada ao Lincoln Center for the Performing Arts que busca assistir artistas com grande potencial para carreira solo.

Programa de Concerto

Concerto para saxofone soprano, op. 93, “Albireo Mode” | T. YOSHIMATSU

Considerado um dos mais importantes compositores japoneses vivos, Takashi Yoshimatsu destaca-se pelo seu apreço à estética do neorromantismo, que ele combina de maneira singular com influências da música tradicional de seu país, do jazz e do rock progressivo. Em 1994, Yoshimatsu escreveu seu primeiro concerto para saxofone, intitulado Cyber-bird, e o dedicou ao conterrâneo Nobuya Sugawa. Anos mais tarde, Sugawa o procurou novamente para que considerasse a ideia de um novo concerto, desta vez para sax soprano. Yoshimatsu embarcou, então, na composição de uma peça que fizesse contraponto ao “movimentado” Cyber-bird, ressaltando uma faceta mais “calma” do instrumento. Assim nasceu Albireo Mode, cujo nome é inspirado em uma estrela binária da constelação de Cygnus (Cisne). Segundo Yoshimatsu, seu objetivo era acentuar dois pares de características opostas e complementares do saxofone soprano. Por isso, cada estrela representa um movimento do concerto: o primeiro, “Topaz”, remete ao brilho amarelado da primeira estrela, simbolizando a tranquilidade e a beleza; o segundo, “Sapphire”, remete ao brilho azul-esverdeado da segunda, simbolizando o calor e a profundidade.

A primeira vez que Villa-Lobos utilizou o saxofone em uma de suas composições foi no ano de 1912, na marcha Pro-pax. Desde então, o instrumento virou presença recorrente nas suas criações, aparecendo, por exemplo, em seis números da sua série de Choros e também na Bachianas Brasileiras nº 2 (inclusive, a primeira obra de câmara brasileira que traz o saxofone é o Sexteto místico, escrita por Villa-Lobos em 1927). A Fantasia para saxofone é de 1948, mas só foi estreada três anos depois, com a Orquestra de Câmara do MEC, sob regência do próprio Villa-Lobos, e com Waldemar Szpilman como solista. O sax é acompanhado pelas cordas e por três trompas. A peça se tornou a mais popular de todo o mundo para o saxofone soprano e, através dela, é possível conhecer um pouco da riqueza e originalidade características do universo sonoro de Villa-Lobos.

A composição da Sinfonia nº 4 está intimamente ligada ao aparecimento de Nadezhda von Meck na vida de Tchaikovsky. Musicista amadora e excelente administradora, mantinha um grupo de artistas à sua disposição. Em 1876, encomendou a Tchaikovsky uma peça para violino e piano. Nascia aí um amor platônico e obsessivo e um caso duradouro de mecenato. Madame von Meck depositava mensalmente uma soma considerável de rublos para o compositor, destinada a liberá-lo de dar aulas para sobreviver, dedicando-se inteiramente à composição e às viagens. Os dois trocaram mais de mil cartas e a única imposição feita por von Meck foi a de que nunca se encontrassem pessoalmente. Os primeiros esboços da Quarta Sinfonia datam de fevereiro de 1877. Na época, além de ocupado com a composição da ópera Eugene Onegin, Tchaikovsky embarcara em um casamento desastrado com sua antiga aluna Antonina Miliukova. A orquestração dos três primeiros movimentos foi concluída em Veneza, no mesmo ano. A conclusão de seu amado opus 36 viria no dia 7 de janeiro de 1878, em San Remo. Considerada pelo compositor como uma de suas melhores obras, a Sinfonia nº 4 foi naturalmente dedicada a Mme. von Meck.

9 nov 2023
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

10 nov 2023
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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