Um lírico recomeço – filho

Fabio Mechetti, regente
Neto Bellotto, contrabaixo

SCHUBERT
BOTTESINI
BEETHOVEN
Rosamunda: Abertura, D. 644
Concerto para contrabaixo nº 1 em fá sustenido menor
Sinfonia nº 5 em dó menor, op. 67

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Um dos principais nomes da nova geração de contrabaixistas brasileiros, Neto Bellotto desenvolve um importante papel na literatura do instrumento por meio de seu trabalho como instrumentista, arranjador e compositor. Neto é instrumentista da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2010 e, a partir de 2016, seu Principal Contrabaixo. Como solista, executou, com a Filarmônica, Carmen Fantasy, de Frank Proto; Concerto nº 2 e Grand Duo Concertante, de Giovanni Bottesini, esta última com o violinista Rommel Fernandes. Com outras orquestras brasileiras foi solista em Elegia e Tarantella, de Bottesini, e nos concertos para contrabaixo de Deagonetti e Koussevitzky.   É fundador, diretor artístico, arranjador e membro do inusitado Quintetto di Contrabbassi – DoContra (Contro corrente). O refinadíssimo quinteto de virtuoses do instrumento apresenta uma novíssima releitura de obras do repertório clássico e popular brasileiro, de Villa-Lobos, Tom Jobim, Edu Lobo, Chico Buarque, Roberto Menescal, entre outros. O grupo lançou recentemente seu primeiro álbum, Paraíso, dedicado ao cantor e compositor brasileiro Flavio Venturini, sendo a canção de abertura, Suíte Venturini, uma composição de Bellotto dedicada ao amigo. Neto se apresenta com grandes nomes brasileiros, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Edu Lobo, Alceu Valença, Tavinho Moura e Leila Pinheiro. Como arranjador, é parceiro do grupo Skank. Em seus estudos, foi orientado por Pedro Gadelha, Ana Valéria Poles, Sérgio de Oliveira e Fábio Calvazara Júnior. Foi aluno da Academia de Música da Osesp e Primeiro Contrabaixo das sinfônicas de Heliópolis e de Bragança Paulista e da Orquestra Jovem de Atibaia.

Programa de Concerto

Rosamunda: Abertura, D. 644 | SCHUBERT

Quase dois séculos se passaram após a morte de Schubert, e inúmeras questões sobre seu repertório permanecem sem resposta. Peça fundamental do repertório sinfônico ocidental, a Abertura Rosamunda se confunde com outra obra de mesmo nome assinada por Schubert. A partitura em questão foi composta entre abril e agosto de 1820, em Viena, para a peça A harpa encantada, brevemente encenada em agosto, gerando críticas negativas e elogios mistos para Schubert. Uma outra Rosamunda, desta vez a D. 797 serviu como abertura para a ópera Alfonso e Estrella.

Por mais notável que tenha sido sua contribuição como diretor do Conservatório de Parma (onde ficou até sua morte), é no contrabaixo que encontramos a célebre contribuição de Giovanni Bottesini. Admirado por seus contemporâneos, Bottesini encontrou em seu Primeiro Concerto a medida perfeita entre o virtuosismo e suas constantes visitas ao fosso de orquestra no papel de regente. Ainda que seja mais do que um hábil exercício de instrumento, o Concerto para contrabaixo nº 1 em fá sustenido menor é também uma obra de superlativos: é, certamente, a última e mais madura, longa e difícil composição para contrabaixo do compositor italiano. Depois de ter sido tocada em Lausanne e Baden-Baden pelo próprio Bottesini em 1878, a peça desapareceu das programações das salas de concertos por mais de cem anos, devido aos altos requisitos técnicos que ela demanda.

Embora os muitos esboços da Quinta Sinfonia datem já do início de 1804, Beethoven trabalhou assiduamente na obra apenas em 1807 e terminou a composição no início de 1808. Foi executada, pela primeira vez, no dia 22 de dezembro de 1808, no Theater an der Wien, por um grupo de músicos recrutados para a ocasião, sob a regência do próprio Beethoven. Nesse célebre concerto em que foram estreadas várias obras importantes e longas, Beethoven ainda sentou-se ao piano para uma série de improvisações.

Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 05/03/2021 8:30 PM America/Sao_Paulo Um lírico recomeço – filho false DD/MM/YYYY