Um pé na Rússia e outro no jazz

Fabio Mechetti, regente
Maja Bogdanovic, violoncelo

|    Allegro

|    Vivace

STRAVINSKY
RIMSKY-KORSAKOV
GULDA
Canto Fúnebre, op. 5 (Em memória a Rimsky-Korsakov)
Sinfonia nº 2 em fá sustenido menor, op. 9, "Antar"
Concerto para violoncelo e orquestra de sopros

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

O violoncelo entrou na vida de Maja Bogdanovic ainda cedo, como aluna de Nada Jovanovic. Na juventude, Maja se mudou de Belgrado, na Sérvia, para a França, onde concluiu graduação e pós-graduação no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris. Os estudos das músicas de câmara e contemporânea ocupam um importante marco na trajetória da violoncelista. No universo camerístico, Bogdanovic atua regularmente no Festival de Música de Câmara de Kuhmo, na Finlândia, e em teatros de Paris, Amsterdam, Munique e Düsseldorf. Suas gravações recentes de autores do século XX incluem composições para violoncelo e piano por Glière e Rachmaninov, e outras produções com os selos Lyrinx e Nimbus.

Programa de Concerto

Canto Fúnebre, op. 5 (Em memória a Rimsky-Korsakov) | STRAVINSKY

Tocada pela primeira e última vez em 1909, julgava-se que a partitura estivesse perdida, muito provavelmente destruída em razão da Revolução Russa. No livro Memórias e Comentários [Memories and Commentaries], Robert Craft coleta um significativo relato do compositor russo Igor Stravinsky: “O Canto Fúnebre para instrumentos de sopro que compus na memória de Rimsky[-Korsakov] foi ouvido em um concerto regido por [Felix] Blumenfeld em São Petesburgo, logo após a morte de Rimsky. Eu me lembro da peça como o melhor dos meus trabalhos antes de O pássaro de fogo, e o mais avançado em harmonia cromática. As partes orquestrais devem ter sido preservadas em alguma das bibliotecas da Orquestra de São Petesburgo. Eu gostaria que alguém em Leningrado procurasse as partes, porque eu próprio tenho curiosidade de ver o que estava compondo logo antes d’O pássaro de fogo”. Natalia Braginskaya, musicóloga russa especialista em Stravinsky, empreendeu diversas buscas, sem sucesso. Somente na primavera de 2015, mais de cinco décadas depois da declaração de Stravinsky, o manuscrito foi finalmente encontrado, quando a biblioteca do Conservatório de São Petesburgo teve de ser esvaziada para uma reforma.

A primeira tentativa de Nikolai Rimsky-Korsakov de incorporar a música do oriente em suas obras foi em Antar. Seu amigo Alexander Borodin emprestou-lhe um volume francês de melodias árabes coletadas em Argel, capital da Argélia. O resultado é uma obra programática que relata figura heroica de Antar, em sua viagem por um mundo repleto de maravilhas lendárias. Orgulhoso de seu, de certo modo, ineditismo em usar “detalhes e floreios orientais”, Rimsky-Korsakov repetiria o feito anos mais tarde em Sheherazade, op. 35.

Com uma profunda antipatia por autoridades, o “pianista terrorista”, como era chamado Fredrich Gulda, frequentemente se recusava a receber medalhas e reconhecimentos, realizava mudanças de última hora nos programas e, até mesmo, chegou a forjar a própria morte para ver que tipo de obituários seriam escritos sobre ele. Por um lado, Gulda foi um dos mais respeitados pianistas clássicos da história recente. Por outro, um importante compositor que cultivava interesse e parcerias no jazz. Toda essa dicotomia pode ser percebida em algumas de suas composições. Seu trabalho mais celebrado, o Concerto para violoncelo e orquestra de sopros, é o perfeito exemplo. Composta para o violoncelista Heinrich Schiff em 1980, o trabalho teve sua estreia em 1981 no Konzerthaus, em Viena, com instrumentista e compositor atuando respectivamente como solista e regente. Logo no primeiro movimento, o que conhecemos é uma obra desafiadora para o músico, não somente pelas dificuldades técnicas envolvidas, como também pelo ritmo empregado. Deve ser tocada com precisão pelo solista, sem vibrato.

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30 mai 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

|    mais informações sobre ingressos

31 mai 2019
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

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