Uma homenagem a Lalo

Fabio Mechetti, regente
Maja Bogdanovic, violoncelo

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LALO
LALO
RACHMANINOV
Le Roy d'Ys: Abertura
Concerto para violoncelo em ré menor
Sinfonia nº 3 em lá menor, op. 44

Fabio Mechetti, regente

Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde a sua fundação, em 2008, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde esteve quatorze anos à frente da Sinfônica de Jacksonville, foi regente titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane e conduz regularmente inúmeras orquestras. Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela realizou concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Conduziu as principais orquestras brasileiras e também em países da Europa, Ásia, Oceania e das Américas. Em 2014, tornou-se o primeiro brasileiro a ser Diretor Musical de uma orquestra asiática, com a Filarmônica da Malásia. Mechetti venceu o Concurso de Regência Nicolai Malko e é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School.

O violoncelo entrou na vida de Maja Bogdanovic ainda cedo, como aluna de Nada Jovanovic. Na juventude, Maja se mudou de Belgrado, na Sérvia, para a França, onde concluiu graduação e pós-graduação no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris. Os estudos das músicas de câmara e contemporânea ocupam um importante marco na trajetória da violoncelista. No universo camerístico, Bogdanovic atua regularmente no Festival de Música de Câmara de Kuhmo, na Finlândia, e em teatros de Paris, Amsterdã, Munique e Düsseldorf. Suas gravações recentes de autores do século XX incluem composições para violoncelo e piano por Glière e Rachmaninov, e outras produções com os selos Lyrinx e Nimbus.

Programa de Concerto

Le Roy d'Ys: Abertura | LALO

A ópera mais conhecida de Édouard Lalo é inspirada na lenda de Ys, uma cidade mítica da região da Bretanha que teria sido engolida pelas ondas do mar. Lalo começou a compô-la em 1875 e finalizou uma primeira versão em 1881. Porém, essa versão foi recusada por todos os teatros franceses para os quais foi oferecida, o que obrigou o compositor a se dedicar a outras peças nos anos que se seguiram. Apesar disso, o desejo de montar Le Roi d’Ys nunca o abandonou, e, em 1888, Lalo finalmente conseguiu estreá-la no Opéra-Comique, em Paris. Foi um sucesso absoluto, e também o último trabalho relevante da carreira de Lalo, que compôs apenas mais duas obras depois, vindo a falecer quatro anos após a tão aguardada estreia. Le Roi d’Ys deu a Lalo o reconhecimento com que ele sempre sonhou, e a Abertura tornou-se o seu movimento mais executado, capaz de evocar o espírito aventureiro dos melhores romances de capa e espada que tanto faziam sucesso na época.

Édouard Lalo nasceu em Lille, no norte da França, em uma família de origem espanhola, o que, junto aos seus anos de formação, impactou imensamente a estética que desenvolveria. O estilo de Lalo, elogiado por contemporâneos como Fauré, Chausson, Chabrier e o jovem Debussy, marca-se também por características típicas da tradição francesa: a clareza das ideias e das formas, a leveza de expressão e a nitidez do colorido orquestral. Além de uma sinfonia e de obras concertantes, Lalo compôs três belos trios com piano (um quarteto, um concerto para violino e outro para violoncelo), peças que ocupam lugar permanente no repertório dos instrumentistas de cordas. Nesse conjunto, destaca-se o Concerto para violoncelo em ré menor, de 1876. Magistralmente escrito para o instrumento solista, utilizando com propriedade seus recursos técnicos, o Concerto caracteriza-se pela riqueza dos temas melódicos, pelos ritmos vivos de inspiração ibérica e por uma orquestração transparente que nunca ofusca o solista.

A Sinfonia nº 3 em lá menor foi composta por Rachmaninov após sua primeira viagem aos Estados Unidos, em 1909. A obra foi estreada em novembro de 1936, na Filadélfia, sob a regência de Leopold Stokowski. Ela é bastante demonstrativa do estilo final de Rachmaninov, quando sua linguagem, mantendo-se sempre pessoal e anacronicamente romântica, entretanto se moderniza pela ciência dos timbres orquestrais e pelo senso admirável dos detalhes. A Sinfonia divide-se em três movimentos e utiliza uma orquestra muito grande. No entanto, o compositor priorizou a diversificação das sonoridades sobre os efeitos de massa. Desde a primeira apresentação, em 1901, com o próprio compositor ao piano, a obra obteve enorme sucesso, marcando o início de um novo e frutuoso período criativo. A partir de sua Terceira Sinfonia, Rachmaninov fez muitas e extensas turnês, temporadas na Alemanha e na Itália, consolidando a reputação de pianista inigualável, o Liszt do século que se iniciava.

15 jun 2023
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

16 jun 2023
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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