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Allegro
Vivace
Ensaio

Allegro 9 & Vivace 9

classificação etária: 7 anos | duração: 105 min

20 Nov, Qui - 20h30
21 Nov, Sex - 20h30
Sala Minas Gerais

Foto: Vern Evans
Foto: Christian Perona

ingressos

concertos
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ensaio aberto:
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Completando 35 anos como Diretor Musical da Pacific Symphony em 2025, Carl St. Clair é responsável por transformar esta orquestra em um dos principais conjuntos sinfônicos dos Estados Unidos. Em 2018, conduziu a Pacific Symphony em sua estreia no Carnegie Hall e

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O envolvimento de Alma com a música começou em seu estado natal, Maryland, nos Estados Unidos. Primeiro através do violino, quando tinha seis anos de idade, e depois com a trompa, aos doze, sob orientação de Olivia Gutoff. De 2002 a 2006, estudou com Jerome Ashby no Curtis Institute of Music

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OBRAS

Com um trabalho que busca inspiração no divino e no natural, mas também é profundamente sensível às questões sociais de seu tempo, o compositor norte-americano John Wineglass consolidou sua carreira como autor de trilhas sonoras para programas de TV antes de se dedicar com mais exclusividade à música de concerto. Sua produção recente assume um nítido engajamento político, confrontando o racismo e as injustiças perpetradas historicamente contra a população negra dos Estados Unidos. Ora pelo lamento, ora pelo tributo, a música de Wineglass convoca a atenção do ouvinte para o que lhe é mais urgente e doloroso, mas também oferece, na maioria dos casos, um feixe de esperança rumo a dias melhores.

 

Alone Together não foge à regra. Composta em 2021, durante o contexto de isolamento social decorrente das ações de combate à pandemia de Covid-19, a obra reflete, estrutural e emocionalmente, as particularidades daqueles “Estranhos tempos pandêmicos” (título de seu primeiro movimento). Orquestrada para percussão, harpa e cordas – ou seja, sem os instrumentos de sopro –, ela abre de modo atordoado, com mudanças constantes de tonalidade, causando a sensação de desestabilidade. Ao final, já no segundo movimento, encontramos um respiro, uma mensagem de que podemos sair da situação catastrófica mais fortes e unidos.

 

Fruto de uma comissão conjunta da Orquestra de Câmara de San Jose, da Filarmônica de Fresno, da Pacific Symphony e da Sinfônica de Monterey, Alone Together foi estreada em 25 de maio de 2021, em um concerto virtual realizado pela Pacific Symphony, sob a regência de Carl St. Clair. A data marca o primeiro aniversário de morte de George Floyd, homem negro assassinado violentamente durante uma abordagem policial nos Estados Unidos. 

 

Texto por Igor Lage.

Herdeiro direto da tradição romântica de Tchaikovsky, Borodin e Glazunov, Reinhold Glière foi um dos mais aclamados compositores russos da primeira metade do século XX, tendo recebido as principais honrarias artísticas do Comitê Central soviético. Nascido em Kiev, foi professor no Conservatório de Moscou e escreveu mais de 500 obras, a grande maioria pouco conhecida no Ocidente. Seus balés A Papoula Vermelha (1927) e O Cavaleiro de Bronze (1948) são considerados marcos fundamentais da escola de dança soviética, e muitas de suas partituras demonstram um apreço pela música folclórica do Leste Europeu e da Ásia Central, como a ópera Shakh-Senem (1934).

 

O Concerto para trompa foi escrito por Glière já na maturidade, em 1950, e segue uma tendência do compositor de se dedicar a instrumentos que nem sempre ocupam o papel de solista diante da orquestra – ele também compôs concertos para harpa e para voz soprano coloratura. A obra nasceu de um pedido de Valery Polekh, ilustre trompista do Teatro Bolshoi, a quem a partitura é dedicada.

 

No que concerne à forma e à duração, o Concerto é bastante tradicional e, justamente por isso, funciona como uma excelente demonstração do escopo musical da trompa moderna. Seus temas enérgicos pedem grande expressividade do solista, que tem aqui a oportunidade de demonstrar todo o seu domínio do instrumento, especialmente na longa cadência do primeiro movimento, escrita pelo próprio Polekh. Ao longo da obra, podemos notar também o lirismo herdado por Glière dos grandes mestres do romantismo russo, elegantemente aplicado ao Concerto. O encerramento se dá com um rondó à moda eslava, no qual a trompa brilha em definitivo, alternando momentos de técnica veloz com a condução de belas melodias.

 

Texto por Igor Lage.

Das sete sinfonias escritas por Prokofiev, a Primeira e a Quinta são as mais populares. A Sinfonia nº 5, composta em 1944, foi estreada em Moscou, a 13 de janeiro de 1945, sob a regência do próprio compositor. Segundo Sviatoslav Richter, pianista russo que a assistira na ocasião, a obra demonstrava um estado de plena maturidade interior, como se Prokofiev olhasse “do alto para a própria vida e para tudo o que aconteceu”. De fato, a Quinta marcava um momento importante para o seu criador: era o seu retorno ao gênero sinfônico depois de 16 anos, e a primeira sinfonia que escrevia em sua terra natal desde a Primeira, datada de 1917.

 

Quando Prokofiev voltou por definitivo à União Soviética, em 1936, após quase duas décadas vivendo no estrangeiro, viu seu estilo de composição sofrer uma transformação considerável, passando a se inspirar cada vez mais na força melódica autêntica do seu país. “O ar forasteiro não se casa com a minha inspiração, porque eu sou russo, e a coisa pior para um homem como eu é viver no exílio”. Esse regresso se desdobrou, assim, em um retorno às raízes musicais de sua juventude, na qual demonstrara amar profundamente a música do período Clássico, que tomava como exemplo de clareza e sofisticação.

 

Simples, sem ser simplista, a Quinta Sinfonia demonstra perfeitamente essa nova fase de Prokofiev, pelo predomínio do elemento melódico, pela transparência na orquestração e pela nitidez da forma. Se os movimentos lentos – o primeiro, “Andante”, e o terceiro, “Adágio” – se vestem de uma ternura elegíaca e de introspecção, os allegros que definem os outros dois movimentos refletem o puro humor advindo de Haydn. Desse contraste, sem dores nem tristezas, nasceu uma das obras mais célebres da música soviética, definida pelo compositor como o “canto ao homem livre e feliz, à sua força, à sua generosidade e à pureza de sua alma”.

 

Texto adaptado de nota de programa de Marcelo Corrêa.

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– Texto original: https://filarmonica.art.br/obras/sinfonia-no5-prokofiev/


O regente norte-americano Carl St. Clair volta aos palcos da Sala Minas Gerais para conduzir a nossa Orquestra em um programa de grande diversidade e beleza. Nossa trompista principal, Alma Maria Liebrecht, nos ajuda a celebrar os 150 anos de Glière executando o seu virtuosístico Concerto para o instrumento.