Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência, garantindo segurança e acessibilidade.
Também podemos usar cookies de terceiros para recomendações e publicidade personalizada.
Ao clicar no botão, você aceita todos os cookies.
Para mais informações, consulte nossa Política de Privacidade em fil.mg/lgpd ou escreva para [email protected].


Presto
Veloce
Ensaio

Presto 5 & Veloce 5

classificação etária: 7 anos | duração: 110 min

24 Jul, Qui - 20h30
25 Jul, Sex - 20h30
Sala Minas Gerais

Foto: Peter Adamik

ingressos

concertos
📅 adicionar à sua agenda
ensaio aberto:

Concertos Comentados às 19h30, no foyer do segundo andar.


Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde a sua fundação, em 2008, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde e

...
LEIA MAIS

Fabio Martino é um dos principais nomes da nova geração de pianistas brasileiros. Radicado na Alemanha, apresenta-se regularmente com orquestras dos dois países. Conquistou mais de 20 primeiros prêmios em competições internacionais, incluindo o Concurso Internacional BNDES de Piano em 2011

...
LEIA MAIS
OBRAS

Em 1881, o jovem compositor niteroiense Leopoldo Miguéz, filho de pai espanhol e mãe brasileira, decide abandonar a sua bem-sucedida loja de pianos no Rio de Janeiro para passar um período na Europa aperfeiçoando-se como músico. Três anos depois, Miguéz retorna ao Brasil com o intuito de promover a chamada “música do futuro”, égide carregada por Berlioz, Wagner e Liszt e da qual se tornou defensor convicto. Sua mente aberta e progressista o fez defensor também dos ideais republicanos, que levariam ao paulatino enfraquecimento político do Império e, em 1889, à proclamação da então denominada República dos Estados Unidos do Brasil.

 

Em 1890, após vencer o concurso de composição do Hino à Proclamação da República com o letrista Medeiros e Albuquerque, Miguéz escreveu Ave, Libertas!, uma magnífica obra orquestral em comemoração ao primeiro aniversário da República e dedicada ao Marechal Deodoro da Fonseca. A estreia ocorreu em 15 de novembro do mesmo ano. Com sua verve inegavelmente patriótica e influências da música germânica do período, a ave da liberdade simbolizada por Miguéz abriu as asas sobre a aurora do nacionalismo e o início do modernismo musical brasileiro, arquitetando uma visão otimista sobre o progresso.

 

Brilhante orquestrador, Miguéz pode ser considerado um de nossos melhores sinfonistas. Ave, Libertas! é exemplo disso: o curto tema introduzido pelas trompas e repetido pelas violas acompanhadas por duas harpas foi suficiente para desenvolver metade da obra, inspirada no tratamento temático estabelecido por Liszt em seus poemas sinfônicos. Tal tema, desdobrado e transformado, retorna no triunfante desfecho, após uma marcha iniciada com solo de trompete.

 

Texto adaptado de nota de programa de Marcelo Corrêa.

Leia mais em fil.mg/obras-e-compositores

Os dois concertos para piano de Ravel foram compostos simultaneamente: o Concerto em Sol foi iniciado antes, mas o Concerto para a mão esquerda foi finalizado e estreado primeiro, em 1930. Há uma grande diversidade de forma e conteúdo entre eles, o que os faz, sob alguns aspectos, complementares. Além dos elementos bascos e espanhóis característicos de Ravel, ambos refletem a influência do jazz adquirida em uma viagem de cinco meses que o compositor havia realizado pelos Estados Unidos.

 

No Concerto em Sol maior, Ravel, segundo suas próprias declarações, referencia dois modelos: Mozart, quanto ao plano formal, e Saint-Saëns, pela valorização do efeito sonoro. De fato, o brilhantismo da orquestra raveliana, principalmente dos sopros, aqui se equipara ao virtuosismo do instrumento solista. O primeiro movimento, “Allegramente”, tem caráter dançante. O tema inicial aparece no flautim sobre pizzicatos dos violinos e das violas, com os violoncelos em trêmulos e arpejos do pianista. Mais adiante, caberá ao corne inglês preludiar o início do outro tema, menos vivo, confiado ao solista em lânguida melodia de acentos jazzísticos. 

 

Para o “Adagio assai”, em torno do qual se articula todo o concerto, Ravel inspirou-se no andamento lento do Quinteto com clarinete de Mozart. O movimento principia com um extenso solo do piano, e termina como um sonho, desvanecendo-se em longuíssimo trinado. 

 

O terceiro movimento, “Presto”, alterna três temas: de início, uma corrida do piano impõe força motriz a todo o segmento; o motivo central traz um colorido folclórico; e o terceiro tema apresenta-se como uma marcha ritmada. No todo, esse “Presto” final transmite a alegria de uma festa campestre no país basco.

 

Texto adaptado de nota de programa de Paulo Sérgio Malheiros dos Santos.

Leia mais em fil.mg/obras-e-compositores

Ao longo da década de 1940, Aaron Copland compôs algumas de suas obras mais populares, alcançando um equilíbrio singular entre a música de vanguarda e o estilo folk-song norte-americano, o que lhe proporcionou grande prestígio. Logo, quando decidiu criar uma nova sinfonia, uma das formas fundamentais da música ocidental, ele conhecia exatamente os riscos que correria: a sinfonia era uma forma em declínio, gasta e abandonada pelos autores modernos. Copland foi um dos compositores da nova geração a se responsabilizar pelo seu reerguimento em meados do século XX, libertando-a da forma-sonata e reestruturando-a internamente em cada movimento.

 

Na Sinfonia nº 3, sua obra orquestral mais imponente e última do gênero, Copland esquivou-se da habitual estrutura dos tradicionais primeiros movimentos sinfônicos para criar um movimento de contorno único, a partir de três temas interligados e semelhantes entre si. O primeiro é uma melodia em largos intervalos cantados em uníssono; o segundo, mais fluente ritmicamente, conduz ao clímax no qual os trombones apresentam o terceiro tema. As melodias longas, sustentadas por notas pedais graves, mostram que Copland concebera a orquestra como um imenso órgão de tubos de timbres exuberantes. 

 

A ascensão espiritual do movimento inicial, o caráter jubiloso do segundo e os momentos meditativos do terceiro irão preparar o ouvinte para o extasiante último movimento, no qual desponta a Fanfarra para o Homem Comum (1942), tão familiar aos norte-americanos, e cuja versão expandida explica a gênese de toda a obra. Seu amigo Leonard Bernstein reconheceu a gama de emoções que a Sinfonia nº 3 de Aaron Copland transmite aos ouvintes: “otimismo, simplicidade, sentimentalismo e nobreza”.

 

Texto adaptado de nota de programa de Marcelo Corrêa.

Leia mais em fil.mg/obras-e-compositores



Celebrando três aniversários importantes, a Filarmônica apresenta um dos programas mais diversificados da temporada. Do compositor romântico brasileiro, executaremos sua homenagem à Proclamação da República. De Ravel, seu charmoso Concerto para piano, com o jovem pianista brasileiro Fabio Martino. O programa se encerra com a grandiosa Terceira Sinfonia do norte-americano Aaron Copland.