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Allegro
Vivace

Allegro 8 & Vivace 8

classificação etária: 7 anos | duração: 75 minutos

30 Out, Qui - 20h30
31 Out, Sex - 20h30
Sala Minas Gerais

Foto: Ana Clara Miranda
Foto: Thomas Leonard

ingressos

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Concertos Comentados, às 19h30, no foyer do segundo andar.


Regente, pianista e arranjador, Ira Levin conduziu centenas de apresentações de mais de 90 óperas, passando por alguns dos palcos mais importantes da Europa e das Américas. Foi regente assistente na Casa de Ópera de Frankfurt e regente titular da Ópera de Bre

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OBRAS

Em 2014, no intuito de celebrar a arte do grande compositor russo Sergei Rachmaninov, o regente e pianista norte-americano Ira Levin realizou a transposição para orquestra de cinco peças suas – quatro compostas originalmente para piano e uma para coro a capella. Todas datam do período entre 1894 e 1917, quando Rachmaninov ainda vivia na Rússia. As Quatro Peças apresentadas hoje serão:

 

  1. Oriental Sketch – Composta em novembro de 1917, poucas semanas antes de Rachmaninov se mudar para os Estados Unidos, é uma obra enérgica e bem-humorada que, curiosamente, pouquíssimo tem de “oriental”. O título foi uma escolha da editora; supostamente, a intenção do autor era chamá-la de “O Expresso do Oriente”, em referência ao modo como é estruturado o seu ritmo motor.

 

  1. Bogoroditse Devo nº 6, op. 37 – Trata-se de um dos cantos litúrgicos que formam a solene Vigília Noturna, op. 37, composição para coro a capella inspirada em um rito da Igreja Ortodoxa Russa. Também conhecida como “Vésperas”, a Vigília Noturna foi escrita em 1915 e era uma das obras favoritas do próprio Rachmaninov. O trecho em questão é baseado em uma variante eslava da oração Ave Maria e pode ser traduzido como “Alegrai-vos, ó Virgem”. 

 

III. Prelúdio nº 10, op. 32– Parte da coletânea de treze Prelúdios, op. 32, composta em 1910, o Prelúdio nº 10 em si menor é inspirado no quadro O Retorno para Casa, do pintor suíço Arnold Böcklin. Em tons outonais, a pintura retrata um homem de costas, sentado em uma fonte, observando uma casa escura, no que parece ser o início do anoitecer. A peça de Rachmaninov mantém essa ambientação soturna e é marcada por um clímax intenso e emotivo.

 

  1. Humoresque nº 5, op. 10 – Composta quando Rachmaninov tinha 21 anos, a Humoresque em Sol maior integra a coletânea Morceaux de salon, op. 10 [“Peças de salão”], publicada em 1894. É uma peça leve, similar a um capricho, que registra algumas ideias que, no ano seguinte, seriam aproveitadas pelo compositor em sua Primeira Sinfonia.

 

Texto por Igor Lage.

Prokofiev, que vivia fora da Rússia desde 1918, desejava ardentemente rever seu país natal. Depois de alguns anos morando em Nova York, mudou-se para Paris em 1923, e, a partir da década de 1930, começou a se reaproximar da comunidade artística soviética. Retornou à pátria por definitivo em 1936. Em casa, Prokofiev foi celebrado e recebeu inúmeras honrarias, dando início a um dos períodos mais criativos de sua carreira.

 

Pouco antes de seu regresso, na mesma época em que trabalhava no balé Romeu e Julieta, Prokofiev compôs o Concerto para violino nº 2. Trata-se de sua última obra escrita no Ocidente. Foi uma encomenda do violinista francês Robert Soetens, que deteve os direitos exclusivos de sua execução por um ano. A estreia se deu em Madri, em dezembro de 1935, com Soetens ao violino e regência de Enrique Fernández Arbós.

 

O Concerto se inicia com o violino executando o primeiro tema, prontamente retomado pela orquestra. A frequente alternância de momentos rápidos e lentos marca este primeiro movimento (“Allegro moderato”), que se encerra com uma atmosfera inesperadamente misteriosa. O segundo movimento (“Andante assai”) abre com um dos mais belos e apaixonados temas de Prokofiev, que é seguido por um segundo, de caráter mais imponente, desenhando um leve contraste. O terceiro movimento (“Allegro, ben marcato”) é uma dança moderada, no qual a percussão se faz mais presente, especialmente no brilho penetrante das castanholas.

 

Em todo o seu curso, o Concerto guarda um quê de intimismo, principalmente no trato da orquestra, como se Prokofiev hesitasse entre a música sinfônica e a música de câmara. Dizem que sua intenção inicial era compor uma sonata para violino e piano. Ao que parece, ao transformá-la em um concerto, Prokofiev decidiu preservar muito das atmosferas originais.

 

Texto adaptado de nota de programa de Guilherme Nascimento.

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Principal compositor alemão de sua geração, Paul Hindemith começou a se indispor com o regime nazista assim que o Partido Nacional-Socialista venceu as eleições parlamentares de 1932. Logo no ano seguinte, grande parte de suas obras foi taxada de “bolchevismo cultural” e proibida de ser executada na Alemanha. Os atritos escalaram e, em 1937, Hindemith decide se exilar na Suíça. Em 1940, muda-se com a família para os Estados Unidos, onde assume uma cadeira no Departamento de Música da Universidade de Yale.

 

No verão desse mesmo ano de 1940, Hindemith é convidado a lecionar em Tanglewood, e, entre as atividades do festival, assiste a um concerto da Orquestra Sinfônica de Boston, com regência de Serge Koussevitzky. A beleza da apresentação teria inspirado o alemão a compor uma nova sinfonia (a anterior, Matias, o Pintor, já era um de seus maiores sucessos), ideia que Koussevitzky acatou de imediato. Em dezembro de 1940, a Sinfonia em Mi bemol ficou pronta, mas o resultado surpreendeu a todos.

 

Conhecido por sua linguagem musical idiossincrática, formulada a partir de uma abordagem teórica muito própria, Hindemith entregou uma sinfonia de estrutura clássica, em quatro movimentos e de sólida escrita contrapontística. A obra remetia mais ao formalismo sóbrio de Bruckner do que aos ímpetos por inovação de muitos contemporâneos de Hindemith – ainda que não deixe de se enquadrar bem na estética neoclássica do período.

 

Talvez por não ter recebido exatamente o que esperava, Koussevitzky optou por adiar a estreia da Sinfonia em Mi bemol para a temporada seguinte. Incomodado com a decisão, Hindemith ofereceu a partitura a Dimitri Mitropoulos, à época regente titular da Orquestra Sinfônica de Minneapolis (hoje Orquestra de Minnesota), que estreou a obra em 21 de novembro de 1941.

 

Texto por Igor Lage.



Recebemos o último vencedor do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica, o ucraniano Dmytro Udovychenko, que nos brindará com o eletrizante Concerto nº 2 do também ucraniano Sergei Prokofiev. O regente convidado Ira Levin nos introduz a primorosa Sinfonia em Mi bemol de Paul Hindemith e apresenta suas próprias orquestrações de quatro peças pianísticas de Sergei Rachmaninov.