Temporada 2026 se inicia com a série “Fora de Série”, no dia 28 de fevereiro, às 18h, na Sala Minas Gerais. Um dos compositores mais influentes de toda a história, Johann Sebastian Bach é o destaque da abertura da série Fora de Série deste ano, que apresenta como solistas os violinistas Rommel Fernandes e Ara Harutyunyan e a violinista Hyu-Kyung Jung, todos músicos da Orquestra. Veremos como essa influência de Bach se revela no humor e na leveza da Sinfonia Simples, de Britten, e em uma das grandes Bachianas Brasileiras, de Villa-Lobos. A regência será do maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estarão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

Em 2026, a série Fora de Série, realizada aos sábados, destaca os grandes nomes que moldaram a história da música e aqueles que se deixaram transformar por eles. Para o maestro Fabio Mechetti, “Vivemos na era dos “influenciadores”. Mas, na verdade, toda época teve os seus: figuras cujas vozes, visões e talentos deixaram marcas profundas, definindo quem somos e quem seremos. No universo da música, histórias foram escritas por mestres e discípulos, em ideias que continuam a atravessar séculos, fronteiras e estilos”. Em 2026, o número de concertos da série “Fora de Série” aumentou de seis para oito sábados.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocínio Máster: Codemge. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais 

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo sido seu Regente Assistente nas duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio (2021), recebendo também o prêmio do público. Em 2026, estreia como convidado da Orquestra Sinfônica de Campinas, e rege concertos com as sinfônicas Brasileira e de Porto Alegre, e com a Camerata Antiqua de Curitiba. Nas temporadas de 2023 a 2025, regeu a New Japan Philharmonic, a Sinfônica de Hiroshima, a Filarmônica de Nagoya e a Filarmônica da Cidade de Tóquio, no Japão, bem como a OSESP, as sinfônicas do Paraná e da Universidade Estadual de Londrina, a Orquestra de Câmara de Curitiba, as sinfônicas Jovem de São Paulo e do Rio de Janeiro e a Academia Jovem Concertante, no Brasil. Em 2022, regeu a Sinfônica NHK, em Tóquio, e a Sinfônica MÁV, em Budapeste. Soares é responsável pela gestão da plataforma educacional da Filarmônica de Minas Gerais, atuando no planejamento e na coordenação da Academia Filarmônica, de Concertos Didáticos e Ações Educativas da orquestra.

Bacharel em Composição pela Universidade de São Paulo, iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou com o maestro Claudio Cruz e teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin. Foi orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Pelo Prêmio de Regência recebido no festival, atuou como Regente Assistente da Osesp na temporada 2018. Soares foi aluno do Laboratório de Regência da Filarmônica e convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019.

Soares foi indicado duas vezes à Premiação da Revista Concerto, sendo eleito pelo júri como Jovem Talento em 2021, e integrou a lista Forbes Under 30 na edição de 2024.

Rommel Fernandes, violino

Brasil

Mineiro de Maria da Fé, Rommel iniciou seus estudos no Conservatório Estadual de Pouso Alegre e bacharelou-se pela Universidade Estadual Paulista, como aluno de Ayrton Pinto. Nos Estados Unidos, obteve os títulos de Mestre e Doutor em Música pela Northwestern University, na classe de Gerardo Ribeiro.

Rommel mantém intensa atividade como solista, recitalista e músico de câmara. Frequentou festivais importantes, como o Lucerne Festival Academy (Suíça) e o Tanglewood Music Center (EUA), onde atuou como spalla sob regência de Bernard Haitink e James Levine. Foi ainda músico convidado das sinfônicas de Boston e Chicago, além de ter integrado a Chicago Civic Orchestra, na qual trabalhou com maestros como Andris Nelsons, Daniel Barenboim e Pierre Boulez. Rommel se destaca ainda como intérprete de música contemporânea, tendo estreado obras de compositores brasileiros e estrangeiros. 

Ara Harutyunyan, violino

Armênia

Nascido na Armênia, em uma família de músicos, Ara Harutyunyan começou seus estudos ainda jovem e se diplomou Bacharel e Mestre em Violino pelo Conservatório Estadual Komitas, de Yerevan. Posteriormente, complementou sua formação com Rudolf Koelman, na Universidade das Artes de Zurique, e John Fadial, na Universidade de Wyoming. 

Harutyunyan foi assistente de spalla da Orquestra Sinfônica de Cheyenne (EUA) e colaborador da Orquestra Filarmônica Nacional da Armênia. Desde sua mudança para o Brasil, em 2014, tocou em diversos recitais de música de câmara e se apresentou como solista em concertos da Filarmônica de Minas Gerais. Além de possuir uma carreira sólida no exterior e uma posição de destaque na cena musical brasileira, Harutyunyan vem estreitando suas relações com grandes maestros e solistas de nosso tempo, por meio de suas participações no Festival Artes Vertentes (Minas Gerais). 

Hyu-Kyung Jung, violino

Coreia do Sul

A sul-coreana Hyu-Kyung Jung iniciou seus estudos de violino aos seis anos em Hamburgo, na Alemanha. Graduou-se pela Universidade Kyung Hee, onde foi aluna de Ji-Yoon Ahn, e concluiu seu mestrado na Escola Superior de Música de Münster, sob orientação de Helge Slaatto e Martin Dehning. Também fez aulas com Malcolm Goldstein, Michael Gaiser e Young-Mi Cho.

Hyu-Kyung integrou a Orquestra Sinfônica Euro-Asiática e a Orquestra Sinfônica de Münster, além de atuar como spalla da Orquestra de Câmara de Vestfália. Com o Quarteto Emsland, apresentou-se no prestigiado Festival de Schleswig-Holstein (Alemanha). Como camerista, participou do Festival da WDR 3, da programação da Radiodifusão Alemã e de diversos eventos dedicados à música contemporânea. Foi professora na Escola de Música de Haltern am See e na Escola de Música de Nottuln, além de ministrar masterclasses na Filarmônica Jovem Ems-Dollart.

Filarmônica de Minas Gerais 

Fora de Série

28 de fevereiro – 18h

Sala Minas Gerais

José Soares, regente

Rommel Fernandes, violino

Ara Harutyunyan, violino

Hyu-Kyung Jung, violino

J. S. BACH         Concerto para três violinos em Ré maior, BWV 1064R

BRITTEN            Sinfonia Simples, op. 4

VILLA-LOBOS    Bachianas Brasileiras nº 8

INGRESSOS:

R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central), R$ 185 (Balcão Principal) e R$ 207 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. 

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. 

O grupo recebeu numerosas menções e prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP, o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. 

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. 

 A Orquestra possui 19 álbuns gravados, entre eles seis integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.