Em 2015, a Filarmônica de Minas Gerais inaugura sua sala de concertos, e Belo Horizonte ganha um novo espaço, onde a música sinfônica pode ressoar por todos os cantos. O primeiro concerto foi realizado em 27 de fevereiro daquele ano, ao som da Segunda Sinfonia de Gustav Mahler, também conhecida como “Ressurreição”. Os presentes já puderam perceber que aquele era um espaço de escuta sensível, no qual as notas de cada instrumento se uniam em melodias capazes de promover uma experiência musical única.

Na celebração dos 10 anos de história da sua sede, a Filarmônica vai explorar os detalhes que fazem da Sala Minas Gerais uma das mais importantes salas de concerto do mundo. A Sala Minas Gerais faz parte do projeto da Filarmônica desde sua fundação, em 2008. Ela foi concebida para ser a casa da Filarmônica de Minas Gerais e seu principal instrumento. Desde o primeiro traço, cada detalhe foi planejado com foco na música que seria produzida e apreciada ali. O arquiteto José Augusto Nepomuceno, especialista em acústica, projetou todo o interior da sala de concertos, para ressoar o vigor da Filarmônica, enquanto Jô Vasconcellos e Rafael Yanni expressaram a alma mineira, da Orquestra e de seu público, nos demais espaços que compõem o prédio e o conjunto arquitetônico ao redor. Desde a escolha das pedras na entrada até a cor vermelha presente no foyer e os espaços de convivência, tudo foi pensado para que o público também se sinta em casa, antes, durante e depois das apresentações.