Nos dias 7 e 8 de maio, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais apresenta a célebre Sinfonia do Novo Mundo, de Dvorák. Ainda no programa, Danças Norueguesas, de Grieg, e uma obra encantadora de Weber, orquestrada por Berlioz, Convite à Valsa. A regência é do maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, pelo Governo de Minas Gerais e pela Petrobras por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte 50 anos, Ministério da Cultura e Governo do Brasil.

Maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais 

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo sido seu Regente Assistente nas duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio (2021), recebendo também o prêmio do público. Em 2026, estreia como convidado da Orquestra Sinfônica de Campinas, e rege concertos com as sinfônicas Brasileira e de Porto Alegre, e com a Camerata Antiqua de Curitiba. Nas temporadas de 2023 a 2025, regeu a New Japan Philharmonic, a Sinfônica de Hiroshima, a Filarmônica de Nagoya e a Filarmônica da Cidade de Tóquio, no Japão, bem como a OSESP, as sinfônicas do Paraná e da Universidade Estadual de Londrina, a Orquestra de Câmara de Curitiba, as sinfônicas Jovem de São Paulo e do Rio de Janeiro e a Academia Jovem Concertante, no Brasil. Em 2022, regeu a Sinfônica NHK, em Tóquio, e a Sinfônica MÁV, em Budapeste. Soares é responsável pela gestão da plataforma educacional da Filarmônica de Minas Gerais, atuando no planejamento e na coordenação da Academia Filarmônica, de Concertos Didáticos e Ações Educativas da orquestra.

Bacharel em Composição pela Universidade de São Paulo, iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou com o maestro Claudio Cruz e teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin. Foi orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Pelo Prêmio de Regência recebido no festival, atuou como Regente Assistente da Osesp na temporada 2018. Soares foi aluno do Laboratório de Regência da Filarmônica e convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019.

José Soares foi indicado duas vezes à Premiação da Revista Concerto, sendo eleito pelo júri como Jovem Talento em 2021, e integrou a lista Forbes Under 30 na edição de 2024.

Repertório

Carl Maria von Weber (Eutin, Alemanha, 1786 – Londres, Inglaterra, 1826) e a obra Convite à Valsa (1819)

Quando a ópera O Franco-Atirador, de Carl Maria von Weber, foi finalmente montada em Paris, em 1841, Hector Berlioz foi convidado a transformar suas partes faladas em recitativos e a criar um balé para integrar o espetáculo. Sua solução para o número dançante foi orquestrar o “rondó brilhante” para piano Convite à Dança, op. 65, que Weber compusera em 1819, pouco depois de seu casamento com Caroline, a quem a obra é dedicada. O rondó de Weber, apesar de sua forma, é também uma valsa, a primeira escrita a fim de ser ouvida e não dançada, e inova ainda pelo caráter programático, um atrativo a mais para Berlioz, mestre do gênero. A peça retrata a dança de um jovem casal em um baile — a sequência de quadros é detalhada pelo compositor em mensagem à sua esposa. Em síntese, a narrativa abrange a aproximação do rapaz, a evasiva da moça, a insistência, a concessão, um diálogo que se intensifica, o convite à dança, o posicionamento do casal no salão, a dança propriamente, os agradecimentos, a despedida e a separação. Sob o nome Convite à Valsa, o balé foi estreado em 7 de junho de 1841, com instrumentação semelhante à de “Um Baile”, um dos movimentos da Sinfonia Fantástica, de Berlioz.

Edvard Grieg (Bergen, Noruega, 1843 – 1907) e a obra Danças Norueguesas, op. 35 (1881) 

O nacionalismo norueguês tem suas raízes nos contos populares coletados por Jorgen Moe e nas músicas tradicionais montanhesas selecionadas por Ludvig Mathias Lindeman, repertório para o qual Edvard Grieg se voltou por orientação de seu professor, o dinamarquês Niels Gade, e incentivo do amigo e compatriota Rikard Nordraak. Frutos dessa orientação são as cerca de 70 canções e danças folclóricas norueguesas que Grieg compôs para piano, que incluem as Danças Norueguesas, op. 35, escritas em Hardanger durante o verão de 1881. Originalmente para piano a quatro mãos, este conjunto surgiu para atender à demanda de obras nacionalistas em forma de dança, como as Danças Húngaras de Brahms e as Danças Eslavas de Dvorák — compostas para a mesma formação e por volta da mesma época. Baseadas no halling, dança norueguesa na qual os homens saltam para chutar um chapéu suspenso a metros do chão, as Danças Norueguesas foram inicialmente orquestradas pelo dinamarquês Robert Henriques. A versão que daria fama à obra, contudo, foi aquela realizada pelo tcheco Hans Sitt, com base na instrumentação usada por Grieg em suas orquestrações de outras obras suas para piano a quatro mãos.

Antonín Dvorák (Nelahozeves, República Tcheca, 1841 – Praga, República Tcheca, 1904) e a obra Sinfonia nº 9 em mi menor, op. 95, “Do Novo Mundo” (1893)

Antonín Dvorák pertence a uma escola nacional tcheca, que nasce do romantismo, inaugurada por Smetana. Sua linguagem assimila características da tradição boêmia, mas não se destaca por inovações formais ou experiências estruturais. Em 1892, muda-se para os Estados Unidos para assumir a direção do então Conservatório de Nova York e, em 1893, compõe a Sinfonia nº 9, “Novo Mundo”. Entre seus alunos havia um rapaz negro que lhe apresentou os negro spirituals. Esse gênero musical, carregado de metáforas bíblicas e marcado pela tragédia e pelo sofrimento da escravidão na América, despertou interesse em Dvorák e serviu de fundamento para o célebre tema do segundo movimento de sua Nona Sinfonia. Nela, Dvorák realiza com o elemento musical folclórico norte-americano um processo de assimilação análogo ao que fizera com a tradição boêmia em obras suas anteriores: não utiliza temas da música nativa norte-americana, mas vale-se de fundamentos essenciais dessa música para elaborar seus próprios elementos originais. Apesar da descoberta de uma nova linguagem, as fontes boêmias não foram abandonadas na Sinfonia nº 9, mas agregadas às fontes norte-americanas, criando uma linguagem multicultural.

Filarmônica de Minas Gerais 

Série Allegro

7 de maio– 20h30 

Sala Minas Gerais

Série Vivace

8 de maio – 20h30 

Sala Minas Gerais

José Soares, regente

WEBER/ Berlioz       Convite à Valsa

GRIEG                       Danças Norueguesas, op. 35

DVORÁK                   Sinfonia nº 9 em mi menor, op. 95 “Do Novo Mundo”

INGRESSOS:

R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central) e R$ 185 (Balcão Principal).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. 

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. 

O grupo recebeu numerosos prêmios e menções, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP, o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. 

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. 

 A Orquestra possui 20 álbuns gravados, entre eles sete integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.