É possível imaginar o mar em uma sala geograficamente distante do litoral? De 13 a 15 de maio, nos concertos didáticos Navegação Filarmônica: descobrindo o mar pela Orquestra, na Sala Minas Gerais, mais de 7 mil alunos de escolas públicas e instituições sociais são convidados a embarcar numa jornada sonora pelas muitas faces do mar — suas correntezas, seus mistérios, calmarias e tempestades —, reveladas pela paleta expressiva da orquestra. Os alunos dos ensinos fundamental e médio participam dos concertos nos dias 13 e 14 de maio, às 9h30 e às 14h30. O programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) também estará presente, com a participação de alunos de escolas e projetos sociais. Para esses alunos, que trabalham durante o dia, o concerto será no dia 15 de maio, sexta-feira, às 20h. A regência é do maestro associado da Orquestra, José Soares. Ao todo, serão cinco concertos, gratuitos e fechados para escolas previamente inscritas. Os concertos terão interpretação em libras.
“Vamos conhecer a música do alemão Händel, numa dança de sua suíte Música Aquática, estreada em barcos! Nossa navegação segue para a paisagem misteriosa da Gruta de Fingal, na abertura do também alemão Félix Mendelssohn. Se é que existe uma maneira de se descrever o mar em música, percebemos o quanto o francês Claude Debussy reflete sua impressão para nossos ouvidos, mostrando como a orquestra transforma luz, movimento e atmosfera em som. A aventura se completa com a energia da trilha do filme Piratas do Caribe, de Klaus Badelt, um final que mostra aos futuros navegantes da música de orquestra que na Sala Minas Gerais é possível criar um oceano infinito a ser explorado e preservado”, conta o maestro José Soares.
Desde sua criação, há 18 anos, a Filarmônica de Minas Gerais se empenha na democratização da música de concerto, contribuindo, assim, para a formação cultural de crianças e jovens. De 2008 a 2025, mais de 100 mil estudantes participaram dos Concertos Didáticos. Importante destacar que, antes da apresentação dos concertos na Sala Minas Gerais, são realizadas ações educacionais preparatórias, sobre música e orquestra, nas próprias escolas participantes, orientadas por monitores estudantes dos cursos de graduação da Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais e a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte também são parceiras no processo de inscrição e participação das escolas.
Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Patrocínio: MGS. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Os Concertos Didáticos contam com o apoio do Programa Amigos da Filarmônica e dos patronos Maria e Rainer Brockerhoff.
Maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais
Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo sido seu Regente Assistente nas duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio (2021), recebendo também o prêmio do público. Em 2026, retorna como convidado da OSPA e da OSB e estreia com a Sinfônica de Campinas. Nas temporadas de 2022 a 2025, regeu as sinfônicas NHK e de Hiroshima, a New Japan Philharmonic, a Filarmônica de Nagoya e a Filarmônica da Cidade de Tóquio, no Japão, bem como a OSESP e diferentes orquestras no Brasil. Soares é responsável pela gestão da plataforma educacional da Filarmônica de Minas Gerais. Bacharel em Composição pela Universidade de São Paulo, iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou com o maestro Claudio Cruz e teve aulas com Paavo Järvi, Marin Alsop, Arvo Volmer e Giancarlo Guerrero. Soares foi aluno do Laboratório de Regência com o maestro Fabio Mechetti e bolsista do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Pelo Prêmio de Regência recebido no festival, atuou como Regente Assistente da Osesp na temporada 2018.
José Soares foi indicado duas vezes à Premiação da Revista Concerto, sendo eleito pelo júri como Jovem Talento em 2021, e integrou a lista Forbes Under 30 na edição de 2024.
Filarmônica de Minas Gerais
Concertos Didáticos
13 e 14 de maio, às 9h30 e às 14h30
15 de maio, às 20h
Sala Minas Gerais
Concertos gratuitos e fechados para escolas e instituições sociais previamente inscritas.
José Soares, regente
HÄNDEL Música Aquática: Suíte nº 2 (Bourré)
MENDELSSOHN A Gruta de Fingal
DEBUSSY La Mer: Excertos
K. BADELT/T. Ricketts Piratas do Caribe
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS
A Filarmônica de Minas Gerais reafirma, a cada concerto e com uma vigorosa programação, sua vocação pela excelência artística. Referência no Brasil e no mundo desde sua fundação, em 2008, é resultado de uma política pública do Estado de Minas Gerais, seu principal mantenedor. Conduzida por seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Filarmônica é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, da Europa, da Ásia e das Américas.
A orquestra recebeu numerosas menções e prêmios, possui 20 álbuns gravados e obteve uma indicação ao Grammy Latino em 2020. As temporadas de concertos são realizadas na Sala Minas Gerais, sua sede em Belo Horizonte, em seis séries, sinfônicas e de música de câmara, em que são interpretadas obras do repertório clássico ao contemporâneo, com convidados de destaque nos cenários nacional e internacional.
Cumprindo com sua missão de difundir e promover o acesso à música de concerto, a Filarmônica mantém relevante programação gratuita e de cunho educacional em Belo Horizonte e outras cidades do estado. Possui, ainda, ações de formação profissional, e realiza transmissões ao vivo de suas apresentações.
Referência internacional por seu projeto arquitetônico e acústico, a Sala Minas Gerais é considerada uma das principais salas de concerto da América Latina. Juntas, Filarmônica e Sala Minas Gerais vêm transformando a capital mineira num importante polo da música de concerto.