Beethoven não apenas influenciou a música, mas também marcou a história da humanidade. No dia 26 de setembro, às 18h, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais, sob a batuta de seu Diretor Artístico e Regente Titular, maestro Fabio Mechetti, irá reapresentar sua popularíssima Sinfonia nº 5, além de uma de suas aberturas menos conhecidas. O pianista russo Dmitry Shishkin interpreta, pela primeira vez na Sala Minas Gerais, o Concerto para piano nº 2 em lá menor, op. 85, belo concerto de Hummel, um dos contemporâneos de Beethoven, profundamente influenciado pela força de sua música. Em 2026, a série “Fora de Série”, realizada aos sábados, destaca os grandes nomes que moldaram a história da música e aqueles que se deixaram transformar por eles. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

Em 2026, a série Fora de Série, realizada aos sábados, destaca os grandes nomes que moldaram a história da música e aqueles que se deixaram transformar por eles. Para o maestro Fabio Mechetti, “Vivemos na era dos “influenciadores”. Mas, na verdade, toda época teve os seus: figuras cujas vozes, visões e talentos deixaram marcas profundas, definindo quem somos e quem seremos. No universo da música, histórias foram escritas por mestres e discípulos, em ideias que continuam a atravessar séculos, fronteiras e estilos”. Em 2026, o número de concertos da série “Fora de Série” aumentou de seis para oito sábados.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Cultura e Turismo. Apoio: Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Funarte e Ministério da Cultura.

Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais 

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo o responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. 

Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville por quatorze anos (1999 – 2014), tendo recebido o título de Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das orquestras sinfônicas de Syracuse (1992 – 1999) e de Spokane (1993 – 2004), nesta última atuando como Regente Laureado. Em 2014, tornou-se o primeiro maestro brasileiro a assumir a Regência Titular de uma orquestra asiática, ao aceitar o convite da Orquestra Filarmônica da Malásia, onde permaneceu por dois anos.

Ainda nos Estados Unidos, atuou como Regente Associado de Mstislav Rostropovich, na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com a qual se apresentou no Kennedy Center e no Capitólio. Foi também Regente Residente da Orquestra Sinfônica de San Diego. Estreou no Carnegie Hall, em Nova York, conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey, e tem dirigido diversas orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É presença constante nos festivais de verão dos Estados Unidos, como os de Grant Park, em Chicago, e Chautauqua, em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, Mechetti rege regularmente na Escandinávia, com destaque para a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a Orquestra de Helsingborg, na Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo, em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; na Escócia, a BBC Scottish Symphony; além de ter conduzido a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreado no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, rege regularmente a Filarmônica do Teatro Colón.

No Brasil, tem sido convidado a reger a Osesp, a Sinfônica Brasileira, as orquestras municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Sinfônica do Paraná, a Petrobras Sinfônica, entre outras. Trabalhou com artistas de renome, como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Antonio Meneses, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros. 

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

Repertório

Ludwig van Beethoven (Bonn, Alemanha, 1770 – Viena, Áustria, 1827) e a Abertura Rei Estevão, op.  117: Abertura (1811)

Beethoven compôs a Abertura Rei Estevão para a inauguração de um grande teatro na cidade de Pest, hoje parte de Budapeste. O evento fazia parte de uma celebração cultural e política mais ampla promovida pelo imperador Francisco I da Áustria, que pretendia reforçar a lealdade da Hungria à dinastia dos Habsburgo. Na ocasião, a obra de Beethoven serviu como introdução a uma peça teatral cujo enredo enaltece a figura de Estevão (ca. 975–1038), o primeiro monarca da Hungria e o principal responsável pela imposição do cristianismo como religião oficial do reino. Além da Abertura imponente, o compositor criou também árias e interlúdios instrumentais para acompanhar cada cena do espetáculo. 

Essa composição desafia o senso comum acerca de Beethoven, já que seu papel na legitimação simbólica de um regime monárquico torna mais complexa a imagem do compositor como um defensor apaixonado das ideias liberais e republicanas. A Abertura também se destaca por fazer parte de uma das raras incursões de Beethoven no universo da música para teatro, ao lado de Egmont (1810) e Ruínas de Atenas (1811). 

Johann Nepomuk Hummel (Hummel, hoje Bratislava, Império Húngaro, 1778 – Weimar, Alemanha, 1837) e a obra Concerto para piano nº 2 em lá menor, op. 85 (1816)

Hummel foi um dos músicos mais renomados de seu tempo, tanto por sua carreira como virtuose do piano quanto por suas composições. O primeiro a se encantar com seu talento foi ninguém menos que Mozart, que durante dois anos o acolheu em sua casa e lhe deu aulas. Hummel tinha então entre oito e nove anos de idade, e já começava a escrever pequenas peças. Sua obra combina a elegância clássica com a sensibilidade romântica, razão pela qual conquistou a admiração de compositores como Schumann, Mendelssohn e Chopin. 

No entanto, seu nome caiu no esquecimento após sua morte. Tal apagamento decorre, em larga medida, da sombra lançada por Beethoven sobre seus contemporâneos. Hummel e Beethoven começaram amigos, mas se afastaram conforme suas personalidades musicais enveredavam por caminhos opostos: a música leve e contida de Hummel desagradava os beethovenianos, ao passo que o destempero expressivo deste feria os ouvidos dos partidários de Hummel. No Concerto para piano n. 2, o compositor reafirma seu estilo refinado, mas não se furta a incorporar elementos da linguagem mais dramática de seu rival.

Ludwig van Beethoven (Bonn, Alemanha, 1770 – Viena, Áustria, 1827) e a obra Sinfonia nº 5 em dó menor, op. 67 (1807-1808)

Apesar de ter se tornado a obra sinfônica mais conhecida do mundo, a Sinfonia nº 5 teve um começo difícil. Sua estreia, regida pelo próprio Beethoven em um concerto realizado em Viena no dia 22 de dezembro de 1808, se deu sob condições precárias. Naquele tempo não havia na cidade orquestras permanentes, e os instrumentistas angariados para ocasiões específicas costumavam ensaiar pouco. Para piorar, a obra foi apresentada em um programa que durou intermináveis quatro horas, ao longo das quais também foram estreadas a Sinfonia nº 6, “Pastoral” e a Fantasia Coral.

A Sinfonia nº 5 se inicia com o famoso motivo de quatro notas. No curso de seus quatro movimentos, ele reaparece centenas de vezes, tanto nas melodias principais como no acompanhamento. Com efeito, quase todos os temas da obra são diretamente derivados desse material mínimo, dos mais enérgicos aos mais suaves. A capacidade de Beethoven de criar múltiplas variações de um único motivo e extrair daí uma força dramática assombrosa foi reconhecida já na época, e vem desde então fascinando gerações de músicos e ouvintes.

Filarmônica de Minas Gerais 

Fora de Série

26 de setembro – 18h

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Dmitry Shishkin, piano

BEETHOVEN            Rei Estevão, op. 117: Abertura

HUMMEL       Concerto para piano nº 2 em lá menor, op. 85

BEETHOVEN           Sinfonia nº 5 em dó menor, op. 67

INGRESSOS:

R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central) e R$ 185 (Balcão Principal).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. 

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. 

O grupo recebeu numerosos prêmios e menções, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP, o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. 

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. 

 A Orquestra possui 20 álbuns gravados, entre eles sete integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

INFORMAÇÕES 

PARA A IMPRENSA

Personal Press 

Polliane Eliziário 

polliane.eliziario@personalpress.jor.br | (31) 99788-3029