Retirada antecipada de ingressos na quarta-feira (21), a partir das 12h, exclusivamente pelo site.

Embora Tchaikovsky seja conhecido pelo grande público principalmente por seus balés, é nas suas seis sinfonias que se exprime plenamente. Compostas ao longo de sua vida — a primeira foi escrita quando contava 26 anos e a última, no ano de sua morte —, elas expressam vários aspectos do percurso de sua carreira como compositor. A Quinta Sinfonia foi escrita entre maio e agosto de 1888 e estreada em novembro do mesmo ano, em São Petesburgo, sob a regência do próprio Tchaikovsky. Em termos de concepção estrutural, dialoga com a Quarta Sinfonia: em ambas há um tema principal recorrente que alinhava a obra conferindo-lhe unidade. Na Quinta, esse tema recorrente é ouvido em todos os quatro movimentos, recurso já utilizado na Sinfonia Manfredo. Além disso, nela, a presença do elemento russo é evidente. Não se trata, porém, de citações ou releituras de material melódico da música tradicional russa, mas de uma estilização desse material no seio de uma linguagem romântica e sem excessos patrioteiros. Paradoxalmente, o segundo movimento — com seu célebre solo de trompa — apresenta um Tchaikovsky de inventividade livre e plena, inclusive nas técnicas de orquestração.
TEXTO ADAPTADO DE NOTA DE PROGRAMA DE MOACYR LATERZA FILHO
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais realiza o concerto de encerramento do 17º Laboratório de Regência, destinado a dar oportunidades a jovens regentes brasileiros a conduzirem nossa Orquestra.
As apresentações contarão com a participação de um intérprete de Libras.
