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Allegro
Vivace

Allegro e Vivace  5 – 2026

classificação etária: 7 anos

09 Jul, Wed - 20h30
10 Jul, Fri - 20h30
Sala Minas Gerais

Foto: Yupeng Gu

ingressos

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Patrocínio Máster

Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde a sua fundação, em 2008, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde e

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Depois de conquistar o primeiro prêmio no prestigioso Concurso Internacional de Piano Ferruccio Busoni, em 1972, deu início a uma extraordinária carreira, que abrange mais de 4 mil apresentações como solista, com orquestras como as filarmônicas de Londres e de Los Angeles ou as orquestras d

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OBRAS

Ao longo da carreira, Alberto Nepomuceno soube conciliar uma linguagem nacionalista brasileira nascente com a tradição alemã em que se formou. Germanófilo desde jovem, estudou na Alemanha entre 1891 e 1894, período durante o qual frequentou os Cursos Avançados de Composição Musical, ministrados por Heinrich von Herzogenberg e Max Bruch, e o Conservatório de Música Stern. Graças ao conservatório, regeu, em duas provas públicas como aluno, a famosa Filarmônica de Berlim, em 1893 e em 15 de março de 1894. Na segunda ocasião, estreou seu Scherzo para grande orquestra, uma obra ligeira e vivaz que, seguindo a tradição clássica do gênero, traz seções de atmosfera marcadamente contrastante. Obra “de refinada feição”, como declarou Jenny Meyer, a diretora do conservatório, inicia-se com um motivo cujo padrão rítmico está associado na história da música de concerto à ideia de caça. Fruto de uma mente conciliadora, o Scherzo para orquestra reflete o academicismo de orientação clássico-romântica — refratário ao drama wagneriano — no qual Nepomuceno esteve imerso naqueles anos, enquanto deixa entrever, segundo o musicólogo João Vidal, “a incandescência de Wagner e [Richard] Strauss”.

 

TEXTO DE IGOR REYNER

 

(Escritor, pesquisador e pianista. Doutor em Letras pelo King’s College London. Autor do livro Corpo Sonoro & Sound Body (Impressões de Minas, 2022).

Compositor dramático por excelência, é na ópera e na música sacra que a linguagem de Wolfgang Amadeus Mozart se revela em grande plenitude. Fora daí e a despeito de sua música de câmara, suas sinfonias e suas 18 sonatas para piano, suas obras-primas são sem dúvida os quase 30 concertos para piano e orquestra que compôs ao longo de sua curta vida. O Concerto em Dó maior K. 467, foi composto em 1785 e sucedeu, com um intervalo de menos de um mês, o impressionante Concerto em ré menor K. 466. Embora seja atualmente um dos concertos mais populares de Mozart, principalmente devido ao seu segundo movimento, não gozou, quando de sua composição, da aprovação de seu pai, que o classificou como “surpreendentemente difícil”, no que lhe diz respeito tanto à execução quanto à linguagem. Nesse concerto brilhante e de vivos contrastes internos, Mozart parece transportar abertamente para o gênero instrumental muito da dramaticidade operística que dominava com maestria. Apesar disso, tanto aqui, quanto no concerto precedente e no Concerto em Lá maior K. 488, Mozart reitera esse lado abstrato da linguagem musical, que, por não querer significar nada além do que ela própria, conduz às reflexões mais elevadas e induz à transcendência.

TEXTO ADAPTADO DE NOTA DE PROGRAMA DE MOACYR LATERZA FILHO

Embora Tchaikovsky seja conhecido pelo grande público principalmente por seus balés, é nas suas seis sinfonias que se exprime plenamente. Compostas ao longo de sua vida — a primeira foi escrita quando contava 26 anos e a última, no ano de sua morte —, elas expressam vários aspectos do percurso de sua carreira como compositor. A Quinta Sinfonia foi escrita entre maio e agosto de 1888 e estreada em novembro do mesmo ano, em São Petesburgo, sob a regência do próprio Tchaikovsky. Em termos de concepção estrutural, dialoga com a Quarta Sinfonia: em ambas há um tema principal recorrente que alinhava a obra conferindo-lhe unidade. Na Quinta, esse tema recorrente é ouvido em todos os quatro movimentos, recurso já utilizado na Sinfonia Manfredo. Além disso, nela, a presença do elemento russo é evidente. Não se trata, porém, de citações ou releituras de material melódico da música tradicional russa, mas de uma estilização desse material no seio de uma linguagem romântica e sem excessos patrioteiros. Paradoxalmente, o segundo movimento — com seu célebre solo de trompa — apresenta um Tchaikovsky de inventividade livre e plena, inclusive nas técnicas de orquestração.

TEXTO ADAPTADO DE NOTA DE PROGRAMA DE MOACYR LATERZA FILHO


Nosso maior pianista retorna a Belo Horizonte para nos brindar com sua interpretação de um dos concertos mais emblemáticos do repertório nacional: o Concerto para piano de Mozart. A Filarmônica apresenta uma releitura de uma das mais belas sinfonias do período Romântico, a Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky. Uma noite memorável em todos os sentidos.