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Presto
Veloce

Presto 6 & Veloce 6

classificação etária: 7 anos | duração: 105 min

28 Ago, Qui - 20h30
29 Ago, Sex - 20h30
Sala Minas Gerais

Foto: Ryan Brandenberg

ingressos

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Concertos Comentados com o maestro José Soares. Às 19h30, no foyer do segundo andar.


Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde a sua fundação, em 2008, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde e

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Um dos mais promissores violoncelistas a despontar na música brasileira nos últimos anos, Luiz Fernando Venturelli tem se apresentado como solista com as principais orquestras do país e realizado concertos, recitais e colaborações de câmara pelas Américas, E

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OBRAS

Shostakovich dedicou os dois concertos que escreveu para violoncelo ao seu ex-aluno do Conservatório de Moscou, o promissor Mstislav Rostropovich, que viria a se tornar um dos mais aclamados violoncelistas de todos os tempos. Quando Shostakovich compôs seu Concerto para violoncelo nº 1, Rostropovich estava com 32 anos e pronto para iniciar uma brilhante carreira internacional. A composição teve início em junho de 1959, e, cerca de um mês depois, a partitura completa já estava pronta. Na noite de 2 de agosto, Rostropovich recebeu em casa a sua cópia. Em quatro dias, aprendeu toda a obra de cor e correu para a casa de campo de Shostakovich, a fim de tocar-lhe a música. O Concerto foi estreado em 4 de outubro de 1959, em Leningrado (São Petersburgo), com Rostropovich ao violoncelo e a Orquestra Filarmônica de Leningrado, sob a direção de Yevgeny Mravinsky.

 

O Concerto tem uma estrutura incomum, e pode ser organizado em duas partes. A primeira, mais breve, refere-se ao primeiro movimento, enquanto a segunda contém os movimentos restantes, que são executados sem intervalo. O primeiro movimento (“Allegretto”) é vigoroso e o mais dramático dos quatro. O segundo (“Moderato”), doce e calmo, possui, em seus últimos minutos, um diálogo de rara beleza entre a celesta e o violoncelo tocando harmônicos. O terceiro movimento (“Cadenza”) é a cadência do solista, que faz uma bela ponte entre a leveza do segundo movimento e a agitação do último. O quarto movimento (“Allegro con moto”) é o mais brilhante de todos e, como habitualmente na música russa, desde Tchaikovsky, busca sintetizar o material musical dos movimentos anteriores.

 

Texto adaptado de nota de programa de Guilherme Nascimento.

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A ideia de criar uma nova obra sinfônica a partir do poema “Manfred”, de Lord Byron (a primeira adaptação foi composta por Schumann, em 1848), surgiu do influente crítico de arte russo Vladimir Stasov, que concebeu e apresentou um programa em quatro movimentos ao compositor nacionalista Mily Balakirev. Este, por sua vez, decidiu encaminhar a tarefa a um de seus ídolos, Hector Berlioz, que, anos antes, havia criado a sinfonia programática Haroldo na Itália, igualmente inspirada na lírica de Byron. O ano era 1868 e Berlioz, já em idade avançada, optou por declinar a oferta. Desanimado, Balakirev abandonou o projeto, deixando-o engavetado até 1882, quando encontrou a pessoa perfeita para realizá-lo.

 

Tchaikovsky e Balakirev já haviam trabalhado juntos anteriormente na partitura de Romeu e Julieta, mas o feitio autoritário de Balakirev fez com que Tchaikovsky se afastasse. Quando o colega retomou contato, Tchaikovsky, a princípio, não se interessou pela proposta. Dois anos mais tarde, em um encontro presencial em São Petersburgo, o sempre insistente Balakirev conseguiu convencê-lo a assumir a composição da peça.

 

Tchaikovsky escreveu a sinfonia Manfred em 1885, após uma temporada nos Alpes, onde visitou o violinista Yosif Kotek, seu amigo íntimo, que se encontrava em estágio terminal em razão da tuberculose. O tom faustiano do poema de Byron – cuja trama também se desenrola na região dos Alpes, representada de forma pastoral no terceiro movimento – encontra eco na melancolia subjetiva do compositor russo, resultando em uma obra de intensa dramaticidade, na qual as angústias do personagem-título são confrontadas com vislumbres angelicais de ternura, apenas para sucumbirem à culpa que o atormenta até o seu inevitável destino.

 

Texto por Igor Lage.



Um dos mais promissores violoncelistas brasileiros faz sua estreia com a Filarmônica em um concerto escrito por Shostakovich para seu amigo Mstislav Rostropovich, um dos mais renomados instrumentistas do século XX. Completa o programa uma dramática e intensa sinfonia do grande compositor russo Tchaikovsky, inspirada no poema homônimo de Lord Byron.