Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde a sua fundação, em 2008, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde e
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Artista da Nova Geração da BBC entre 2022 e 2024, a estadunidense-neozelandesa foi premiada pelo Fundo Borletti-Buitoni (2022) e pelo Programa Artístico Avery Fisher (2021). Artista jovem residente do programa de rádio
... LEIA MAISOberon (1826) é o último esforço de Carl Maria von Weber, idealizador do teatro lírico genuinamente alemão, no sentido de criar uma música dramática sob a perspectiva romântica da fusão harmoniosa entre as artes. Encomendada pelo Covent Garden de Londres, a ópera foi composta quando Weber, aos 40 anos, encontrava-se com a saúde comprometida pela tuberculose e buscava assegurar o futuro da família. Contrariando as recomendações médicas, o compositor partiu para a Inglaterra, onde concluiu a abertura da obra três dias antes de sua estreia, que ele mesmo regeu, em 12 de abril de 1826, dois meses antes de falecer. Oberon, ou O juramento do rei dos elfos une a Idade Média cavaleiresca, a noção de um Oriente exótico e os personagens shakespearianos de Sonho de uma noite de verão. A ação, que se passa entre a França, a Arábia e o Mundo das Fadas, decorre da briga de Oberon, o rei dos elfos, com sua esposa Titânia, a rainha das fadas. Para ser perdoado, Oberon foi desafiado a encontrar um casal de namorados cujos sentimentos fossem capazes de suplantar todos os obstáculos à sua paixão. O desafio é cumprido e Oberon se reconcilia com Titânia depois que ajuda o cruzado Huon de Bordeaux a conquistar a princesa muçulmana Reiza, seu grande amor.
TEXTO ADAPTADO DE NOTA DE PROGRAMA DE PAULO SÉRGIO MALHEIROS
Dvorák escreveu três concertos para três instrumentos diferentes: piano, violino e violoncelo. Eles introduzem a forma do concerto na música tcheca e demonstram o avanço do compositor rumo a uma maior expressão individual e a um sentido mais profundo de nacionalidade. Iniciado em 1879, um ano após a estreia do Concerto para piano, o Concerto para violino foi finalizado em 1882. Sua criação foi estimulada pelo violinista Joseph Joachim, a quem a composição é dedicada, e que foi consultado em Berlim tão logo o manuscrito da obra foi completado. Apesar de seus comentários e sugestões terem sido adotados, Joachim nunca chegou a executar a obra, cuja estreia ocorreu em Praga, no outono de 1883, pelas mãos de Frantisek Ondrícek. Em seu Concerto para violino, Dvorák revela o folclore tcheco não em características da Moldávia, onde nascera, e sim em traços populares da Boêmia, outra região de seu país. No último movimento, especialmente, é clara a presença da música aldeã boêmia. Escrito como um furiant, dança alegre e ritmada, ele reúne elementos melódicos típicos das gaitas de fole tchecas, chamadas dudy, e das canções populares eslavas de caráter melancólico conhecidas como dumka.
TEXTO ADAPTADO DE NOTA DE PROGRAMA DE MARCELO CORRÊA
A adesão a correntes estéticas conflitantes em momentos diferentes da vida fez de Cláudio Santoro uma das mais marcantes figuras da música de concerto brasileira. Panorama dessas incursões criativas são suas 14 sinfonias, que, compostas entre 1940 e 1989, fazem dele o maior sinfonista brasileiro. Estreada em 1964, na Alemanha, pela Orquestra Sinfônica da Rádio de Berlim, regida pelo compositor, a imponente Sétima Sinfonia foi composta em 1959, em Londres, para um concurso promovido pelo Ministério da Educação e Cultura em comemoração à construção de Brasília. A obra marca o fim da fase mais nacionalista de Santoro, instigada por sua participação no 2º Congresso Internacional de Compositores e Críticos Musicais, ocorrido em Praga, em 1948. Parte, assim, de uma musicalidade nacionalista diluída para traduzir sonoramente o modernismo e a noção de progresso vigentes à época. Uma das obras favoritas do compositor, a sinfonia explora de múltiplas formas motivos musicais aparentados de quatro notas. Com isso, erige um arco coeso que, bem sugere Gustavo de Sá, estende-se “das imagens monumentais da capital que brotava do chão no então isolado interior do Brasil” a “uma representação do discurso de modernidade, voltado para o futuro, que inspirou a construção da capital”.
TEXTO DE IGOR REYNER
Após o grande sucesso de sua estreia com a Filarmônica, a violinista Geneva Lewis retorna para interpretar o maravilhoso Concerto para Violino, de Antonín Dvorák. A celebração pelos 200 anos da morte de Weber continua com uma de suas mais célebres aberturas. Encerrando o programa, uma das sinfonias mais marcantes do compositor brasileiro Cláudio Santoro, em homenagem à construção de Brasília.