|    1 jul 2015

2015, um ano para ouvir música nova

A alegria de habitarmos a Sala Minas Gerais foi traduzida em obras inéditas de João Guilherme Ripper, Cláudio de Freitas, Oiliam Lanna e André Mehmari

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por FABIO MECHETTI *

 

Uma orquestra é um instrumento vivo, alimentado pelas tradições do passado, por um maravilhoso e vasto acervo de obras consagradas que, na sua eterna relevância, justificam a sua existência. Uma orquestra também é um instrumento de ação criadora, que revela ao seu público a vitalidade e a inexorabilidade do hoje.

 

Como notória incentivadora da música de hoje, a Filarmônica decidiu encomendar obras inéditas que simbolizassem a alegria e a importância de termos, agora, uma sala de concertos: a Sala Minas Gerais. Assim, quatro notórios compositores brasileiros, de estéticas contrastantes, foram convidados a escrever quatro obras que serão reveladas nos próximos concertos.

 

A primeira delas é do carioca João Guilherme Ripper, denominada Jogos Sinfônicos. Em seguida, teremos Grande Trio Concertante, do compositor belo-horizontino Cláudio de Freitas. Mais para frente estrearemos Minas, de Oiliam Lanna. Uma obra de André Mehmari (ainda sem título, de tão fresca que é) encerrará este ciclo de encomendas especiais.

 

A força da criatividade e o elemento surpresa que toda obra inédita traz aos palcos serão momentos de descoberta, do estar lá pela primeira vez. Àqueles que buscam experiências novas, estendo o meu convite para que presenciem esses concertos tão especiais.

 

Convite feito, anote as datas na agenda:
Jogos Sinfônicos, de João Guilherme Ripper: 2 e 3 de julho
Grande Trio Concertante, op. 15, de Cláudio de Freitas: 23 e 24 de julho
Minas, de Oiliam Lanna: 17 e 18 de setembro
Obra a ser anunciada, de André Mehmari: 10 e 11 de dezembro

 

* Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

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